<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280</id><updated>2012-02-16T02:58:57.188-08:00</updated><category term='OUTROS'/><category term='APOLOGETICA'/><category term='NOTICIAS'/><category term='HISTORIA DA IGREJA'/><category term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Escolhidos de  Deus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-7484914308416334508</id><published>2012-01-26T18:59:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T18:59:17.295-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Será a Revelação Proposicional um Absurdo?</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;á duas formas para se analisar a questão referente à revelação proposicional e a infalibilidade. A primeira é pelo estudo dos pressupostos envolvidos; a segunda, através do estudo dos problemas detalhados. Este apêndice adotará o primeiro método. Em todos os casos, enquanto o primeiro não estiver em seu devido lugar, o segundo não poderá ser adotado de forma concreta.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Para o homem moderno, e muito mais para a teologia moderna, o conceito de revelação proposicional e a visão cristã histórica de sua infalibilidade, usualmente não são tidos como equivocados, mas antes como simplesmente absurdos. O mesmo vale, e pelas mesmas razões básicas, na visão da maioria dos homens modernos e de grande parte da teologia moderna para os conceitos de pecado e culpa, que são considerados absurdos, não importa em que sentido moral. Mas, é claro, devemos questionar se, neste caso, os seus pressupostos são os mais apropriados e adequados.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O pressuposto do Cristianismo é que houve uma origem pessoal de todas as coisas – existe alguém que fez tudo o mais que existe. Este alguém teria que ser grande o suficiente para isso, o que significa que tinha que ser infinito. Continua aberta a questão de quem seja este alguém pessoal-infinito que sempre existiu; se este foi mesmo o caso, os demais problemas já não se aplicariam. Todos nós precisamos explicar o fato de que o universo e nós mesmos, enquanto indivíduos, existimos; assim, alguma coisa tem “existido”.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Agora, se é fato que este alguém infinitamente pessoal tenha existido sempre, todas as demais coisas seriam limitadas em contraste à sua auto-suficiência ou eternidade. Mas suponha que ele simplesmente tenha feito algo que, embora limitado, sintonizasse numa frequência de “ondas” própria – por assim dizer, à sua própria imagem – então teríamos duas coisas ao mesmo tempo, uma pessoa infinita não-criada e uma criatura pessoal limitada. A partir deste pressuposto, por que motivo a pessoa não-criada não poderia se comunicar com esta criatura, se ela quisesse? É claro que, se a pessoa infinita, não-criada se comunicasse com a criatura pessoal criada e finita, ele não esgotaria as suas possibilidades nesta comunicação; entretanto, duas coisas estão claras aqui:&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Mesmo que a comunicação entre uma pessoa criada e outra não seja exaustiva, isso não quer dizer que não possa ser verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Assim, o problema da comunicação da pessoa não-criada com a criatura pessoal não tem que ser de uma ordem qualitativamente diferente da comunicação entre uma criatura e outra. Ela nunca é exaustiva, mas isso não a torna falsa, como não torna falsa a comunicação entre uma criatura e outra criatura, a não ser que a pessoa não-criada fosse mentirosa ou caprichosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Se a pessoa não-criada se importa de fato com a criatura, não seria impensável achar que ela pudesse comunicar a esta criatura, coisas pessoais de natureza proposicional; se não fosse por isso, enquanto ser finito, a criatura jamais teria como conhecê-las, se ela partisse somente de si mesma como ponto de referência limitado e finito.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Num caso como este, não há razão intrínseca para achar que a pessoa não-criada fosse capaz de comunicar algumas coisas vagamente verdadeiras, mas não fosse capaz de comunicar claras verdades proposicionais acerca do mundo ao redor da criatura – verdades, podemos dizer assim, cósmicas. Ou então, porque ele não poderia comunicar verdades proposicionais sobre a sequência de acontecimentos ocorridos depois da criação primeira das coisas – vamos chamar de história. Não há razão pela qual ele não pudesse comunicar estes dois tipos de verdade de forma inteligível. Esta comunicação não seria certamente plena, mas alguém poderia citar alguma razão pela qual não poderia ser verdadeira?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O que explicitamos acima é, evidentemente, o que a Bíblia reivindica para si quanto à revelação proposicional nela contida.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Se a pessoa não-criada desejasse transmitir estes fatos, através de criaturas individuais, de modo que elas escrevessem (em seu próprio estilo etc.) precisamente as coisas que a pessoa não-criada gostaria que elas escrevessem acerca da verdade religiosa e das coisas do universo e da história – então, nesta altura, é impossível dizer com absoluta certeza se ele o poderia ter feito ou não. É evidentemente que a Bíblia alega ser este o caso com relação à sua inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Dentro deste contexto, por que deveria ser impensável que a pessoa não-criada pudesse comunicar-se com a criatura de forma verbalizada, se a pessoa não-criada criou um ser pessoal dotado da capacidade de comunicação por meio da linguagem? De fato, somos seres que se comunicam por meio da linguagem (mesmo sem saber por quê). Há somente uma razão pela qual se tornaria impensável o fato de que Jesus tenha se comunicado pessoalmente com Saulo, de forma verbalizada na linguagem hebraica, usando palavras e sintaxe normal (At 26.14), ou que Deus tivesse se comunicado com os judeus no Sinai: isto é, se admitirmos o outro conjunto de pressupostos – mesmo quando escondemos o fato de estarmos admitido os pressupostos naturalistas, usando uma terminologia religiosa. Agora, podemos até tentar esconder o que estamos fazendo ao admitir os pressupostos naturalistas, usando uma terminologia religiosa e dizendo ou inferindo que “Jesus (sem, neste caso, ter absolutamente como saber o que ou quem ele realmente é) provocou em Saulo alguma espécie de experiência primária, sem conteúdo, na qual as palavras que foram usadas no contexto bíblico, para expressar o inexprimível, não passam de palavras que refletem as visões de mundo, a história e o cosmos válido naquela época”. Contudo, sempre que alguém assim procede, tudo o que lhe resta é uma fé que equivale a um “achismo”, que nunca chega a lugar algum nem está em condições de terminar um raciocínio – muito menos de saber, se a próxima palavra da sentença “Eu acredito…” será um artigo definido ou indefinido.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Além disso, se a pessoa não-criada inseriu as mensagens que ela comunicou ao homem em um livro de história, porque então seria estranho esperar que este Ser não-criado pudesse comunicar verdades sobre a história espaço-temporal neste livro? Estranho mesmo seria achar que, mesmo não sendo mentirosa ou excêntrica, a pessoa não-criada pudesse ser capaz de transmitir “verdades religiosas” em um livro que, embora todos os demais elementos estruturais, implícita ou explicitamente, sejam históricos, e ainda assim, toda esta história pudesse ser falsa ou confusa. Certamente tal ideia seria mais do que extravagante, a não ser para quem parte do pressuposto preconcebido de que aquele livro só pode ser produto do “sentimentalismo transcendental” de algum ser humano, inserido numa estrutura de causas naturais uniformes. Isto é especialmente assim, pois o próprio livro mesmo não fornece indicativos de que haja dois níveis; ele não dá indícios de uma “verdade religiosa” separada de qualquer contato com a história. Ele constantemente apela para uma história aberta à verificação e à busca de provas da verdade do que é dado; e ele não dá nenhum indício de que a história espaço-temporal circundante não passe de uma conjuntura tão condicionada pelos erros, quanto qualquer outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Por que a pessoa não-criada não poderia verdadeiramente ensinar a criatura no mesmo nível de conhecimentos que tomamos como base para tantas coisas que conhecemos no nível das criaturas: ou seja, uma pessoa que sabe alguma coisa, transmitindo este saber a uma pessoa que o desconhece – nunca de forma perfeita, mas ainda assim, verdadeira? Certamente é assim que obtemos nosso conhecimento de outra pessoa criada. Mas, então, por que uma pessoa não-criada não seria capaz de dizer a verdade sobre si mesmo (ainda que não diga tudo) – a menos que já tenhamos admitido o pressuposto de que o “não-criado” deve ser algum “outro filosófico”. Se partirmos do pressuposto de uma pessoa não-criada que criou o ser humano na sua própria imagem, que tipo de princípio poderia estar fundamentando o Catecismo Maior da Confissão de Fé de Westminster, que afirma que Deus se deu a conhecer a si mesmo, ainda que não de forma exaustiva, através das Escrituras?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Duas coisas ficam evidentes a esta altura: primeiro que, se partirmos do pressuposto de que todas as coisas surgiram de massa e de energia, tornam-se impensáveis tanto a ideia de revelação quanto de infalibilidade; e, em segundo lugar que, se partirmos do pressuposto da origem pessoal, estas ideias não são absolutamente impensáveis ou absurdas. A razoabilidade ou não do assunto depende inteiramente de onde se parte – isto é, de qual pressuposto nós adotamos de saída.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Se partirmos do pressuposto de que tudo é impessoal, então a questão naturalmente não se relaciona nem mesmo à possibilidade de uma Pessoa não-criada comunicar-se com uma pessoa criada; isso seria absurdo, por princípio. Se partirmos do pressuposto de que tudo é não-pessoal, por outro lado, há uma questão que agora se torna gritante: a comunicação de ser humano para ser humano não seria igualmente absurda?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Partindo deste pressuposto, ninguém descobriu qualquer maneira de encontrar sentido, nem no emissor, nem no receptor humano, exceto por meio de um ato de fé que negue toda sua estrutura básica de pressupostos. Pior do que isto: para aqueles que sustentam este outro pressuposto, as pessoas medíocres (inclusive eu mesmo, entre outros) não se conformam com a suposição de que as suas palavras não fazem sentido; e nem que tudo na experiência nos faz crer que os outros sejam verdadeiros ouvintes, ainda que não exaustivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A esta altura, isso não é algo como uma pintura de Francis Bacon? Deveríamos gritar, mas toda esta situação é perdição e miséria, inclusive o grito.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Muito bem: à luz desta confusão total a que nos leva o outro conjunto de pressupostos (impessoal + tempo + probabilidade), passa a valer a pena dar outra olhada muito cuidadosa sobre o pressuposto da origem pessoal. Se tudo se originou a partir deste início pessoal não-criado, então, nenhum tipo de comunicação, nem da criatura para outra criatura, nem da pessoa não-criada para a criatura é impensável. Nem mesmo é algo intrinsecamente improvável.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A importância de tudo isso é que a grande maioria das pessoas de hoje (incluindo algumas que se auto-intitulam evangélicas), que abriram mão do conceito histórico e bíblico de revelação e infalibilidade, não o fizeram por uma questão de consideração detalhada dos problemas com que estavam lidando objetivamente, mas porque concordaram, de forma analisada ou então, de forma cega, com o outro conjunto de pressuposições. Muitas vezes isso ocorre por meio de uma injeção cultural, sem conscientização do que está acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Tendo aceitado o outro conjunto de pressupostos contra todas as evidências da existência de uma verdadeira, ainda que não perfeita, comunicação de ser humano para ser humano, pergunto-me: o que os faria ouvir? É estranho transmitir o conceito de que rejeitamos a ideia de que um ser não-criado “exista”, se não temos como explicar como, porquê, ou que tipo de comunicação podemos ter com a nossa própria espécie. Isso se torna ainda mais estranho quando afirmamos que não é razoável acreditar que o ser não-criado exista, se isto explica o como, o porquê e que tipo de comunicação podemos ter com os seres da nossa própria espécie!&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Chegando a este ponto, estamos em condições de analisar os problemas mais detalhados – os assim chamados “problemas críticos”. Mas a visão histórica da Bíblia e da Igreja sobre a revelação e infalibilidade, passa a não ser mais absurda em si; e até os problemas mais detalhados passam a assumir outro aspecto, depois que enfrentamos e tratamos da concepção do absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; height: 1px; line-height: 19px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Francis Schaeffer,&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O Deus que se Revela&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Editora Cultura Cristã), p. 129-135.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-7484914308416334508?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/7484914308416334508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/sera-revelacao-proposicional-um-absurdo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7484914308416334508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7484914308416334508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/sera-revelacao-proposicional-um-absurdo.html' title='Será a Revelação Proposicional um Absurdo?'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6022910955632155456</id><published>2012-01-19T19:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T19:15:49.804-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HISTORIA DA IGREJA'/><title type='text'>Origem da Confissão e Catecismo de Westminster</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A maioria das confissões das igrejas reformadas e luteranas foi composta por autores individuais, ou por um pequeno grupo de teólogos a quem coube a tarefa de delinear um padrão de doutrina. E assim, Lutero e Melancthon foram os principais autores da Confissão Augsburg, o padrão de fé e laço comum de união das igrejas luteranas. A Segunda Confissão Helvética foi composta por Bullinger, a quem a obra foi confiada por um grupo de teólogos suíços; e o celebrado Catecismo Heidelberg foi composto por Ursino e Oleviano, os quais foram designados para isso por Frederico III, Príncipe Coroado do Palatinado. A Antiga Confissão Escocesa, que foi o padrão da Igreja Presbiteriana da Escócia por quase um século antes da adoção da Confissão Westminster, foi composta por um comitê de seis teólogos, sob cuja liderança estava John Knox, designado pelo Parlamento Escocês. Os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra e da Igreja Episcopal da América foram preparados pelos bispos daquela Igreja em 1562, como resultado da revisão de “Os Quarenta e Dois Artigos de Eduardo VI”, os quais foram delineados pelo Arcebispo Crammer e o Bispo Ridley, em 1551.