quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Será a Revelação Proposicional um Absurdo?

á duas formas para se analisar a questão referente à revelação proposicional e a infalibilidade. A primeira é pelo estudo dos pressupostos envolvidos; a segunda, através do estudo dos problemas detalhados. Este apêndice adotará o primeiro método. Em todos os casos, enquanto o primeiro não estiver em seu devido lugar, o segundo não poderá ser adotado de forma concreta.
Para o homem moderno, e muito mais para a teologia moderna, o conceito de revelação proposicional e a visão cristã histórica de sua infalibilidade, usualmente não são tidos como equivocados, mas antes como simplesmente absurdos. O mesmo vale, e pelas mesmas razões básicas, na visão da maioria dos homens modernos e de grande parte da teologia moderna para os conceitos de pecado e culpa, que são considerados absurdos, não importa em que sentido moral. Mas, é claro, devemos questionar se, neste caso, os seus pressupostos são os mais apropriados e adequados.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Origem da Confissão e Catecismo de Westminster

A maioria das confissões das igrejas reformadas e luteranas foi composta por autores individuais, ou por um pequeno grupo de teólogos a quem coube a tarefa de delinear um padrão de doutrina. E assim, Lutero e Melancthon foram os principais autores da Confissão Augsburg, o padrão de fé e laço comum de união das igrejas luteranas. A Segunda Confissão Helvética foi composta por Bullinger, a quem a obra foi confiada por um grupo de teólogos suíços; e o celebrado Catecismo Heidelberg foi composto por Ursino e Oleviano, os quais foram designados para isso por Frederico III, Príncipe Coroado do Palatinado. A Antiga Confissão Escocesa, que foi o padrão da Igreja Presbiteriana da Escócia por quase um século antes da adoção da Confissão Westminster, foi composta por um comitê de seis teólogos, sob cuja liderança estava John Knox, designado pelo Parlamento Escocês. Os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra e da Igreja Episcopal da América foram preparados pelos bispos daquela Igreja em 1562, como resultado da revisão de “Os Quarenta e Dois Artigos de Eduardo VI”, os quais foram delineados pelo Arcebispo Crammer e o Bispo Ridley, em 1551.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pentecostalismo, Neopentecostalismo e o Trabalho do Espírito Santo

Introdução

O pentecostalismo se fundamenta em alguns pontos essenciais básicos, tais como: (1) a identificação do mover do Espírito Santo de Deus; (2) a aceitação de uma categoria de crentes especialmente agraciada pela graça divina; e (3) a precedência da experiência sobre a revelação objetiva das Escrituras, para a formulação de doutrinas.
Nossa compreensão desses pontos, segundo um exame da Palavra de Deus, determina onde nos posicionamos no confuso quadro eclesiástico contemporâneo: se com a interpretação dada pelos símbolos da fé reformada (Confissão de Fé de Westminster e seus catecismos) ou com o evangelicalismo contemporâneo, cuja maior característica comum parece ser a aceitação da doutrina pentecostal cruzando linhas denominacionais.
O propósito deste artigo não é realizar, individualmente, um estudo sobre línguas, cura ou profecias, mas tratar os conceitos básicos do pentecostalismo e os seus reflexos na igreja local. A compreensão doutrinária dessas questões, pode determinar a ênfase da nossa mensagem; os nossos objetivos de vida como cristãos e até a prática litúrgica das igrejas.

1. Um pouco de história

Do segundo século até o século dezenove, não existe evidência histórica de que os cristãos fiéis, de teologia ortodoxa falassem línguas estranhas, praticassem a “cura divina” em reuniões ou se guiassem por novas profecias. Todas essas coisas, entretanto, caracterizam o pentecostalismo e o chamado “movimento carismático” contemporâneo, incluindo o neopentecostalismo.
Essa busca pelo inusitado e pelo sobrenatural, fora das prescrições das Escrituras, na história da igreja, sempre foi característica de grupos considerados como heréticos, desde os seguidores de Montanus (montanistas), no segundo século até aqueles liderados por Edward Irving, no século 19 da era cristã.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Salvação Infantil

Há evidência bíblica de que alguns infantes são salvos. Por exemplo, Davi disse que iria ao encontro de seu filho morto, mas que este não retornaria a ele. João Batista ficou cheio do Espírito no ventre de sua mãe. Contudo, não há nenhuma base bíblica de que todos que morrem como infantes irão para o céu. É, de fato, algo possível, visto que a Bíblia não traz nenhum exemplo de algum infante indo para o inferno. Mas afirmar que todos serão salvos não passa de possibilidade.
Qualquer infante que seja salvo deve sê-lo com base na eleição de Deus e expiação de Cristo. A Bíblia nega que haja alguma outra base para a salvação. Isso significa que Deus pode criar algumas pessoas que morrem como infantes, mas são salvas, e Cristo morreu por elas ao ser crucificado. O fato de que são pequenos demais para ter consciência do pecado pode significar que nenhuma fé se exige dos infantes. Sua mente não alcançou o estado no qual a crença deliberada na doutrina e o arrependimento da impiedade são significativos. Contudo, isto não significa que todos os que não podem exercer fé consciente são salvos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A CEIA DO SENHOR: MISTIFICADA E MINIATURIZADA