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Os Cânones do Sínodo de Dort, de grande autoridade entre todas as igrejas reformadas, e o Padrão da Igreja da Holanda, foram, de um lado, delineados por um grande Sínodo internacional reunido em Dort pelos Estados Gerais dos Países Baixos, e composto de representantes de todas as igrejas reformadas, com exceção da França. E a Confissão de Fé e os Catecismos de nossa Igreja foram compostos por uma grande e ilustre assembleia nacional de teólogos e civis reunidos em Westminster, Inglaterra, pelo Grande Parlamento, de 1 de julho de 1643 a 22 de fevereiro de 1648. Um relato bastante breve da mesma é o propósito deste capítulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A Reforma na Escócia havia recebido seu primeiro impulso desde a volta do ilustre Patrick Hamilton, em 1527, do Continente, onde desfrutara das instruções de Lutero e Melancthon. Ela não foi em qualquer grau uma revolução política, nem se originou das classes governantes. Foi puramente uma revolução religiosa, operada entre as massas populares e a corporação da própria Igreja, sob a direção, em diferentes tempos, de diversos líderes eminentíssimos, dos quais os principais foram John Knox e Andrew Melville. “A Igreja da Escócia arquitetou sua Confissão de Fé e seu Primeiro Livro de Disciplina, e em sua primeira Assembleia Geral elaborou seu próprio governo, sete anos antes de receber a sanção da Legislatura. Sua primeira Assembleia Geral foi reunida em 1560, quando o primeiro Ato do Parlamento, reconhecendo-a como Igreja Nacional, se deu em 1567.” Ela continuou a manter num grau equilibrado sua independência da ordem civil e sua integridade como uma Igreja Presbiteriana até depois que o Rei Tiago assumiu o trono da Inglaterra. Após isso, através da influência inglesa e o crescente poder do trono, a independência da Igreja da Escócia foi amiúde temporariamente destruída. Em resistência a essa invasão de suas liberdades religiosas, os amigos da liberdade e da religião reformada entre a nobreza, o clero e o povo escocês subscreveram o sempre memorável Pacto Nacional, em Edinburgh, em 28 de fevereiro de 1638, bem como a Liga e Pacto Solenes entre os reinos da Inglaterra e Escócia, em 1643. “Esta Liga e Pacto Solenes (subscrita pela Assembleia Geral escocesa, o Parlamento inglês e a Assembleia de Westminster) obrigou os reinos unidos a promoverem a preservação da religião reformada na Igreja da Escócia, em doutrina, culto, disciplina e governo, bem como a reforma da religião nos reinos da Inglaterra e Irlanda, segundo a Palavra de Deus e o exemplo das melhores igrejas reformadas.” Foi em apoio do mesmo desígnio de assegurar em ambos os reinos a liberdade religiosa, uma reforma mais perfeita e uniformidade eclesiástica, que o povo escocês deu a eficaz corroboração de sua simpatia ao Parlamento Inglês em sua luta contra Carlos I, e para que a Igreja escocesa enviasse seus mais eminentes filhos como delegados à Assembleia em Westminster.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A Reforma na Inglaterra apresenta duas fases distintas – a de uma genuína obra da graça e a de uma revolução política e eclesiástica. No primeiro caráter, ela foi introduzida pela publicação da Palavra de Deus – o Novo Testamento Grego de Erasmo, publicado em Oxford, em 1517; e a tradução inglesa da Bíblia por Tyndale, a qual foi enviada de Worms para a Inglaterra em 1526. Pelo uso da Bíblia inglesa, juntamente com os trabalhos de muitos homens verdadeiramente piedosos, tanto entre o clero quanto entre os leigos, uma revolução totalmente popular se operou na religião da nação, e seu coração tornou-se permanentemente protestante. Os reais reformadores da Inglaterra, tais como Crammer, Ridley, Hooper, Latimer e Jewell, eram genuinamente evangélicos e totalmente calvinistas, em plena sintonia e constante correspondência com os grandes teólogos e pregadores da Suíça e Alemanha. Isso é ilustrado em seus escritos – nos Quarentas e Dois Artigos de Eduardo VI, 1551; os presentes artigos doutrinais da Igreja da Inglaterra, apresentados em 1562; e ainda nos Artigos de Lambeth, elaborados pelo Arcebispo Whitgift, cerca de 1595.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Ainda que essa obra de genuína reforma fosse em primeira instância materialmente acrescida pela revolução político-eclesiástica introduzida por Henrique VIII, e confirmada por sua filha Rainha Elizabete, foi, não obstante, grandemente impedida e prematuramente controlada por ela. O “Ato de Supremacia”, o qual fez do soberano a cabeça terrena da Igreja, e sujeitou todas as questões doutrinais, a ordem da Igreja e a disciplina, ao seu controle absoluto, possibilitou Elizabete de manipular as mudanças constitucionais na Igreja estabelecidas pelo processo de reforma naquele preciso ponto que foi determinado por seus pendores mundanos e sua ambição de poder. Uma hierarquia aristocrática, naturalmente mancomunada com a Corte, tornou-se um instrumento fácil da Coroa na repressão tanto da liberdade religiosa quanto da liberdade civil do povo. Gradualmente a luta entre o partido chamado Puritano e o partido repressivo da Corte tornou-se mais intensa e mais amarga durante todo o período dos reinados de Tiago I e Carlos I. Um novo elemento de conflito foi introduzido no fato de que o despótico partido da Corte naturalmente abandonou o calvinismo dos fundadores da Igreja e adotou aquele arminianismo que tem sempre prevalecido entre os parasitas do poder arbitrário e os devotos de uma religião igrejeira e sacramentalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A negação de toda reforma e a inexorável execução do “Ato de Uniformidade”, reprimindo todo dissentimento, enquanto que roubava ao povo todo traço de liberdade religiosa, necessariamente chegou a uma extensão tal da prerrogativa real, e a uma constante afluência de medidas arbitrárias e atos de violência, que a liberdade civil do indivíduo foi igualmente tripudiada. Por fim, depois de um intervalo de onze anos de tentativas de governar a nação através do Star Chamber e da Corte da Alta Comissão, e de ter prorrogado o refratário Parlamento que se reuniu na primavera daquele ano, o Rei foi forçado a apelar novamente ao país, que fez subir, em novembro de 1640, aquela eminente associação subsequentemente conhecida como o Grande Parlamento. Em maio do ano seguinte, essa associação tornou-se praticamente independente dos caprichos do Rei, sancionou um Decreto providenciando que ele só fosse dissolvido com seu próprio consentimento; e ao mesmo tempo todos os membros de ambas as Causas, com exceção de dois dos Peers, assinaram um acordo obrigando-os a perseverar na defesa de sua liberdade e da religião protestante. No mesmo ano, o Parlamento aboliu a Corte da Alta Comissão e a Star Chamber; e em novembro de 1642 foi ordenado que depois de 5 de novembro de 1643 o ofício de arcebispo e de bispo, bem como toda a estrutura do governo do prelado fossem abolidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em 12 de junho de 1643, o Parlamento sancionou um Decreto intitulado “Convocação dos Lords e Comuns do Parlamento para a Convocação de uma Assembleia de Teólogos e outros com vistas a serem consultados pelo Parlamento para o estabelecimento do Governo e Liturgia da Igreja da Inglaterra e purificação da Doutrina da dita Igreja das falsas aspersões e interpretações”. Visto que o governo preexistente da Igreja por meio de bispos havia cessado de existir, e no entanto a Igreja de Cristo na Inglaterra permanecia, a única autoridade universalmente reconhecida que pudesse reunir os representantes da Igreja em Assembleia Geral era a Legislatura Nacional. As pessoas destinadas a constituir essa Assembleia eram citadas na convocação, e compreendiam a flor da Igreja daquela época; subsequentemente, cerca de vinte e um clérigos foram adicionados para substituírem a ausência de outros. A lista original incluía os nomes de dez Lords e vinte membros da Câmara dos Comuns como membros leigos, e cento e vinte e um teólogos. Homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja foram incluídos nessa preclara companhia – episcopais, presbiterianos, independentes e erastianos. “Na convocação original, quatro bispos foram chamados, um dos quais realmente atendeu no primeiro dia e outro justificou sua ausência sob a alegação de cumprimento de um dever; dos outros convocados, cinco tornaram-se bispos mais tarde, e cerca de vinte e cinco declinaram atendimento, em parte porque ela não era uma convocação regular efetuada pelo Rei, e em parte porque a Liga e o Pacto Solenes eram expressamente condenados por sua majestade.” A Assembleia Geral Escocesa também enviou como delegados, a Westminster, os melhores e mais preclaros homens que possuía — ministros: Alexander Henderson, o autor do Pacto, George Gillespie, Samuel Rutherford e Robert Baillie; e presbíteros: Lord John Maitland e Sir Archibald Johnston.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Apenas sessenta compareceram no primeiro dia, e a média de comparecimento durante as prolongadas sessões da Assembleia variava entre sessenta e oitenta. Desses, a vasta maioria era presbiteriana, depois que os episcopais se negaram subsequentemente de assinar a Liga e o Pacto Solene. A vasta maioria dos clérigos puritanos, segundo o exemplo de todas as igrejas reformadas do Continente, se inclinava para o presbiterianismo; e em muitos lugares, especialmente na cidade de Londres e sua circunvizinhança, instalaram-se presbitérios.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Apenas cinco independentes proeminentes se fizeram presentes na Assembleia, encabeçados pelo Dr. Thomas Goodwin e pelo Rev. Philip Nye. Esses foram chamados, à luz da atitude de oposição à maioria que os preocupava, “Os Cinco Irmãos Dissidentes”. A despeito da minoria de seu número, possuíam considerável influência em estorvar e finalmente frustrar a Assembleia em sua obra de construção eclesiástica nacional; e sua influência era devida ao apoio que recebiam dos políticos fora da Assembleia, no Grande Parlamento, no exército e, acima de tudo, do grande Cromwell pessoalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Os erastianos, que sustentavam a tese de que os pastores cristãos são simplesmente mestres, e não governantes na Igreja, e que todo poder, tanto eclesiástico quanto civil, repousa exclusivamente no magistrado civil, eram representados na Assembleia por apenas dois ministros – Thomas Coleman e John Lightfoot, assistidos ativamente pelo erudito leigo, John Selden. Sua influência era devida ao fato de que o Parlamento lhes era simpático – e, naturalmente, todos os políticos mundanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O presidente, ou moderador, designado pelo Parlamento, foi o Dr. Twisse; e depois de sua morte foi sucedido pelo Mr. Herle. Em primeiro de julho de 1643 a Assembleia, após ouvir um sermão proferido pelo presidente, na Abadia de Westminster, foi organizada na Sétima Capela de Henrique. Depois que o frio aumentou, passaram a reunir-se na “Jerusalém Chamber”, “um agradável aposento na Abadia de Westminster”. Ao ser toda a Assembleia dividida em três comissões iguais, para o bom andamento dos assuntos, passaram a fazer o que estava na primeira pauta a eles determinado pelo Parlamento, ou seja, a revisão dos Trinta e Nove Artigos, o Credo já existente da Igreja da Inglaterra. Mas em 12 de outubro, logo depois de assinar a Liga e Pacto Solenes, o Parlamento ordenou à Assembleia “que considerasse entre eles aquela disciplina e governo que fossem mais condizentes com a santa Palavra de Deus”. Consequentemente, passaram imediatamente à preparação de um Diretório de Governo, Culto e Disciplina. Sendo prejudicados por constantes controvérsias com as facções independentes e erastianas, não completaram essa parte de seu trabalho até próximo ao final de 1644. Então começaram a preparar a composição de uma Confissão de Fé, sendo designada uma comissão para preparar e organizar as principais proposições que a comporiam. Essa comissão consistiu das seguintes pessoas: Dr. Hoyle, Dr. Gouge e Srs. Herle, Gataker, Tuckney, Reynolds e Vines.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A comissão finalmente se pôs a trabalhar na preparação da Confissão e dos Catecismos, simultaneamente. “Após algum progresso feito na elaboração de ambos, a Assembleia resolveu concluir primeiramente a Confissão, para então construir os Catecismos segundo o modelo daquela.” Apresentaram ao Parlamento, numa forma concluída, a Confissão, em 3 de dezembro de 1646, quando a mesma foi reencaminhada para que a “Assembleia pudesse inserir as notas marginais, a fim de que cada parte dela fosse provada pela Escritura”. Finalmente notificaram que estava concluída, com provas bíblicas satisfatórias de cada proposição individualmente, em 29 de abril de 1647.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O Breve Catecismo foi concluído e entregue ao Parlamento em 5 de novembro de 1647; e o Catecismo Maior, em 14 de abril de 1648. Em 22 de março de 1648 foi feita uma conferência entre as duas Casas com o fim de confrontar suas opiniões acerca da Confissão de Fé, cujo resultado é assim declarado por Rushworth: —&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-wrapper-dark" style="background-color: white; border-bottom-color: rgb(68, 68, 68); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(68, 68, 68); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(68, 68, 68); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(68, 68, 68); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div class="box-dark" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #666666; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(153, 153, 153); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(153, 153, 153); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(153, 153, 153); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(153, 153, 153); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: white; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 5px;"&gt;“Neste dia (22 de março), os Comuns, em conferência, apresentaram aos Lords uma Confissão de Fé conferida por eles, com algumas alterações (especialmente no que tange a questões de disciplina), a saber: Que se acha concorde com seus lords, e portanto com a Assembleia, na parte doutrinal, e desejam que a mesma seja publicada para que este reino, bem como todas as igrejas reformadas da Cristandade, não vejam o Parlamento da Inglaterra diferir em doutrina.”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A Confissão de Fé, o Diretório do Culto Público e os Catecismos, Maior e Breve, foram todos ratificados pela Assembleia Geral Escocesa, assim que as várias partes da obra foram concluídas em Westminster.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em 13 de outubro de 1647, o Grande Parlamento estabeleceu a Igreja Presbiteriana na Inglaterra em fase experimental, “até ao final da sessão seguinte do Parlamento, a qual deveria ser um ano depois dessa data”. Mas antes dessa data o Parlamento tornou-se subserviente ao poder do exército sob Cromwell. Os presbitérios e sínodos foram logo substituídos por seu “Committee of Triers”, quando os ministros presbiterianos foram destituídos em massa por Carlos II, em 1662.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Depois de concluídos os Catecismos, muitos dos membros se dispersaram totalmente e voltaram para seus lares. “Os que permaneceram em Londres ficaram principalmente envolvidos no exame de ministros quando se apresentavam para ordenação ou indução a cargos vacantes. Continuaram a manter sua existência formal até 22 de fevereiro de 1649, cerca de três semanas depois que o Rei foi decapitado, tendo se reunido cinco anos, seis meses e vinte e dois dias, tempo este em que mantiveram mil cento e sessenta e três sessões. Transformaram-se, pois, numa comissão para conduzir as provas e exames de ministros, e continuaram a reunir-se com esse propósito toda quinta-feira de manhã, até 25 de março de 1652, quando Oliver Cromwell, tendo à força dissolvido o Grande Parlamento, por cuja autoridade a Assembleia fora convocada, aquela comissão foi também interrompida e desmembrada sem qualquer dissolução formal e como uma questão de necessidade.”&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A Confissão de Fé e os Catecismos, Maior e Breve, da Assembleia Westminster foram adotados pelo Sínodo original na América do Norte, em 1729 A.D., como a “Confissão de Fé desta Igreja”; e tem sido recebida como o padrão de fé por todos os ramos da Igreja Presbiteriana na Escócia, Inglaterra, Irlanda e América; e é altamente reverenciada e seus Catecismos usados como meios de instrução pública por todas as entidades congregacionais de rebanhos puritanos no mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Embora a Assembleia Westminster resolutamente excluísse de sua Confissão tudo quanto reconhecia ser erro de sabor erastiano, contudo suas opiniões quanto ao estabelecimento de igrejas levaram a conceitos acerca dos poderes dos magistrados civis, no tocante às coisas religiosas (&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;circa sacra&lt;/em&gt;), os quais sempre foram rejeitados na América. Daí, no “Ato de Adoção” original, o Sínodo declarou que não receberia as passagens relativas a esse ponto na Confissão “em qualquer sentido em que se supõe que o magistrado civil tenha algum poder controlador sobre os sínodos com respeito ao exercício de sua autoridade ministerial; ou poder de perseguir alguém em razão de sua religião, ou em qualquer sentido contrário à sucessão protestante ao trono da Grã Bretanha”.