Três conjuntos de versículos estão ligados à ceia do Senhor. O primeiro procede dos evangelhos sinóticos: Mateus 26.26-29, Marcos 14.22-25 e Lucas 22.14-20. O segundo é 1 Coríntios 11.20-34 e o terceiro provém de João 6.53-57.
A última passagem mencionada é comumente incluída na exposição da doutrina; contudo, é muito improvável que ela se refira à ceia do Senhor e, por isso, deve ser excluída. Robert Reymond apresenta quatro motivos.[1] Primeiro, o contexto não se enquadra. Jesus dirigia-se a pessoas que jamais teriam entendido a referência a uma ordenança ainda não instituída. Segundo, “carne” não é a palavra usada por ele mais tarde ao instituir a ordenança. Terceiro, suas palavras são absolutas e dizem respeito à salvação. É impossível que, para obter a salvação, Jesus tenha requerido a participação de uma ordenança sem a ter instituído. E na verdade, o ensinamento bíblico é que a pessoa obtém a salvação antes de participar da ordenança. Quarto, o contexto enfatiza a audição de suas palavras e a crença nelas (v. 63), de modo que comer sua carne e beber seu sangue são mais bem compreendidos como metáforas da aceitação de seus ensinos.
Para ilustrar o quarto ponto, Jesus chamou a si mesmo de pão do céu, ou maná (Jo 6.30-40); no entanto, essa designação referia-se à nutrição espiritual mediante a fé nele, e não à obra da expiação simbolizada pelo pão partido. Ele destaca esse ponto no contexto: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” (v. 40). Desse modo, seria um equívoco identificar o pão da nutrição como o pão da ceia.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DÍZIMO HOJE?

No seu entender, o que a Bíblia ensina a respeito do dízimo no que se refere aos cristãos hoje?
Há muitas pessoas que creem que o dízimo não é mais um encargo sobre os crentes porque é um mandamento do Antigo Testamento que não está especificamente repetido no Novo Testamento.
Embora isso fosse parte da lei do pacto de Israel no Antigo Testamento, não creio que tudo que Deus exige de seu povo no Antigo Testamento esteja cancelado se o Novo Testamento silencia a respeito. Eu diria que se o dízimo foi cancelado deveríamos ter um ensino explícito no Novo Testamento afirmando que o dízimo não está mais em vigor. O dízimo era uma responsabilidade central na economia da velha aliança, e teria sido transportado, principalmente quando entendemos que a comunidade da nova aliança foi estabelecida principalmente entre judeus, que continuariam a praticá-lo, a não ser que lhes dissessem que o dizimo não era mais necessário. Eu diria que na ausência de uma palavra de repúdio, o dízimo continua válido no Novo Testamento.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pós-Milenismo: Um Resumo

I. DEFINIÇÃO
“O pós-milenismo espera que a proclamação do… evangelho… ganhe a vasta maioria dos
seres humanos para Cristo na presente era. O aumento do sucesso do evangelho produzirá
gradualmente um tempo na história antes do retorno de Cristo no qual a fé, justiça, paz e
prosperidade prevalecerão nos assuntos do povo e das nações. Após uma extensa era de
tais condições, o Senhor retornará visível e corporalmente, e em grande glória, terminando
a história com a ressurreição geral e o grande julgamento de toda a humanidade.”
II. A POSIÇÃO
A. O REINO PRESENTE DE CRISTO: O pós-milenismo vê o reino de Deus
como uma realidade presente e em desenvolvimento.
B. OTIMISMO: Ele descansa na crença que a pregação do evangelho terá tanto
sucesso que o mundo será convertido e desfrutará de um longo período de paz e
prosperidade chamado o milênio. Diferente das outras visões, o pós-milenismo
espera que as condições fiquem melhor no tempo precedente ao retorno de Cristo.
C. GRADUALISMO, NÃO CATACLISMO: A vinda do milênio é um processo
gradual, diferindo apenas quantitativamente do que vem antes. Jesus mesmo falou
do Reino como uma realidade presente, e de sua dispersão gradual por todo o
mundo.
D. CRISTO RETORNA  APÓS O MILÊNIO:  Após o “milênio” (que é de
duração indeterminada), Satanás será solto por um breve tempo e incitará uma
rebelião (Ap. 20:7-9). Então Cristo retornará, os mortos serão ressurretos, e o
julgamento final ocorrerá.
III. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO PÓS-MILENISMO
A. PÓS-MILENISMO ANTIGO
1. Nenhum credo antigo afirma qualquer visão milenista específica.
                                                     
1
E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em abril/2008. Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)
www.monergismo.com
2
2. Nenhuma escatologia desenvolvida é encontrada em qualquer um dos
Pais da Igreja.

Escolhidos de Deus

Um blog dedicado os cristãos zelosos pela a Palavra de Deus e a sã doutrina apostolica.