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;E também, quando o Sínodo revisou e emendou seus padrões, em 1787, em preparação para a organização da Assembleia Geral, em 1789, ela “levou em consideração o último parágrafo do capítulo 20 da Confissão de Fé Westminster; o terceiro parágrafo do capítulo 23; e o segundo parágrafo do capítulo 31; e havendo algumas alterações, concorda que os ditos parágrafos como ora alterados sejam impressos para consideração”. Como assim alterada e emendada, esta Confissão e estes Catecismos foram adotados como parte doutrinal da Constituição da Igreja Presbiteriana da América, em 1788, e assim permanecem até ao presente dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Os artigos originais da Confissão Westminster, quanto ao magistrado civil, com as alterações na Confissão da Igreja americana, são como seguem: —&lt;/div&gt;&lt;h3 style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 1.5em; font-weight: normal; line-height: 19px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;cufon alt="CONFISSÃO " class="cufon cufon-canvas" style="display: inline-block !important; font-size: 1px !important; height: 19px; line-height: 1px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; vertical-align: middle !important; width: 119px;"&gt;&lt;canvas height="25" style="height: 25px; left: -3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; top: -4px; width: 143px;" width="143"&gt;&lt;/canvas&gt;&lt;cufontext style="display: inline-block !important; height: 0px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-indent: -10000in !important; width: 0px !important;"&gt;&lt;/cufontext&gt;&lt;/cufon&gt;&lt;cufon alt="WESTMINSTER" class="cufon cufon-canvas" style="display: inline-block !important; font-size: 1px !important; height: 19px; line-height: 1px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; vertical-align: middle !important; width: 150px;"&gt;&lt;canvas height="25" style="height: 25px; left: -3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; top: -4px; width: 164px;" width="164"&gt;&lt;/canvas&gt;&lt;cufontext style="display: inline-block !important; height: 0px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-indent: -10000in !important; width: 0px !important;"&gt;&lt;/cufontext&gt;&lt;/cufon&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xx. § 4, diz-se de certos ofensores: “Que sejam processados pelas censuras da Igreja e pelo poder do magistrado civil.”&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos sacramentos, tampouco o poder das chaves do reino do céu; não obstante tem autoridade, e é seu dever, de ordenar, para que a unidade e a paz sejam preservadas na Igreja, para que a verdade de Deus seja conservada pura e íntegra, para que todos os blasfemos e hereges sejam suprimidos, todas as corrupções e abusos no culto e disciplina sejam refreados e reformados e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas, administradas e observadas. E para efetuá-lo mais eficazmente, ele tem poder de convocar sínodos, estar presente neles e de providenciar para que tudo seja efetuado neles de acordo com a mente de Deus.”&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como as que são comumente chamadas Sínodos ou Concílios.” – § 2: “Os magistrados podem licitamente convocar um sínodo de ministros e de outras pessoas aptas, para consultar e aconselhar acerca de matérias de religião; portanto, se os magistrados forem inimigos públicos da Igreja, os ministros de Cristo, de si mesmos, por virtude de seu ofício, ou eles com outras pessoas aptas em delegação de suas igrejas, podem reunir-se em tais assembleias.”&lt;/div&gt;&lt;h3 style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 1.5em; font-weight: normal; line-height: 19px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;cufon alt="CONFISSÃO " class="cufon cufon-canvas" style="display: inline-block !important; font-size: 1px !important; height: 19px; line-height: 1px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; vertical-align: middle !important; width: 119px;"&gt;&lt;canvas height="25" style="height: 25px; left: -3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; top: -4px; width: 143px;" width="143"&gt;&lt;/canvas&gt;&lt;cufontext style="display: inline-block !important; height: 0px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-indent: -10000in !important; width: 0px !important;"&gt;&lt;/cufontext&gt;&lt;/cufon&gt;&lt;cufon alt="AMERICANA" class="cufon cufon-canvas" style="display: inline-block !important; font-size: 1px !important; height: 19px; line-height: 1px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; vertical-align: middle !important; width: 125px;"&gt;&lt;canvas height="25" style="height: 25px; left: -3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; top: -4px; width: 138px;" width="138"&gt;&lt;/canvas&gt;&lt;cufontext style="display: inline-block !important; height: 0px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-indent: -10000in !important; width: 0px !important;"&gt;&lt;/cufontext&gt;&lt;/cufon&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xx. § 4: “Podem legalmente ser convocados a prestar contas e processados pelas censuras da Igreja.”&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos sacramentos, nem o poder das chaves do reino do céu, nem de forma alguma interferir em questões de fé. Contudo, como pais protetores, é o dever dos magistrados civis proteger a Igreja de nosso comum Senhor, sem dar preferência a alguma denominação cristã acima de outras; de tal maneira que todas as pessoas sejam plenamente livres e desfrutem de inquestionável liberdade de, em toda parte, exercer suas funções sacras, sem violência ou risco. E, como Jesus Cristo designou um governo e disciplina em sua Igreja, nenhuma lei de qualquer comunidade deve interferir nela, impedir ou obstruir o devido exercício entre os membros voluntários de qualquer denominação de cristãos, segundo sua própria profissão e crença. É o dever dos magistrados civis protegerem a pessoa e o bom nome de todo o seu povo, de uma maneira tão eficaz que nenhuma pessoa sofra, quer por pretensão de religião, quer por infidelidade, alguma indignidade, violência, abuso, ou injúria de alguma outra pessoa; e ordenar que todas as assembleias religiosas e eclesiásticas sejam protegidas sem molestação ou distúrbio.”&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como são comumente chamadas Sínodos ou Concílios; e pertence aos supervisores e outros líderes das igrejas particulares, por virtude de seu ofício e o poder que Cristo lhes delegou para a edificação, e não para destruição, instalar tais assembleias e para reunirem-se nelas quando julgarem conveniente, visando ao bem da Igreja.”&lt;/div&gt;&lt;h3 style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 1.5em; font-weight: normal; line-height: 19px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;cufon alt="QUESTIONÁRIO" class="cufon cufon-canvas" style="display: inline-block !important; font-size: 1px !important; height: 19px; line-height: 1px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; vertical-align: middle !important; width: 156px;"&gt;&lt;canvas height="25" style="height: 25px; left: -3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; position: relative !important; top: -4px; width: 168px;" width="168"&gt;&lt;/canvas&gt;&lt;cufontext style="display: inline-block !important; height: 0px !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-indent: -10000in !important; width: 0px !important;"&gt;&lt;/cufontext&gt;&lt;/cufon&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;1. Como se compunha a maioria das Confissões das igrejas luteranas e reformadas?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;2. O que é peculiar no caso dos Cânones do Sínodo de Dort e da Confissão e Catecismos Westminster?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;3. Apresente o caráter geral da Reforma na Escócia.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;4. Qual foi o caráter e propósito da Liga e Pacto Solenes, e por quais partes foi ela acordada?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;5. Qual foi o caráter geral da Reforma na Inglaterra?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;6. Qual foi a principal instrumentalidade pela qual a obra foi efetuada?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;7. Qual foi o caráter da teologia, e qual a direção das afinidades dos reformadores ingleses primitivos?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;8. Qual foi o caráter da influência exercida na Reforma inglesa por seus primeiros soberanos protestantes?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;9. Que provaram ser os efeitos civis da tentativa por parte da Coroa de reprimir a liberdade religiosa?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;10. Apresente alguns dos primeiros Decretos do Grande Parlamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;11. Quando e com que propósito foi a Assembleia dos teólogos convocada em Westminster?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;12. Qual foi o número e qual era o caráter das pessoas que compuseram aquela Assembleia?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;13. Quais foram os representantes da Igreja da Escócia?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;14. Em que três partes principais foram os membros dessa Assembleia divididos? E a que parte pertencia a vasta maioria da Assembleia?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;15. Como foi a Assembleia organizada?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;16. Qual foi o primeiro trabalho realizado pela Assembleia?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;17. Quando e como procederam a arquitetar a Confissão de Fé?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;18. Quando e como procederam a arquitetar os Catecismos?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;19. Qual foi a ação do Grande Parlamento no tocante à obra da Assembleia?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;20. E qual a ação da Assembleia Geral Escocesa quanto à mesma?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;21. Qual foi o destino final do Estabelecimento Presbiteriano na Inglaterra?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;22. De quais igrejas é a Confissão Westminster o padrão constitucional de doutrina?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;23. Quando e com que exceções foi essa Confissão adotada pela Igreja Presbiteriana na América?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;24. Quando, por que e em que seções foi ela emendada?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; height: 1px; line-height: 19px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A. A. Hodge,&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Confissão de Fé de Westminster Comentada&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(&lt;a href="http://www.puritanos.com.br/" style="color: #4c8eb9; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;Editora Os Puritanos&lt;/a&gt;), p. 37-48.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6022910955632155456?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6022910955632155456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/origem-da-confissao-e-catecismo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6022910955632155456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6022910955632155456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/origem-da-confissao-e-catecismo-de.html' title='Origem da Confissão e Catecismo de Westminster'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-8662004002846904836</id><published>2012-01-09T15:54:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T15:54:27.122-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Pentecostalismo, Neopentecostalismo e o Trabalho do Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;div class="post-804 post type-post status-publish format-standard hentry category-doutrinateologia category-espirito-santo" id="post-804" style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Introdução&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O pentecostalismo se fundamenta em alguns pontos essenciais básicos, tais como: (1) a identificação do mover do Espírito Santo de Deus; (2) a aceitação de uma categoria de crentes especialmente agraciada pela graça divina; e (3) a precedência da experiência sobre a revelação objetiva das Escrituras, para a formulação de doutrinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Nossa compreensão desses pontos, segundo um exame da Palavra de Deus, determina onde nos posicionamos no confuso quadro eclesiástico contemporâneo: se com a interpretação dada pelos símbolos da fé reformada (Confissão de Fé de Westminster e seus catecismos) ou com o evangelicalismo contemporâneo, cuja maior característica comum parece ser a aceitação da doutrina pentecostal cruzando linhas denominacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O propósito deste artigo não é realizar, individualmente, um estudo sobre línguas, cura ou profecias, mas tratar os conceitos básicos do pentecostalismo e os seus reflexos na igreja local. A compreensão doutrinária dessas questões, pode determinar a ênfase da nossa mensagem; os nossos objetivos de vida como cristãos e até a prática litúrgica das igrejas.&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;1. Um pouco de história&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Do segundo século até o século dezenove, não existe evidência histórica de que os cristãos fiéis, de teologia ortodoxa falassem línguas estranhas, praticassem a “cura divina” em reuniões ou se guiassem por novas profecias. Todas essas coisas, entretanto, caracterizam o pentecostalismo e o chamado “movimento carismático” contemporâneo, incluindo o neopentecostalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Essa busca pelo inusitado e pelo sobrenatural, fora das prescrições das Escrituras, na história da igreja, sempre foi característica de grupos considerados como heréticos, desde os seguidores de Montanus (montanistas), no segundo século até aqueles liderados por Edward Irving, no século 19 da era cristã.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A história do pentecostalismo moderno é normalmente classificada como tendo ocorrido em três ondas distintas:&lt;/div&gt;&lt;div class="box-wrapper-light" style="border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="box-light" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f0f0f0; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 255, 255); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-image: initial; border-left-color: rgb(255, 255, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; border-right-color: rgb(255, 255, 255); border-right-style: solid; border-right-width: 2px; border-top-color: rgb(255, 255, 255); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 2px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;a.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A primeira onda – Pentecostalismo Clássico. Teve início em 1901, quando a sra. Agnes Ozman, nos Estados Unidos, disse ter recebido o batismo do Espírito Santo e falado línguas. A prática foi incorporada ao movimento&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Holiness&lt;/em&gt;. Um outro evento mais conhecido deu-se em 1906, quando se relatou o falar em línguas em uma igreja na rua Azusa (Azusa Street Mission), estado da Califórnia. Desses dois eventos procede a maioria das igrejas pentecostais históricas, como a Assembleia de Deus e a Igreja do Evangelho Quadrangular.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;b.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A segunda onda – Pentecostalismo recente ou Renovação Carismática. Semelhantemente ao movimento pentecostal anterior, enfatizou os “dons extraordinários”, com grande ênfase ao “dom de línguas”. A grande diferença é que as linhas denominacionais foram quebradas e a visão doutrinária pentecostal atingiu várias igrejas. O ano de 1960 marca o início desta onda, em uma igreja Episcopal da Califórnia, na qual se observou o falar em línguas. A própria imprensa secular deu destaque ao acontecimento. O movimento, nos Estados Unidos, se espalhou pelas universidades, entre organizações para-eclesiásticas, tais como a ABU. Além de atingir denominações tradicionais, como luteranos, presbiterianos e metodistas, penetrou nos católico-romanos, partindo da universidade de Notre Dame, formando o movimento dos “católicos carismáticos”, que perdura até hoje. A maior característica desse período foi a determinação dos persuadidos pelos ensinamentos pentecostais, a permanecerem nas denominações de origem, “renovando-as”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;c.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A terceira onda – O movimento de sinais e maravilhas – o Neopentecostalismo. A designação “terceira onda” foi cunhada por Peter Wagner, em 1983, um dos proponentes do movimento de crescimento de igrejas. Ele escreveu que as duas primeiras ondas continuavam, mas agora o Espírito estaria vindo em uma “terceira onda” com sinais e maravilhas. Temos aqui, também, o surgimento do movimento Vineyard, que conseguiu adeptos e transformou-se em uma denominação, propagando o que ficou conhecido como “evangelismo do poder” (&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;power evangelism&lt;/em&gt;) – o evangelho é propagado e demonstrado por sinais e maravilhas sobrenaturais. O dom de línguas, neste estágio, recebeu uma ênfase menor do que o de “profecias”, curas e realização de efeitos especiais e sobrenaturais – muitas vezes sem razão ou conexão aparente – tais como: quedas, risos, urros, dentes de ouro, etc.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;No Brasil, essas “ondas” foram quase simultâneas. A Congregação Cristã foi a primeira igreja pentecostal estabelecida, em 1910, seguida da Assembleia de Deus, em 1911. Na década de 1960 tivemos o surgimento do movimento carismático e de renovação, em várias denominações, e, atualmente, vivemos a “terceira onda”, com o neopentecostalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O pentecostalismo e seus derivados contemporâneos se coloca como uma posição doutrinária saudável que sabe identificar o “mover do Espírito Santo de Deus”. Será que essa identificação é bíblica? Será que a fé reformada está deixando de reconhecer o trabalho do Espírito Santo nos dias de hoje?&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;2. Existe diferença entre Pentecostalismo e Neopentecostalismo?&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O neopentecostalismo tem em comum com o pentecostalismo, a ênfase na experiência, e muitas das doutrinas relacionadas com os dons extraordinários (operação de milagres, falar em línguas, novas revelações). O neopentecostalismo, entretanto, é caracterizado por cruzar os limites das denominações pentecostais, formando novas denominações com peculiaridades mais intensas e penetrando nas demais denominações.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O grande ponto de dissociação, entretanto, entre o pentecostalismo e o neopentecostalismo se dá na compreensão da doutrina das Escrituras. A ênfase na experiência, do pentecostalismo, nunca chegou a soterrar totalmente a importância da Palavra e pontos de tensão foram resolvidos, em muitas ocasiões, com a primazia da própria Palavra. Nesse sentido, por exemplo, a insistência inicial na total ausência de estudo bíblico formal (seminários, institutos bíblicos), uma vez que a pregação viria “por revelação”, deu lugar à visão mais bíblica e mais sóbria, da necessidade do estudo e na aplicação ao aprendizado; as próprias “cruzadas de milagres”, populares na década de sessenta, no Brasil, foram suplantadas por estruturas denominacionais mais comprometidas com a evangelização aos segmentos mais esquecidos da sociedade, ao discipulado e à formação de um caráter cristão nos congregados. De “denominação de vanguarda” os pentecostais foram se revelando conservadores em inúmeras doutrinas e, em não raras ocasiões, exercitam a disciplina eclesiástica de forma coerente e bíblica.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O neopentecostalismo, entretanto, abraçou várias ensinamentos próprios – esses nem sempre com respaldo ou analogia bíblica. No neopentecostalismo, é básica a adesão ao espetacular e extraordinário, como sendo características inerentes ao próprio exercício da fé cristã, mas existem outras peculiaridades doutrinárias, tais como:&lt;/div&gt;&lt;div class="box-wrapper-light" style="border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="box-light" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f0f0f0; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 255, 255); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-image: initial; border-left-color: rgb(255, 255, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; border-right-color: rgb(255, 255, 255); border-right-style: solid; border-right-width: 2px; border-top-color: rgb(255, 255, 255); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 2px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;a.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;O culto à prosperidade e a busca ávida dessa, como norma de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;b.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A operação de maravilhas que não têm valor intrínseco ou lógico em si (como o riso desenfreado, o cair pela passagem de um paletó, ou o aparecimento de dentes de ouro).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;c.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A necessidade de identificação das entidades demoníacas que controlam a vida e os afazeres de uma determinada localidade ou setor geográfico, como condição básica para se ganhar a batalha espiritual que resultará no crescimento da igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;d.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A utilização de formas linguísticas e chavões que implicitamente possuiriam valor espiritual inerente, devendo ser utilizados de maneira declaratória, nos cultos e concentrações públicas, como parte desta batalha espiritual (“eu o amarro!”, “declaro esta cidade liberta!”, etc.), muitas vezes acompanhadas de orações pré-fabricadas, apresentadas como poderosas em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;e.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A identificação de doenças e problemas psicológicos como formas veladas de possessão demoníaca. Nessa visão, todo crente é conclamado a ver como fenômeno sobrenatural problemas que a Igreja sempre tratou como consequências naturais do pecado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;3. Como reconhecer o trabalho e o mover do Espírito de Deus?&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O trabalho do Espírito Santo segue diretrizes bíblicas claras e coerentes com as tarefas da Trindade e isso nos dá uma maneira de reconhecer o Espírito de Deus. O ponto chave, que encontramos na Palavra de Deus é que o trabalho do Espírito Santo é revelar o Filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, temos várias declarações explícitas de Jesus Cristo. Em Jo 14.26 Jesus diz: “o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito”. A atividade aqui descrita do Espírito Santo é, portanto, ensinar e fazer lembrar as coisas que Jesus Cristo disse, isto é: testemunhar da pessoa e obra de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em Jo 16.14 lemos: “Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar”. A glorificação é à pessoa de Cristo. A anunciação que o Espírito Santo faz é da obra e da mensagem de Cristo. Disso faz parte, também, o trabalho regenerador do Espírito Santo na conversão dos descrentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O Espírito Santo não trabalha, portanto, independentemente da obra de Cristo, como pregam todos aqueles que enfatizam o culto ao Espírito Santo e acabam por desviar os olhos dos fiéis da pessoa de Cristo. O Espírito Santo não vem como “uma segunda bênção”, nem vem realizar fenômenos sem sentido ou fora do contexto revelador de Cristo, tais como curas espetaculares, risos santos, quedas, urros, dentes de ouro ou quaisquer outras maravilhas glorificadoras dos homens que as realizam. Ele vem selar o trabalho de Cristo na vida do crente, abrindo-lhe o coração à conversão, batizando-o com a abençoada regeneração, fazendo morada no coração de todos os salvos, promovendo a comunhão cristã, edificando o Corpo de Cristo, iluminando o entendimento e operando o crescimento em santificação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Semelhantemente às heresias do montanismo, do segundo século, muitas distorções contemporâneas são fruto de ideias de pessoas, querendo “melhorar” o que Deus estabeleceu em sua perfeição e em Sua Palavra. Assim fazendo, elas superenfatizam a terceira pessoa da Trindade, praticamente tornando a pessoa e o trabalho de Cristo secundários às ações do Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Logicamente, queremos ter muito cuidado, pois nenhum crente deseja atribuir o poder do Espírito Santo em Jesus Cristo a demônios (Mc 3.22-30). Como reconhecer o trabalho do Espírito Santo de Deus? Três critérios nos auxiliarão:&lt;/div&gt;&lt;div class="box-wrapper-light" style="border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="box-light" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f0f0f0; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 255, 255); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-image: initial; border-left-color: rgb(255, 255, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; border-right-color: rgb(255, 255, 255); border-right-style: solid; border-right-width: 2px; border-top-color: rgb(255, 255, 255); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 2px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;(1) O fim principal do trabalho do Espírito é a glória de Deus. Cristo, cheio e liderado pelo próprio Espírito, assim especificou – Jo 4.34; 5.19; 5.30; 5.43; 6.38; 17.4. No que diz respeito aos demônios, estes procuram a auto-adoração e própria glorificação (Jo 4.24).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;(2) A suprema autoridade do Espírito é a Palavra de Deus: Dt 29.29. Demonstrar mais estima e procura por “revelações ocultas” do que pela revelação bíblica, é um insulto ao Deus todo-poderoso, que nos criou em amor para que o adorássemos e o servíssemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;(3) A mensagem principal do Espírito é o Evangelho de Deus (At 1.2 e 8).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;4. Existe uma hierarquia dos salvos?&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O movimento pentecostal trouxe à cena evangélica o inusitado e o extraordinário como sendo não apenas parte da realidade existencial, histórica e religiosa da Igreja, mas como objeto de anelo e desejo na vida individual de cada crente. Os ensinamentos do pentecostalismo deixaram a expectativa de que sem estas experiências algo estaria a faltar na vida do cristão. Era necessário se atingir um patamar superior, obter-se uma segunda bênção, elevar-se acima do nível do crente comum. Gerou-se assim uma hierarquia de crentes: os batizados vs. os não-batizados pelo Espírito Santo, ou, utilizando uma outra terminologia: os recebedores vs. os “ainda-carentes-de-umasegunda-bênção”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A questão da cura divina, trazida pelo pentecostalismo, segue ao longo de linhas paralelas. Ela coloca os crentes em uma escala hierárquica, qualificando o seu cristianismo, fazendo uma divisão entre os que atingiram já um patamar de fé que é suficiente a torná-los recebedores de curas milagrosas vs. aqueles cuja fé é insuficiente ao recebimento destas bênçãos, que estariam reservadas aos mais aquinhoados espiritualmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O pentecostalismo, prega essa hierarquia dos salvos estranha à Palavra de Deus, tanto na questão do batismo pelo Espírito Santo, como na cura divina, como no “falar em línguas” – áreas às quais os fiéis são direcionados a procurarem como marca de uma espiritualidade genuína. Aqueles que não experimentaram tais experiências são levados a avaliar suas vidas como “fria” ou distanciada do “fogo” saudável do Espírito de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O movimento carismático e de renovação foi propagado como sendo uma reação sadia à ortodoxia morta das igrejas tradicionais. Inegavelmente, muito fervor real foi despertado no meio de denominações que estavam consideravelmente afastadas da Palavra de Deus e de suas confissões e credos originais. Muitas haviam abraçado ideias heréticas e humanistas do racionalismo teológico. Mesmo considerando a existência de uma guinada positiva em denominações liberais, pela promoção do estudo das esquecidas Escrituras, a procura pelas experiências, estendida a denominações fiéis à Palavra de Deus, teve efeito devastador. Divisões, polarizações, discussões infrutíferas, desprezo aos padrões confessionais, têm sido resultados comumente observados em igrejas atingidas pelo abraçar de doutrinas pentecostais.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A divisão das pessoas, encontrada na Palavra de Deus, com relação ao posicionamento perante o Criador, nos mostra que todos estão subdivididos em salvos ou perdidos; crentes ou incrédulos; os que receberam a fé como dom de Deus ou aqueles sem fé que se encontram no caminho da perdição. Os movimentos, dentro da Igreja, que acrescentam uma terceira categoria de pessoas, no que diz respeito ao status espiritual delas perante Deus: os sobrenaturalmente agraciados com um fenômeno fora do comum, que difere e está além do ato soberano de Deus da salvação, não encontra base bíblica e representa uma carga injusta lançada sobre os fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O apóstolo Paulo nos ensina, em 1 Co 12.13, que “em um só espírito todos nós fomos batizados”. Note que ele se refere: (1) genericamente, a todos os crentes – sem distinguir uma casta específica (todos nós); (2) no passado – todos nós, que cremos, fomos batizados; (3) esse batismo do espírito Santo caracteriza todos que formam “o corpo” – ou seja, a igreja de Cristo – ele não vem como uma “segunda bênção”. Isso está em harmonia com Ef 4.5 – que nos ensina que há “um só batismo” e Rm 8.9 – que diz: “se alguém não tem o Espírito de Cristo, este tal não é dele”. Todos os eleitos de Deus, como salvos, são chamados das trevas para a maravilhosa luz – essa é a divisão encontrada na Palavra de Deus. Não existe uma hierarquia dos salvos e, muito menos, salvos não batizados pelo Espírito Santo de Deus.&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;5. O interesse pelos fenômenos sobrenaturais e a precedência dada à experiência.&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Existe um grande interesse na igreja contemporânea nas manifestações sobrenaturais. Na maioria das vezes esse interesse pelos fenômenos sobrenaturais não procede do sério estudo da palavra de Deus, mas de sentimentos carnais presentes na fraca visão do homem natural. Quando Jesus foi pressionado para que realizasse algum sinal sobrenatural fora do contexto e do propósito soberano de sua missão, apenas para atender o desejo pelo extraordinário, presente na multidão (Mt 12.39), Ele dá o seguinte direcionamento aos solicitantes:&lt;/div&gt;&lt;div class="box-wrapper-light" style="border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="box-light" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f0f0f0; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 255, 255); border-bottom-left-radius: 5px; border-bottom-right-radius: 5px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-image: initial; border-left-color: rgb(255, 255, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; border-right-color: rgb(255, 255, 255); border-right-style: solid; border-right-width: 2px; border-top-color: rgb(255, 255, 255); border-top-left-radius: 5px; border-top-right-radius: 5px; border-top-style: solid; border-top-width: 2px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;a.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;primeiro, indica que devem examinar as suas vidas (chama os interlocutores de “geração má e adúltera”)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;b.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;depois, manda que eles se dirijam às Escrituras, à história previamente revelada e escriturada, (devem considerar “o sinal do profeta Jonas”) para obtenção do conhecimento teológico e prático que diziam procurar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O segmento pentecostal e neopentecostal, ao enfatizar um interesse primário pelas manifestações sobrenaturais, tira o foco da doutrina da providência divina no governo soberano de todas as atividades. Vemos a tendência, na realidade, de abraçar o misticismo característico das massas. A Igreja recebe, então, uma visão destorcida das prioridades de vida, que coloca as questões físicas do homem como alvo de maior preocupação, do que os problemas metafísicos existentes entre o homem pecador e o Deus Santo que o criou. além do físico, do visível, do palpável, do perceptível. Estamos utilizando o termo metafísico como descritivo do campo das questões eminentemente espirituais (como a salvação, o andar em justiça e santidade), em contrapartida às questões físicas (doenças, enfermidades) que, mesmo sendo importantes, estão hierarquicamente abaixo das anteriores (Mt 10.28).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Onde impera o ávido desejo pelo inusitado e pelo extraordinário, as Escrituras vão ficando para trás. Na Confissão de Fé de Westminster (Cap. 1) temos uma das formulações mais completas, detalhadas e fiel, sobre as doutrinas das Sagradas Escrituras. Ainda assim, encontramos pastores, oficiais e membros de igrejas que abraçam esta Confissão, ansiosos pela manifestação de fenômenos sobrenaturais, desejosos de diretrizes fornecidas por novas revelações, como se algo estivesse faltando à própria Palavra de Deus para a expressão plena de suas religiosidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Não devemos desejar um cristianismo racional no qual o sobrenatural é ignorado, nem gerar um ceticismo às atividades das hostes das trevas. Mas devemos procurar manter o sobrenatural dentro da perspectiva que a própria Palavra nos ensina. A maior ação sobrenatural de Deus é o milagre da salvação: seu Espírito regenerador, criando uma nova vida dentro de nós. O governo soberano de Deus, pelo qual ele cumpre os seus propósitos na história, é o grande alicerce de magnifica espiritualidade e sobrenaturalidade da nossa religião – por que desprezar esse conhecimento e essa convicção (Is 8.16-20)? Por que a busca pelo inusitado, pelas intervenções solicitadas ao nosso serviço e por nossas necessidades?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Na parábola do mendigo Lázaro, (Lc 16.19-31) o rico, após tomar pleno conhecimento das realidades espirituais, entre elas a do fogo eterno, da condenação e das tormentas, pede uma maravilha ao reino dos céus, representado na pessoa de Abraão. Ele quer um fenômeno extraordinário – gostaria que o mendigo Lázaro, agora com Abraão, fosse ressuscitado e pessoalmente voltasse à terra dando testemunho daquelas realidades espirituais aos seus cinco irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Na sua perspectiva, um depoimento advindo de uma manifestação tão espetacular certamente faria com que seus parentes acreditassem na mensagem da verdade. Abraão responde que eles têm as Escrituras (Moisés e os profetas) e se, com os corações endurecidos, não respondem ao claro e objetivo ensinamento delas, não será o grande fenômeno da ressurreição que gerará a credibilidade necessária à salvação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Essas palavras eram também proféticas. Deus operou um fenômeno impossível às suas criaturas, ressuscitando Jesus Cristo ao terceiro dia, mas as pessoas submersas em seus pecados continuam a rejeitar a mensagem das Escrituras, mesmo após a ressurreição.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Porque a nossa geração deve retratar a própria atitude, condenada pela parábola – que os fenômenos extra-naturais é que conduzirão as pessoas à Cristo – quando ele próprio nos aponta para as Escrituras (Jo 5.39)? Por que desprezarmos o grande fenômeno, bíblico e historicamente comprovado, da ressurreição de Cristo, procurando manifestações duvidosas contemporâneas?&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Livros sugeridos:&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fé Cristã e Misticismo&lt;/em&gt;, Matos, Portela, Lopes, Campos&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Religião de Poder&lt;/em&gt;, Michael Horton&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-size: 1.5em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Leituras Bíblicas sugeridas:&lt;/h3&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Lc 16.19-31 – O Rico e Lázaro. Os estudo das Escrituras está acima dos milagres.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Jo 14.16-26 – O Filho envia o Espírito da Verdade.Jo 16.7-14 – O Espírito Santo não fala de si mesmo, mas revela o Filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;1 Co 12.12-27 – Já fomos batizados em um só corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Ef 4.1-6 – Participamos de um só batismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Is 8.16-20 – O grande sinal e maravilha: o Povo de Deus resgatado.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Jo 5.36-47 – A grande importância do testemunho das Escrituras, acima da experiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e3e3e3; background-image: initial; background-origin: initial; height: 1px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Revista&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;O Pensador Cristão&lt;/em&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Edição de Ano IV – Nº 16 – Dez/03.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br class="clearer" style="background-color: white; clear: both; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;div class="authorbox-wrapper" style="background-color: white; border-bottom-color: rgb(224, 224, 224); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(224, 224, 224); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(224, 224, 224); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(224, 224, 224); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="authorbox" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f6f6f6; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 255, 255); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: rgb(255, 255, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(255, 255, 255); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(255, 255, 255); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #909090; font-size: 0.9em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 20px; padding-right: 20px; padding-top: 10px;"&gt;&lt;h2 class="gentesque" style="color: #333333; font-size: 1.7em; font-weight: normal; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-transform: uppercase;"&gt;ABOUT THE AUTHOR&lt;/h2&gt;&lt;div class="author-image" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; float: left; margin-bottom: -5px; margin-left: 0px; margin-right: 20px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;img alt="Solano Portela" class="photo" height="80" src="http://monergismo.com/wp-content/uploads/userphoto/55.thumbnail.jpg" style="border-bottom-color: rgb(215, 215, 215); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-color: rgb(215, 215, 215); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(215, 215, 215); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(215, 215, 215); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; border-width: initial; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 7px; padding-left: 7px; padding-right: 7px; padding-top: 7px;" width="52" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="author-title adelle" style="color: #444444; font-size: 1.3em; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Solano Portela&lt;/div&gt;Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, membro da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo, graduado em Ciências Exatas, fez o mestrado no Biblical Theological Seminary (EUA, 1974). Solano Portela, além de suas atividades no campo empresarial, em São Paulo, é escritor, tradutor e conferencista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-8662004002846904836?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/8662004002846904836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/pentecostalismo-neopentecostalismo-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/8662004002846904836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/8662004002846904836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/pentecostalismo-neopentecostalismo-e-o.html' title='Pentecostalismo, Neopentecostalismo e o Trabalho do Espírito Santo'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-72186816771955130</id><published>2012-01-08T11:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T11:37:10.674-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Salvação Infantil</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Há evidência bíblica de que alguns infantes são salvos. Por exemplo, Davi disse que iria ao encontro de seu filho morto, mas que este não retornaria a ele. João Batista ficou cheio do Espírito no ventre de sua mãe. Contudo, não há nenhuma base bíblica de que todos que morrem como infantes irão para o céu. É, de fato, algo possível, visto que a Bíblia não traz nenhum exemplo de algum infante indo para o inferno. Mas afirmar que todos serão salvos não passa de possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Qualquer infante que seja salvo deve sê-lo com base na eleição de Deus e expiação de Cristo. A Bíblia nega que haja alguma outra base para a salvação. Isso significa que Deus pode criar algumas pessoas que morrem como infantes, mas são salvas, e Cristo morreu por elas ao ser crucificado. O fato de que são pequenos demais para ter consciência do pecado pode significar que nenhuma fé se exige dos infantes. Sua mente não alcançou o estado no qual a crença deliberada na doutrina e o arrependimento da impiedade são significativos. Contudo, isto não significa que todos os que não podem exercer fé consciente são salvos.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Alguns cristãos ficam incomodados quando lhes dizemos que alguns não precisariam exercer fé consciente; mas todos assumimos que o filho de Davi e João Batista não exerceram fé consciente ao serem salvos. Há uma forma coerente de explicar isso sem comprometer o Evangelho. Lembre-se de que, mesmo quando falamos de salvação pela fé, não estamos de fato nos referindo à fé como tal, mas a Jesus Cristo. A fé&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;em si&lt;/em&gt;&amp;nbsp;não salva ― só Cristo salva. Se alguém é salvo, isto se dá por Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Dessa forma, ao afirmar que os infantes poderiam ser salvos à parte da fé, mas não à parte de Cristo, o Evangelho não é comprometido. Cristo salva adultos em conjunção com uma fé consciente; mas Cristo salva alguns infantes ― pelo menos dois! ― à parte de uma fé consciente. Não sou salvo por causa da fé, mas por causa de Cristo. Minha fé é uma manifestação da salvação, eleição e regeneração. Ela não é a causa da salvação, mas o efeito da salvação. Esperaríamos de uma pessoa que recebeu a salvação como infante, e não morreu, que manifestasse essa fé ao crescer e estivesse ciente do que é certo e errado, do pecado e do arrependimento, e assim por diante. É o que aconteceu com João Batista. Talvez o mesmo se aplique aos mentalmente retardados, ainda que, aparentemente, não haja qualquer evidência bíblica para dizer que alguns mentalmente retardados são salvos, pois não há exemplos equivalentes na Escritura. Sua salvação é apenas uma possibilidade. Também é possível que todos os mentalmente retardados sejam condenados. Neste caso seria um equívoco alegar que eles são punidos por serem mentalmente retardados; antes, com base na doutrina da reprovação, eles teriam sido criados como indivíduos condenados, em primeiro lugar. O ponto é que não há nenhum problema teológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Isso não se aplica aos infantes, adolescentes e adultos mentalmente cientes que jamais ouviram o evangelho ― todos irão para o inferno, sem dúvida (Incluo infantes porque, embora nos refiramos a infantes que poderiam ser salvos à parte da fé, muitos se tornam bem conscientes em uma idade muito tenra, talvez ao completarem dois, três, ou quatro anos de idade). A Bíblia é clara sobre isso. Há aqueles que tentam dizer que alguns adultos podem ser salvos à parte da fé. Isso é heresia. Quem afirma isso deveria ser excomungado. Devemos lidar com essas pessoas da maneira mais dura possível, pois todo o Evangelho e toda a obra da pregação ficam comprometidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A posição popular que todos os infantes são salvos é pensamento positivo, e persiste como uma tradição religiosa infundada. Aqueles que afirmam a doutrina da eleição jamais conseguiram demonstrar que todos os que morrem na infância são eleitos. Seus argumentos são forçados e falaciosos. E, àqueles que rejeitam a doutrina da eleição, falta até mesmo isso para construir uma doutrina de salvação infantil. A forma de confortar pais em luto não é mentir , mas instruí-los a confiar em Deus. Não importa o que Deus decide, será sempre algo bom e correto. Esta verdade pode ser dura em razão da dor e fraqueza naquele momento, mas se, no fim das contas, os pais não conseguem aceitar isso, eles estão indo para o inferno e precisam se tornar cristãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Quanto à razão de a Bíblia não citar quem são exatamente os salvos e quem pode ser salvo à parte da fé, se é que alguém pode sê-lo, o interesse bíblico está em, aparentemente, se focar naqueles que precisam de fé consciente para serem salvos. Em outras palavras, todos aqueles que podem entender o Evangelho devem crer nele para ser salvos. Isto inclui todo infante, adolescente e adulto inteligente, em todas as partes da terra ― tenha ele acesso ou não ao Evangelho. Se alguém morre sem ouvir o Evangelho, isto significa que Deus decretou sua condenação de antemão. Ainda que essa pessoa venha a queimar no inferno, as punições por ela recebidas serão provavelmente menos extremas que as punições sobre a pessoa que ouviu e rejeitou o Evangelho, pois a Bíblia ensina que aqueles que conhecem o Evangelho, mas não lhe obedecem, sofrerão mais. O destino daqueles que não podem entender o evangelho ― fetos, infantes muito novos, pessoas mentalmente retardadas e assim por diante ― está nas mãos de Deus, e aprouve a Deus não dizer-nos o que fará com essas pessoas. Antes, devemos nos concentrar em nossas próprias vidas, examinarmo-nos para ver se estamos na fé, e confiar o resto a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; height: 1px; line-height: 19px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;(Adaptado de uma correspondência de email)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;http://www.vincentcheung.com/&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Tradução:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Felipe Sabino de Araújo Neto – abril/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-72186816771955130?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/72186816771955130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/salvacao-infantil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/72186816771955130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/72186816771955130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/salvacao-infantil.html' title='Salvação Infantil'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-835645881870435698</id><published>2012-01-06T13:59:00.001-08:00</published><updated>2012-01-06T14:00:12.771-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>A CEIA DO SENHOR: MISTIFICADA E MINIATURIZADA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Três conjuntos de versículos estão ligados à ceia do Senhor. O primeiro procede dos evangelhos sinóticos: Mateus 26.26-29, Marcos 14.22-25 e Lucas 22.14-20. O segundo é 1 Coríntios 11.20-34 e o terceiro provém de João 6.53-57.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;A última passagem mencionada é comumente incluída na exposição da doutrina; contudo, é muito improvável que ela se refira à ceia do Senhor e, por isso, deve ser excluída. Robert Reymond apresenta quatro motivos.[1] Primeiro, o contexto não se enquadra. Jesus dirigia-se a pessoas que jamais teriam entendido a referência a uma ordenança ainda não instituída. Segundo, “carne” não é a palavra usada por ele mais tarde ao instituir a ordenança. Terceiro, suas palavras são absolutas e dizem respeito à salvação. É impossível que, para obter a salvação, Jesus tenha requerido a participação de uma ordenança sem a ter instituído. E na verdade, o ensinamento bíblico é que a pessoa obtém a salvação antes de participar da ordenança. Quarto, o contexto enfatiza a audição de suas palavras e a crença nelas (v. 63), de modo que comer sua carne e beber seu sangue são mais bem compreendidos como metáforas da aceitação de seus ensinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Para ilustrar o quarto ponto, Jesus chamou a si mesmo de pão do céu, ou maná (Jo 6.30-40); no entanto, essa designação referia-se à nutrição espiritual mediante a fé nele, e não à obra da expiação simbolizada pelo pão partido. Ele destaca esse ponto no contexto: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” (v. 40). Desse modo, seria um equívoco identificar o pão da nutrição como o pão da ceia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Portanto, a doutrina neotestamentária da ceia do Senhor subsiste principalmente nos versículos sinóticos e paulinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;A doutrina reformada da ceia do Senhor é indubitavelmente superior à abominação do catolicismo. Mesmo assim, ela possui problemas peculiares. Ainda que menos severos, eles continuam mantendo a tradição e a superstição dos homens acima do ensino nítido da Escritura. É claro que eles não se resumem à tradição reformada. Alistarei aqui dois deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Primeiro, a ceia do Senhor tem sido mistificada. Isso se vê em dois aspectos da doutrina reformada: a presença “real” e a nutrição espiritual associada aos elementos. A formulação de Calvino é indefinida e ininteligível, e até mesmo absurda. Como Reymond destaca, Charles Hodge a considerava “peculiar”, e William Cunningham disse que ela era “tão ininteligível quanto a consubstanciação de Lutero” e “talvez, o maior defeito na história dos labores de Calvino como instrutor público”. Robert Dabney denunciou-a como “estranha” e “não apenas incompreensível, mas também impossível”.[2] Talvez o próprio Calvino tenha percebido essas dificuldades, recorrendo, por fim, à designação de mistério — desculpa favorita dos teólogos reformados para afirmar algo que são incapazes de defender, ou que não podem descrever de modo inteligível.[3]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Em todo o caso, o obstáculo definitivo é que os versículos sinóticos e os paulinos não mencionam ou indicam qualquer tipo de presença ou nutrição procedente da ceia do Senhor. Não há base bíblica para elas. Elas parecem ter sido elaboradas apenas para romantizar a ordenança e dar-lhe piedade mística. Dessa maneira, a formulação de Calvino não pode ser salva. Assim, as variantes reformadas que sustentam esses dois aspectos da formulação perpetuam o absurdo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Segundo, a ceia do Senhor foi miniaturizada. Os versículos sinóticos indicam que a ordenança foi instituída no contexto de uma refeição completa. Os versículos paulinos afirmam que a ceia era servida em quantidade suficiente para satisfazer a fome de uma pessoa e até para embebedar alguém. O apóstolo ordenou que os crentes esperassem uns pelos outros antes de comer, ou se estivessem com muita fome, que comessem em casa (1Co 11.20,21,33). Isso não faria sentido se a ordenança consistisse apenas em cálices diminutos e pequenos pedaços de pão ingeridos em poucos segundos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;A ceia do Senhor é uma figura da festa junto à mesa do Mestre. Nas culturas orientais e, com menos intensidade, em algumas culturas ocidentais, jantar com alguém é sinal de amizade, e indicação de rejeição a recusa em comer com alguém (1Co 5.11). Sentar-se à mesa do rei era uma honra tremenda (2Sm 9.7), e apenas seus amigos e companheiros mais queridos alimentavam-se junto dele. Na ceia do Senhor, os cristãos se sentam à mesa do Rei — independentemente de raça, status ou sexo — para comer e beber em sua honra, recordando seu sacrifício por nós, e em antecipação de sua volta. Esta união, por virtude de seu compromisso com o Rei dos reis, é mais forte que os vínculos sanguíneos, e a mesa provê o contexto para a manifestação e desenvolvimento desse compromisso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Tudo isto se obscurece quando a ordenança é reduzida a uns calicezinhos e pedacinhos de pão. Perdem-se a refeição completa junto à mesa, a comunhão íntima, a alegria e o riso, o consolo, o encorajamento e a recordação cabal durante várias horas de conversa sobre o que o Senhor fez. Todos os debates concernentes aos elementos limitam-se em significado enquanto se discute sobre cálices e pães, pois durante todo esse tempo não se menciona a ceia real, e toda a prática tem se tornado menos bíblica, mais ritalista e sem sentido do que as pessoas imaginam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;[1] Robert L. Reymond, A New Systematic Theology of the Christian Faith (Thomas Nelson, 1998), p. 963-964.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;[2] Reymond, p. 961.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;[3] Vincent Cheung,&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Blasphemy and Mystery&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: #E3E3E3; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Tradução:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Rogério Portela&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-835645881870435698?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/835645881870435698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/ceia-do-senhor-mistificada-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/835645881870435698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/835645881870435698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/ceia-do-senhor-mistificada-e.html' title='A CEIA DO SENHOR: MISTIFICADA E MINIATURIZADA'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-7419714919310296954</id><published>2012-01-04T17:13:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T17:14:34.335-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>DÍZIMO HOJE?</title><content type='html'>&lt;div class="post-438 post type-post status-publish format-standard hentry category-lei-evangelho" id="post-438" style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;No seu entender, o que a Bíblia ensina a respeito do dízimo no que se refere aos cristãos hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Há muitas pessoas que creem que o dízimo não é mais um encargo sobre os crentes porque é um mandamento do Antigo Testamento que não está especificamente repetido no Novo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Embora isso fosse parte da lei do pacto de Israel no Antigo Testamento, não creio que tudo que Deus exige de seu povo no Antigo Testamento esteja cancelado se o Novo Testamento silencia a respeito. Eu diria que se o dízimo foi cancelado deveríamos ter um ensino explícito no Novo Testamento afirmando que o dízimo não está mais em vigor. O dízimo era uma responsabilidade central na economia da velha aliança, e teria sido transportado, principalmente quando entendemos que a comunidade da nova aliança foi estabelecida principalmente entre judeus, que continuariam a praticá-lo, a não ser que lhes dissessem que o dizimo não era mais necessário. Eu diria que na ausência de uma palavra de repúdio, o dízimo continua válido no Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Quando Jesus estava na terra, e a nova aliança ainda não tinha sido estabelecida, ele abençoou os fariseus por seus dízimos. Eles dizimavam a hortelã e o cominho, o que significa que eles dizimavam até as menores coisas. A maioria dos dízimos no Antigo Testamento era paga com bens da agricultura ou do rebanho – era uma sociedade agrária. Mas os fariseus eram tão escrupulosos a respeito de dar os dez por cento a Deus que, se plantavam um pouco de salsa no quintal, eles dizimavam isso também. É como se você achasse dez centavos no chão e fizesse questão de entregar um centavo a Deus. Jesus disse que esses homens eram tão escrupulosos que pagavam até o último centavo, e Jesus os cumprimentou por isso (Lc 11.42).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Quando o Novo Testamento se refere a dar, fala em dar da sua abundância e do espírito de gratidão do seu coração. Sempre que as duas alianças ou pactos são comparados, particularmente no livro de Hebreus, somos ensinados que o Novo Testamento é uma aliança muito mais rica. Os benefícios que recebemos como cristãos, excedem em muitos os benefícios que o povo da velha aliança gozava. Mas também segue-se que as responsabilidades do povo do Novo Testamento também excedem as responsabilidades do povo do Antigo Testamento. Nós estamos numa situação melhor. Eu diria que o dizimo não é um alto padrão fundamental para o super-cristão, mas é o alicerce. É o ponto de partida para uma pessoa que está em Cristo e que compreende alguma coisa dos benefícios que recebe de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e3e3e3; background-image: initial; background-origin: initial; height: 1px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Boa Pergunta&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999), R. C. Sproul, p. 285-286.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-7419714919310296954?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/7419714919310296954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/dizimo-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7419714919310296954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7419714919310296954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/dizimo-hoje.html' title='DÍZIMO HOJE?'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-7541392908949471507</id><published>2012-01-03T14:08:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T14:08:02.661-08:00</updated><title type='text'>Pós-Milenismo: Um Resumo</title><content type='html'>I. DEFINIÇÃO&lt;br /&gt;“O pós-milenismo espera que a proclamação do… evangelho… ganhe a vasta maioria dos&lt;br /&gt;seres humanos para Cristo na presente era. O aumento do sucesso do evangelho produzirá&lt;br /&gt;gradualmente um tempo na história antes do retorno de Cristo no qual a fé, justiça, paz e&lt;br /&gt;prosperidade prevalecerão nos assuntos do povo e das nações. Após uma extensa era de&lt;br /&gt;tais condições, o Senhor retornará visível e corporalmente, e em grande glória, terminando&lt;br /&gt;a história com a ressurreição geral e o grande julgamento de toda a humanidade.”&lt;br /&gt;II. A POSIÇÃO&lt;br /&gt;A. O REINO PRESENTE DE CRISTO: O pós-milenismo vê o reino de Deus&lt;br /&gt;como uma realidade presente e em desenvolvimento.&lt;br /&gt;B. OTIMISMO: Ele descansa na crença que a pregação do evangelho terá tanto&lt;br /&gt;sucesso que o mundo será convertido e desfrutará de um longo período de paz e&lt;br /&gt;prosperidade chamado o milênio. Diferente das outras visões, o pós-milenismo&lt;br /&gt;espera que as condições fiquem melhor no tempo precedente ao retorno de Cristo.&lt;br /&gt;C. GRADUALISMO, NÃO CATACLISMO: A vinda do milênio é um processo&lt;br /&gt;gradual, diferindo apenas quantitativamente do que vem antes. Jesus mesmo falou&lt;br /&gt;do Reino como uma realidade presente, e de sua dispersão gradual por todo o&lt;br /&gt;mundo.&lt;br /&gt;D. CRISTO RETORNA &amp;nbsp;APÓS O MILÊNIO: &amp;nbsp;Após o “milênio” (que é de&lt;br /&gt;duração indeterminada), Satanás será solto por um breve tempo e incitará uma&lt;br /&gt;rebelião (Ap. 20:7-9). Então Cristo retornará, os mortos serão ressurretos, e o&lt;br /&gt;julgamento final ocorrerá.&lt;br /&gt;III. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO PÓS-MILENISMO&lt;br /&gt;A. PÓS-MILENISMO ANTIGO&lt;br /&gt;1. Nenhum credo antigo afirma qualquer visão milenista específica.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em abril/2008. Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;2. Nenhuma escatologia desenvolvida é encontrada em qualquer um dos&lt;br /&gt;Pais da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3. O pré-milenismo se desenvolveu de certa forma um pouco antes do pósmilenismo (e.g., Irineu, 130-202 d.C.), provavelmente como resultado da&lt;br /&gt;perseguição que encorajava a expectação do retorno iminente de Cristo.&lt;br /&gt;Todavia, aproximadamente no mesmo tempo &amp;nbsp;Orígenes (185-254 d.C.)&lt;br /&gt;expressou uma visão pós-milenista.&lt;br /&gt;4. O pós-milenismo se tornou dominante após Constantino (312 d.C.) –&lt;br /&gt;Eusébio (260-340), &amp;nbsp;Atanásio (296-372), &amp;nbsp;Ticonius (aprox. 400),&lt;br /&gt;Agostinho (354-430) – tão dominante que a crença num milênio foi&lt;br /&gt;condenada como supersticiosa no Concílio de Éfeso (431 d.C.). &amp;nbsp; Embora a&lt;br /&gt;doutrina oficial da igreja fosse amilenista ou pós-milenista, o pré-milenismo&lt;br /&gt;aparecia de tempo em tempo devido às condições sociais opressivas.&lt;br /&gt;B. PÓS-MILENISMO DA REFORMA: SÉCULOS 16 e 17&lt;br /&gt;1. OS REFORMADORES: O pós-milenismo foi incipiente em &amp;nbsp;João&lt;br /&gt;Calvino (1509-1605), e expresso com grande clareza por &amp;nbsp;Martin Bucer&lt;br /&gt;(1491-1551) e Teodoro Beza (1519-1605).&lt;br /&gt;2. OS PURITANOS&lt;br /&gt;a. TEÓLOGOS PURITANOS ANTIGOS: &amp;nbsp;Thomas Brightman&lt;br /&gt;(1562-1607), um pai do Presbiterianismo inglês, escreveu um&lt;br /&gt;comentário influente, A Revelation of the Revelation [Uma Revelação do&lt;br /&gt;Apocalipse], no qual ele apresenta o pós-milenismo em detalhe.&lt;br /&gt;Outros puritanos eram pós-milenistas, incluindo, George Gillespie&lt;br /&gt;(1613-49), John Owen (1616-83) e Matthew Henry (1662-1714).&lt;br /&gt;b. O LUGAR DE ISRAEL NO PÓS-MILENISMO PURITANO:&lt;br /&gt;Os puritanos tendiam a crer que o milênio duraria 1000 anos literais,&lt;br /&gt;e que ele não começaria até os judeus serem convertidos. Muitos&lt;br /&gt;sustentavam que eles retornariam à sua terra nesse tempo.&lt;br /&gt;C. PÓS-MILENISMO MODERNO: SÉCULOS 18 a 20&lt;br /&gt;1. PÓS-MILENISTAS PROEMINENTES: Jonathan Edwards (1703-58),&lt;br /&gt;William Carey (1761-1834), Charles Hodge (1797-1878), A. A. Hodge&lt;br /&gt;(1823-1886), Augustus Strong (1836-1921), B.B. Warfield (1851-1921), J.&lt;br /&gt;Gresham Machen (1881-1937).&lt;br /&gt;2. DIFERENÇAS DOS PÓS-MILENISTAS ANTIGOS &lt;br /&gt;a. Não sustentavam que os judeus retornariam à sua terra como um&lt;br /&gt;cumprimento de profecias.&lt;br /&gt;b. Criam que o milênio abrange toda a história da igreja. Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;3. UM DESENVOLVIMENTO RECENTE: “RECONSTRUCIONISMO&lt;br /&gt;CRISTÃO”, também conhecido como “PÓS-MILENISMO&lt;br /&gt;TEONÔMICO” ou “NEO-PURITANISMO” (década de 1960 em diante)&lt;br /&gt;a. Prenunciado na Confissão de Fé de Westminster e por teólogos&lt;br /&gt;de Westminster tais como George Gillespie.&lt;br /&gt;b. Espera um retorno gradual às normas bíblicas de justiça como&lt;br /&gt;resultado da dispersão do evangelho. As leis do Antigo Testamento&lt;br /&gt;seriam novamente observadas, embora propriamente interpretadas e&lt;br /&gt;adaptadas às condições do novo pacto.&lt;br /&gt;c. É preterista, colocando o cumprimento das profecias da tribulação&lt;br /&gt;no primeiro século.&lt;br /&gt;IV. EVIDÊNCIA EXEGÉTICA PARA O PÓS-MILENISMO&lt;br /&gt;A. OS SALMOS MESSIÂNICOS: A visão do Novo Testamento que eles já foram&lt;br /&gt;cumpridos.&lt;br /&gt;1. &amp;nbsp;Sl. 22:27 – Aguarda um tempo quando “todos os limites da terra se&lt;br /&gt;lembrarão, e se converterão ao SENHOR; e todas as famílias das nações&lt;br /&gt;adorarão perante a tua face”.&lt;br /&gt;2. Sl. 47:7-9 – “Pois Deus é o Rei de toda a terra… Deus reina sobre os&lt;br /&gt;gentios… Os príncipes do povo se ajuntam, o povo do Deus de Abraão;&lt;br /&gt;porque os escudos da terra são de Deus. Ele está muito elevado!”.&lt;br /&gt;3. Sl. 67:2, &amp;nbsp;7 – A salvação de Deus será conhecida entre todas as nações (v.&lt;br /&gt;2) e todas as extremidades da terra o temerão (v. 7).&lt;br /&gt;4. Sl. 86:9 – Todas as nações virão e adorarão.&lt;br /&gt;5. Sl. 87:4 – Os inimigos serão convertidos.&lt;br /&gt;6. Sl. 102:15 – Todos os reis o reverenciarão.&lt;br /&gt;7. Sl. 110:1 – O Messias ficará assentado no céu até que os seus inimigos se&lt;br /&gt;tornem estrado dos seus pés (o versículo do Antigo Testamento mais citado no&lt;br /&gt;Novo Testamento!, citado em Mt. 22:44, 26:64, Mc. 12:36, 14:62, Lc. 20:42-&lt;br /&gt;43, 22:69, Atos 2:34-35, Hb 1:13, e aludidos em 1Co. 15:24, Ef. 1:20-22,&lt;br /&gt;Fp. 2:9-11, Hb. 1:3, 8:1, 10:12, 13, 1Pe. 3:22, e Ap. 3:21).&lt;br /&gt;8. Sl. 72 fala do reino do Messias (não meramente o de Davi ou de Salomão),&lt;br /&gt;e o faz num tempo antes da consumação da história e do estabelecimento&lt;br /&gt;dos novos céus e nova terra:&lt;br /&gt;“Temer-te-ão [ao Rei] enquanto durarem o sol e a lua, de geração em&lt;br /&gt;geração. Ele descerá como chuva sobre a erva ceifada, como os&lt;br /&gt;chuveiros que umedecem a terra. Nos seus dias florescerá o justo, e&lt;br /&gt;abundância de paz haverá enquanto durar a lua. Dominará de mar a Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;mar, e desde o rio até às extremidades da terra. Aqueles que habitam&lt;br /&gt;no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.&lt;br /&gt;Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de&lt;br /&gt;Seba oferecerão dons. E todos os reis se prostrarão perante ele;&lt;br /&gt;todas as nações o servirão &amp;nbsp;(5-11) … O seu nome permanecerá&lt;br /&gt;eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos&lt;br /&gt;enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as&lt;br /&gt;nações lhe chamarão bem-aventurado. Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus&lt;br /&gt;de Israel, que só ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o seu nome&lt;br /&gt;glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória.” (17-19)&lt;br /&gt;9. &amp;nbsp;Sl. &amp;nbsp;2 fala das nações se enraivecendo “contra o Senhor e contra o seu&lt;br /&gt;ungido” (v. 1-3). Pedro interpreta isso como tendo ocorrido na crucificação&lt;br /&gt;(Atos 4:25-27). Todavia, Deus instalou esse Ungido como o “meu Rei” (Sl.&lt;br /&gt;2:6). O Messias mesmo diz: “Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu&lt;br /&gt;és meu Filho, eu hoje te gerei” &amp;nbsp;(Sl. 2:7). Paulo interpreta isso como tendo&lt;br /&gt;acontecido na ressurreição de Cristo (Atos 13:33, cf. Rm. 1:4). Agora, tudo&lt;br /&gt;o que o Messias entronizado precisa fazer é “pede-me, e eu te darei os&lt;br /&gt;gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão” &amp;nbsp;(Sl. 2:7). De&lt;br /&gt;acordo com isso, Cristo ordena aos seus discípulos: “Ide e fazei discípulos&lt;br /&gt;de todas as nações” (Mt 28:19).&lt;br /&gt;B. OS PROFETAS E O GOVERNO UNIVERSAL DE DEUS: A visão do Novo&lt;br /&gt;Testamento que ele já começou. Tanto Is. 2:2-4 como Mq. 4:1-3 prevê um tempo de&lt;br /&gt;adoração universal a Deus:&lt;br /&gt;“E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do&lt;br /&gt;SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e&lt;br /&gt;concorrerão a ele todas as nações. E irão muitos povos, e dirão: Vinde,&lt;br /&gt;subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos&lt;br /&gt;ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá&lt;br /&gt;a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR. E ele julgará entre as nações, e&lt;br /&gt;repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em&lt;br /&gt;enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra&lt;br /&gt;outra nação, nem aprenderão mais a guerrear.&lt;br /&gt;De acordo com o Novo Testamento, os “últimos dias” começaram com a&lt;br /&gt;primeira vinda de Cristo &amp;nbsp;(Atos 2:16-17, 24; 1Co. 10:11; Gl. 4:4; Hb. 1:1-2;&lt;br /&gt;9:26; Tg. 5:3; 1Pe. 1:20; 1Jo. 2:18; Judas 18) e continuarão até a sua&lt;br /&gt;segunda vinda, que será “o fim” &amp;nbsp;(1Co. 15:24; cf. &amp;nbsp;Mt. 13:39-40, 49).&lt;br /&gt;Nenhum período é contemplado após isso.&lt;br /&gt;No Novo Testamento “o monte”, a “casa do Deus de Jacó”, e “Sião”&lt;br /&gt;refere-se à igreja (“templo de Deus” – 1Co. 3:16; 6:19; 2Co. 6:16; Ef. 2:19-&lt;br /&gt;22; 1Pe. 2:5; “casa de Deus” – &amp;nbsp;1Tm. 3:15; Hb. 3:6; 1Pe. 4:17; “Sião”&lt;br /&gt;designa o governo de Cristo desde os céus – Gl. 4:25-26; Hb. 12:11; Ap.&lt;br /&gt;14:1) &amp;nbsp;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;C. AS PARÁBOLAS DO REINO (Mt. 13): Sua dispersão gradual, mas universal.&lt;br /&gt;A parábola da semente &amp;nbsp;(13:3-23) indica tremendo crescimento do reino&lt;br /&gt;(“trinta, sessenta, cem”); a parábola do trigo e joio (13:24-30, 36-43, 47-50)&lt;br /&gt;indica que o reino sempre incluirá uma mistura de justos e injustos; a&lt;br /&gt;parábola do tesouro escondido e da pérola de grande preço &amp;nbsp;(13:44-46) fala&lt;br /&gt;das bênçãos incalculáveis do reino; e as parábolas da semente de mostarda e&lt;br /&gt;do fermento &amp;nbsp;(13:31-33) descrevem o crescimento gradual e o domínio&lt;br /&gt;último do reino, a semente de mostarda indicando a extensão gradual do&lt;br /&gt;reino no mundo, e o fermento indicando sua infiltração intensiva.&lt;br /&gt;D. A GRANDE COMISSÃO: A autoridade presente de Jesus (Mt. 28:18-20).&lt;br /&gt;A Grande Comissão é uma clara referência a &amp;nbsp;Daniel 7:14, onde, após o&lt;br /&gt;Filho do Homem ascender ao Ancião de Dias, “foi-lhe dado o domínio, e a&lt;br /&gt;honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem”.&lt;br /&gt;E. O TEMPO DOS EVENTOS DELINEADOS POR PAULO EM &amp;nbsp;1Co.&lt;br /&gt;15:20:28: A ressurreição ocorrerá após o reino vitorioso de Cristo.&lt;br /&gt;A ordem dos eventos nessa passagem está de acordo com a interpretação&lt;br /&gt;pós-milenista: ressurreição de Cristo &amp;nbsp;(20, 23), seu presente reino até que&lt;br /&gt;todos os seus inimigos sejam subjugados &amp;nbsp;(25), então sua destruição da&lt;br /&gt;própria morte &amp;nbsp;(26) quando, em seu retorno, ele ressuscitará todos que&lt;br /&gt;pertencem a ele &amp;nbsp;(23). Então o fim virá, quando ele entregar o reino a Deus&lt;br /&gt;Pai, tendo destruído todo o domínio, autoridade e poder (24). Em contraste&lt;br /&gt;ao esquema pré-milenista, a ressurreição dos justos ocorrerá após Cristo ter&lt;br /&gt;subjugado todos os seus inimigos e imediatamente &amp;nbsp;antes do fim. Isso se&lt;br /&gt;harmoniza perfeitamente com as expectações pactuais e proféticas do&lt;br /&gt;Antigo Testamento – e com a esperança pós-milenista.&lt;br /&gt;V. O QUE DIZER SOBRE APOCALIPSE 20?&lt;br /&gt;Essa única passagem tem obscurecido passagens bem mais claras (tais como aquela&lt;br /&gt;que a precede, bem como 1Ts. 4:13-18), e tem sido a base para impor um esquema&lt;br /&gt;pré-milenista sobre o restante da Escritura. Todavia, esse é o &amp;nbsp;único lugar na&lt;br /&gt;Escritura que associa um período de 1000 anos com o reino de Cristo, e ocorre&lt;br /&gt;num livro altamente figurativo. Como o pós-milenista interpreta Ap. 20?&lt;br /&gt;A. 1000 É UM SIMBOLO DE PERFEIÇÃO, e o reinado de 1000 anos de&lt;br /&gt;Cristo não é mais literal do que a possessão de gado por Deus em mil&lt;br /&gt;colinas &amp;nbsp;(Sl. 50:10), a promessa que Israel um dia seria mil vezes mais&lt;br /&gt;numeroso &amp;nbsp;(Dt. 1:11), seu amor a mil gerações (7:9), o desejo do salmista de&lt;br /&gt;estar nos átrios de Deus por mil anos (Sl. 84:10), ou textos comparando mil&lt;br /&gt;anos de nosso tempo com um dia de Deus (Sl. 90:4, 2Pe. 3:8). Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;B. O APRISIONAMENTO DE SATANÁS EM 20:1-3 CORRESPONDE&lt;br /&gt;AO APRISIONAMNENTO DE SATANÁS POR CRISTO EM SEU&lt;br /&gt;PRIMEIRO ADVENTO (cf. &amp;nbsp;Mt. 12:28-29: a mesma palavra para&lt;br /&gt;“prender” &amp;nbsp;[deo] e “expulsar” &amp;nbsp;[ekballo] é usada nos dois lugares). Satanás é&lt;br /&gt;preso para que não possa mais “enganar as nações [ta ethne – i.e., gentios] até&lt;br /&gt;que os mil anos tenham terminado.” Antes da vinda de Cristo e a dispersão&lt;br /&gt;do evangelho, os gentios estavam em trevas.&lt;br /&gt;C. REINANDO COM CRISTO DESDE OS CÉUS ESTÃO &amp;nbsp;OS&lt;br /&gt;MORTOS E &amp;nbsp;OS VIVOS. &amp;nbsp; &amp;nbsp;É DITO QUE &amp;nbsp;AMBOS VIERAM À VIDA.&lt;br /&gt;ESSA É UMA RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL.&lt;br /&gt;“E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de&lt;br /&gt;Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta”. As&lt;br /&gt;passagens de 1Jo. 3:14, Rm. 6:8, &amp;nbsp;Ef. 2:4-6 &amp;nbsp;e Cl. 2:13 falam dos&lt;br /&gt;cristãos como já tendo “vindo à vida” em Cristo. E Ef. 2:6, 1Co.&lt;br /&gt;3:21-22 e Cl. 3:1-2 falam deles como já espiritualmente entronizados&lt;br /&gt;com Ele no céu.&lt;br /&gt;D. OS OUTROS MORTOS NÃO PARTICIPAM DESSA&lt;br /&gt;RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL, MAS VÊM À VIDA SOMENTE APÓS&lt;br /&gt;OS 1000 ANOS &amp;nbsp;(Ap. 20:5). Nesse tempo, eles serão ressuscitados&lt;br /&gt;fisicamente.&lt;br /&gt;E. ESSA NOÇÃO DE UMA RESSURREIÇÃO GERAL DOS JUSTOS E&lt;br /&gt;INJUSTOS OCORRE EM OUTROS LUGARES TAMBÉM: Jo. 5:24-29&lt;br /&gt;fala de uma ressurreição geral, mas de uma ressurreição espiritual paralela que&lt;br /&gt;ocorre nesta vida. Uma ressurreição geral é mencionada em Jó 19:23-27, Is.&lt;br /&gt;26:19, Atos 24:15, Rm. 8:11, 23, Fp. 3:20, 1Ts. 4:16.&lt;br /&gt;VI. CONCLUSÃO: A visão de Ezequiel de um rio da vida emanando do templo e de&lt;br /&gt;Jerusalém, e fazendo com que a vida marina e botânica abundem, inclusive adoçando a&lt;br /&gt;água do mar (Ez. 47:1-12), é uma figura do milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Kenneth L. Gentry&lt;br /&gt;Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-7541392908949471507?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/7541392908949471507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/pos-milenismo-um-resumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7541392908949471507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/7541392908949471507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/pos-milenismo-um-resumo.html' title='Pós-Milenismo: Um Resumo'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6742423866496340268</id><published>2012-01-02T10:16:00.001-08:00</published><updated>2012-01-02T10:16:31.001-08:00</updated><title type='text'>Carta ao apóstolo Paulo,</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Carta ao apóstolo Paulo,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Charles Phinney&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/strong&gt;Igreja Presbiteriana da Ásia Menor&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;Comitê de Missões&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;Paulo, o apóstolo&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;a/c de Áqüila, o fabricante de tendas&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;Corinto, Grécia&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Caro Paulo,&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Recentemente recebemos uma cópia de sua carta aos gálatas. O comitê me orientou a informá-lo de várias coisas que nos preocupam profundamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Inicialmente, consideramos sua linguagem um tanto desequilibrada. Na carta, após a breve saudação aos gálatas, você imediatamente ataca seus oponentes afirmando que eles “querem perverter o evangelho de Cristo”. Então diz que esses homens deveriam ser considerados “malditos”; e, em outro lugar, você faz referência a “falsos irmãos”. Não seria mais caridoso lhes dar o benefício da dúvida — pelo menos até a Assembléia Geral ter investigado e julgado o assunto? Para piorar a situação, você ainda diz: “Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem!” (5:12, NVI). Essa declaração é apropriada para um ministro cristão? A observação parece muito áspera e desamorosa.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Paulo, temos realmente sentido a necessidade de preveni-lo sobre o tom de suas epístolas. Você confronta as pessoas de maneira áspera. Em algumas cartas você chegou até a mencionar nomes; essa prática tem, sem dúvida, angustiado os amigos de Himeneu, Alexandre e de outros. Afinal, muitas pessoas foram apresentadas à fé cristã pelo ministério desses homens. Embora alguns dos nossos missionários tenham manifestado lamentáveis deficiências, quando você fala desses homens de forma depreciativa só pode provocar sentimentos ruins.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, Paulo, creio que você deveria se esforçar para ter uma postura mais moderada em seu ministério. Você não deveria tentar ganhar os que estão no erro demonstrando um espírito brando? Neste momento é provável que você tenha alienado os judaizantes a ponto deles não mais o ouvirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Por causa de sua sinceridade exagerada no falar, você também diminuiu suas oportunidades de influenciar futuramente a igreja como um todo. Se tivesse atuado de forma menos franca, sua presença poderia ser solicitada para integrar um comitê do presbitério para estudar a questão. Você poderia, então, ter contribuído com suas percepções, ajudando a delinear uma boa recomendação do comitê a respeito da posição teológica dos judaizantes, sem ter que resistir a personalidades em disputa .&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Além disso, Paulo, precisamos manter a união entre os que professam a fé em Cristo. Os judaizantes, pelo menos, permanecem conosco na confrontação do paganismo e do humanismo à nossa volta e prevalecente na cultura do Império Romano atual. Os judaizantes são nossos aliados na luta contra o aborto, a homossexualidade, a tirania no governo etc. Não podemos permitir que diferenças sobre minúcias doutrinárias obscureçam esse fator importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Também devo mencionar que o conteúdo de suas cartas tem sido questionado, bem como seu estilo. O comitê questiona a propriedade da estrutura doutrinária de sua carta. É sábio importunar jovens cristãos, como os gálatas, com questões teológicas tão pesadas? Por exemplo, em vários lugares, você alude à doutrina da eleição. Você também entra numa longa discussão a respeito da lei. Talvez você poderia ter provado seu caso de outra forma, sem mencionar esses pontos complexos e controversos do cristianismo. Sua carta é excessivamente doutrinária, e provavelmente servirá apenas para polarizar as diferentes facções nas igrejas. Novamente, precisamos enfatizar a unidade, em vez de assuntos controvertidos, que acentuarão as divisões entre nós .&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em outro lugar, você escreveu: “Ouçam bem o que eu , Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá” (5:2, NVI). Paulo, você tem a tendência de descrever as coisas estritamente em termos de preto-e-branco, como se não houvesse áreas acinzentadas. Você precisa usar expressões mais equilibradas, para não se tornar exclusivista. De outra forma, seu ponto de vista afastará muitas pessoas, e fará com que os visitantes não se sintam bem-vindos. O crescimento da igreja não é promovido tomando-se essa linha dura e permanecendo inflexível.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Lembre-se, Paulo, não existe uma igreja perfeita. Precisamos tolerar muitas imperfeições na igreja, porque não podemos esperar ter todas as coisas ao mesmo tempo. Se você simplesmente pensar sobre sua experiência, você se lembrará de quanto fez mal à igreja no tempo da ignorância. Ao refletir sobre seu passado, você pode tomar uma atitude mais simpática para com os judaizantes. Seja paciente, e lhes dê algum tempo para chegar a um entendimento melhor. Enquanto isso, regozije-se pelo fato de todos compartilharmos a profissão de fé em Cristo, pois todos fomos batizados no nome dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Sinceramente,&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Charles Phinney&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Coordenador do Comitê de Missões&lt;/div&gt;&lt;div class="divider" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; height: 1px; line-height: 19px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Traduzido por&lt;/strong&gt;: Felipe Sabino de Araújo Neto&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 15px; margin-top: 15px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Revisado por&lt;/strong&gt;: Rogério Portella&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6742423866496340268?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6742423866496340268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/carta-ao-apostolo-paulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6742423866496340268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6742423866496340268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2012/01/carta-ao-apostolo-paulo.html' title='Carta ao apóstolo Paulo,'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6199733239089486471</id><published>2011-12-31T07:04:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T07:05:49.581-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OUTROS'/><title type='text'>Três lembretes para o Ano Novo</title><content type='html'>&lt;table class="contentpaneopen" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; background-color: white; border-bottom-style: none; border-collapse: collapse; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; color: #666666; font-family: Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; width: 490px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; background-color: white; border-bottom-style: none; border-collapse: collapse; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; color: #666666; font-family: Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; width: 490px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;div class="sharemecompactbutton" style="float: none; height: 35px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 300px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; margin-top: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="color: #333233; letter-spacing: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;“Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.” / “Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nesses novos dias as alegrias serão de todos, é só querer. Todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Começaremos no domingo a contagem de mais 365 dias de um novo ano e os trechos das músicas acima revelam o que muitas pessoas em nossa pátria desejam para 2012, mas, infelizmente, sem uma consciência correta sobre Deus, a maioria dessas pessoas coloca nesses desejos a perspectiva de um ano bom.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Como cristãos, também fazemos planos, temos desejos e esperamos várias coisas boas neste ano que se inicia, contudo, não podemos deixar de observar o que ensina a Palavra de Deus. Tenha, então, em mente esses três “lembretes” contidos nos primeiros versículos de Provérbios 16:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;1. Planeje, mas sem esquecer que o Senhor é quem dirige sua vida:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (16.1).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Temos aqui uma grande verdade: Deus é quem de fato dirige o nosso viver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Perceba que o texto fala sobre o coração do homem. A Bíblia ensina que somos controlados pelo nosso coração (Mt 6.21). É dele que procedem as fontes da vida (Pv 4.23). Todos os nossos planos e projetos, conforme o texto, partem, então, dos desejos do nosso coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O texto não desestimula o planejamento e ele deve mesmo acontecer. A grande questão aqui é que planejamos sabendo que do Senhor é a resposta certa dos lábios. Geralmente, quando a segunda parte desse texto é citada, é da seguinte forma: “a resposta certa vem dos lábios do Senhor”, mas o sentido do texto é outro. Com “a resposta certa dos lábios vem do Senhor” o escritor quer afirmar que é o Senhor é quem capacita o homem para realizar alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Isso quer dizer que só conseguiremos cumprir aquilo que está de acordo com os propósitos do Senhor em nossa vida. Alguns poderiam questionar esta afirmação e dizer: “Mas, se fosse assim, só nos ocorreriam coisas boas. O Senhor não nos capacitaria para fazer o que é errado.” Engana-se quem pensa desta maneira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Deus nos capacita a realizar até aquilo que é contrário à sua vontade revelada a fim de que, com o coração exposto pelas circunstâncias, sejamos tratados por ele e nos tornemos semelhantes a seu Filho. O Senhor é Soberano e dirige nossa vida a cada momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;É por isso mesmo que devemos estar atentos ao segundo lembrete:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;2. Esteja atento às suas motivações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;“Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (16.2).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Nesse versículo somos advertidos de que, para o Senhor, a “motivação” é importante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O texto é claro: para o homem, tudo o que ele planeja está correto. Todos os caminhos a que ele se propõe a seguir são puros. Porém, a segunda parte do verso começa com um eloquente “mas...”. É como se o escritor estivesse dizendo: “a despeito do que pense o homem acerca daquilo que ele propõe”, o Senhor pesa o espírito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Temos aqui duas palavras importantes: “Pesar”, que significa considerar ou examinar, e “espírito”, que diz respeito à disposição do coração (motivação).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Isso quer dizer que o Senhor sempre considerará o que nos leva a agir de determinada forma, ou planejar qualquer coisa que seja e não simplesmente” o planejamento em si. Sabendo que o Senhor examina as intenções daquilo que fazemos, devemos estar também atentos ao que nos leva a planejar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Já vimos que os desejos procedem do nosso coração e sabemos pela Bíblia que o nosso coração, muitas vezes, nos engana, mas por meio da Palavra de Deus temos condições de avaliar aquilo que intentamos fazer no ano que se inicia (Hb 4.12).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Pelo menos duas perguntas são importantes aqui e devemos considerá-las: 1) Por que quero fazer (motivo)? 2) Qual o meu alvo com isso (resultado)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Se respondermos a essas perguntas tendo em mente o que Paulo ensinou aos Coríntios: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31), podemos aferir as nossas motivações e, a partir daí, nos esforçar para realizar tudo aquilo a que estamos nos propondo ou abandonar o plano caso isso não glorifique ao Senhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;3. Confie no cuidado do Senhor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos” (16.3).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O verso 3 nos traz o último lembrete. Ao iniciar um novo ano, devemos reafirmar nossa convicção de que confiamos no cuidado do Senhor. Creio firmemente que a ideia de confiar ao Senhor as obras para ter os desígnios estabelecidos, ensinada aqui por Salomão, é a mesma ensinada por Jesus: “Vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15.16), e que é repetida por João: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Aqueles que conhecem o Senhor e procuram viver de acordo com a sua Palavra são moldados pelo próprio Senhor e aprendem a pedir em conformidade com sua vontade. Sendo assim, quando confiamos ao Senhor nossas obras e estas estão em conformidade com as Escrituras, ele as estabelece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Ao planejar o ano de 2012, lembre-se de confiar no cuidado daquele que tem dirigido nossas vidas. A nossa confiança deve ser a tal ponto que, mesmo que as coisas pareçam ir mal, consigamos descansar no Senhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Que o Senhor abençoe sua vida neste novo ano e que ele mesmo estabeleça aquilo que você tem planejado, caso sua motivação seja a correta: a glória e a honra daquele que nos salvou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 18px; text-align: left;"&gt;Por rev. Milton Jr.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333233; font: normal normal normal 12px/normal Arial; margin-bottom: 14px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;*Texto extraído do blog "E a Bíblia com isso?" - www.bibliacomisso.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6199733239089486471?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6199733239089486471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tres-lembretes-para-o-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6199733239089486471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6199733239089486471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tres-lembretes-para-o-ano-novo.html' title='Três lembretes para o Ano Novo'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-3859326762997792410</id><published>2011-12-31T06:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T06:50:34.415-08:00</updated><title type='text'>As 5 expressões evangélicas mais sem sentido usadas nas Igrejas</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 19.2pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s1600/reshgate.jpg"&gt;&lt;span style="color: #1e1a8f; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;v:shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;  &lt;o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt; &lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape alt="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s200/reshgate.jpg" href="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s1600/reshgate.jpg" id="Imagem_x0020_1" o:button="t" o:spid="_x0000_i1028" style="height: 112.5pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 150pt;" type="#_x0000_t75"&gt;  &lt;v:fill o:detectmouseclick="t"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="reshgate" src="file:///C:\Users\Susete\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt; &lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:fill&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 19.2pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;1 – ATO PROFÉTICO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4jkFYmeaT4E/TizGgpB7sYI/AAAAAAAACXA/8FYkvZ3G1No/s1600/galinha.jpg"&gt;&lt;span style="color: #1e1a8f; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;v:shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;  &lt;o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt; &lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape alt="http://3.bp.blogspot.com/-4jkFYmeaT4E/TizGgpB7sYI/AAAAAAAACXA/8FYkvZ3G1No/s320/galinha.jpg" href="http://3.bp.blogspot.com/-4jkFYmeaT4E/TizGgpB7sYI/AAAAAAAACXA/8FYkvZ3G1No/s1600/galinha.jpg" id="Imagem_x0020_4" o:button="t" o:spid="_x0000_i1025" style="height: 192pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 240pt;" type="#_x0000_t75"&gt;  &lt;v:fill o:detectmouseclick="t"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="galinha" src="file:///C:\Users\Susete\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt; &lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:fill&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&amp;nbsp;Essa é a campeã da lista de heresias. Se sua igreja usa essa expressão, então a teologia por aí tem sido profundamente contaminada com valores neopentecostais. Pra começar não existe a expressão “ato profético” na Bíblia. Essa expressão surgiu na verdade como uma tentativa de disfarçar o conceito de podemos fazer coisas que “movem a mão de Deus” na direção de nossos desejos. Ou seja, heresia pura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;Meu conselho é… cuidado com as expressões.&lt;br /&gt;Por que as mínimas coisas podem revelar grandes besteiras.&lt;br /&gt;Vão com Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops! Como alguém poderia ir “sem Deus”, se Deus é onipresente e está em todos lugares mesmo antes de eu pensar em me mover?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;2 – UNÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;Como dizem por aí, UNS SÃO, outros NÃO SÃO. Agora falando sério… a&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt; expressão unção virou clichê na boca de crente. É unção disso, unção daquilo… tudo sempre buscando atender ao interesse economico; ou garantindo o controle das massas sob o pretexto de que UNÇÃO É PODER. Pra começar no Novo Testamento a palavra unção só é usada no sentido de afirmar que Cristo está em nós. Logo, ter unção é ter Cristo. Em todos os outros contextos, há ensinos explícitos sobre o ato de “ungir” pessoas, que seria orar com óleo, pedindo a Deus por curas específicas. Há algum poder neste óleo? Não mesmo. Mas é bom lembrar que no contexto bíblico, óleo também era considerado remédio para muitas doenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;3 – PROFETA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-77KT_qcoYiA/TizGUzPqj3I/AAAAAAAACW8/SHILEgwoUaI/s1600/Profeta+de+Araque.jpg"&gt;&lt;span style="color: #1e1a8f; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;v:shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;  &lt;o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt; &lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape alt="http://4.bp.blogspot.com/-77KT_qcoYiA/TizGUzPqj3I/AAAAAAAACW8/SHILEgwoUaI/s1600/Profeta+de+Araque.jpg" href="http://4.bp.blogspot.com/-77KT_qcoYiA/TizGUzPqj3I/AAAAAAAACW8/SHILEgwoUaI/s1600/Profeta+de+Araque.jpg" id="Imagem_x0020_3" o:button="t" o:spid="_x0000_i1025" style="height: 180pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 240.75pt;" type="#_x0000_t75"&gt;  &lt;v:fill o:detectmouseclick="t"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="Profeta+de+Araque" src="file:///C:\Users\Susete\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt; &lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:fill&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;Segundo a bíblia, profeta é aquele que revela a vontade de Deus ao povo. Simples assim. Porém tornou-se comum considerar que profeta é uma espécie de adivinho. Heresia pura! Considerando que TODA A REVELAÇÃO está em Cristo Jesus e que o conhecimento acerca desta revelação está contida nas escrituras, um profeta legítimo não deve adivinhar nada, mas proclamar de maneira compreensível as coisas que estão contidas na palavra de Deus. Por isso Paulo afirma que o dom de profetizar é o dom mais excelente. E se você ainda paga pau pra adivinhos, lembre-se que ADIVINHAÇÃO é pecado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 19.2pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wL-F5Krb_l0/TizGKScOBcI/AAAAAAAACW4/4dDgeaXl4xY/s1600/levita.jpg"&gt;&lt;span style="color: #1e1a8f; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;v:shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;  &lt;o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt; &lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape alt="http://2.bp.blogspot.com/-wL-F5Krb_l0/TizGKScOBcI/AAAAAAAACW4/4dDgeaXl4xY/s200/levita.jpg" href="http://2.bp.blogspot.com/-wL-F5Krb_l0/TizGKScOBcI/AAAAAAAACW4/4dDgeaXl4xY/s1600/levita.jpg" id="Imagem_x0020_2" o:button="t" o:spid="_x0000_i1025" style="height: 150pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 99.75pt;" type="#_x0000_t75"&gt;  &lt;v:fill o:detectmouseclick="t"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="levita" src="file:///C:\Users\Susete\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt; &lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:fill&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;4 – LEVITA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;Essa morreu no Antigo Testamento. Os Levitas eram descendentes da Tribo de Levi, e eram encarregados de TODO O SERVIÇO no Templo. Mas Levita tem sido usado como sinônimo de músico. Besteira pura! Pra começar a música no serviço levítico era a menor das tarefas. A faxina, organização e carregar peso nas costas, isso sim era a parte mais importante do trabalho. Levando em conta que não somos judeus, não somos descendentes daquela tribo e também lembrando que o Templo não existe mais, então estamos dispensados do serviço levítico. Músico é músico. Ponto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 19.2pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s1600/reshgate.jpg"&gt;&lt;span style="color: #1e1a8f; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;v:shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;  &lt;o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt; &lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape alt="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s200/reshgate.jpg" href="http://3.bp.blogspot.com/-buL4BQw5xFA/TizGBfI2p-I/AAAAAAAACW0/q1lfTFA9EDg/s1600/reshgate.jpg" id="Imagem_x0020_1" o:button="t" o:spid="_x0000_i1025" style="height: 112.5pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 150pt;" type="#_x0000_t75"&gt;  &lt;v:fill o:detectmouseclick="t"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="reshgate" src="file:///C:\Users\Susete\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt; &lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:fill&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;5 – EXORTAR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; line-height: 19.2pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-3859326762997792410?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/3859326762997792410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/as-5-expressoes-evangelicas-mais-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/3859326762997792410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/3859326762997792410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/as-5-expressoes-evangelicas-mais-sem.html' title='As 5 expressões evangélicas mais sem sentido usadas nas Igrejas'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-621878849085486836</id><published>2011-12-30T13:04:00.001-08:00</published><updated>2011-12-30T13:07:01.552-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OUTROS'/><title type='text'>O Dízimo ainda é Lei?</title><content type='html'>&lt;h2 style="background-color: white; color: #48528d; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 20px; font-variant: small-caps; font-weight: normal; line-height: 19px; margin-bottom: 7px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 7px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="authordate" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/authordate.png); background-origin: initial; background-position: 0% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat; color: #954634; font-family: Arial, Helvetica, sans, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 19px; padding-bottom: 0px; padding-left: 20px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: middle;"&gt;&lt;em style="color: #4e4f51; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;por Rousas John Rushdoony&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry" style="background-color: white; color: #4e4f51; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Antes de prosseguir em nosso estudo do dízimo, é necessário discutir brevemente as objeções ao dízimo. Há muitos que sustentam que o dízimo não é mais obrigatório, mas foi abolido, juntamente com o restante da lei, pelo grande fato “divisório” na história, a cruz. Essa posição, sempre que defendida, reside em uma forma de dispensacionalismo. Ela divide as Escrituras em duas ou mais eras que são totalmente diferentes, até mesmo quanto à maneira de salvação em alguns casos, e sustenta que a lei é agora inválida, pois estamos debaixo da graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A salvação, contudo, em toda a Escritura é pela graça soberana de Deus somente. O homem nunca foi salvo pelas obras da lei em nenhum momento da história. A Escritura não nos dá dois planos de salvação, mas somente um. Antes da vinda de Cristo, a salvação pelo seu sacrifício vicário foi anunciada no sistema sacrificial. O homem era salvo, não pelas obras, mas pelo sangue expiatório do Cordeiro, anunciado antes de sua vinda através do sacrifício de animais sem defeito. O crente colocava suas mãos no animal a ser sacrificado, confessava os seus pecados, e agradecia a Deus por prover o sacrifício vicário do inocente para a sua salvação. A lei não salvou nenhum homem, seja no Éden, em Israel ou na igreja. A lei anuncia a justiça de Deus. Ela é o Código Santo, o caminho da santidade ou santificação. Ela declara que essa é a vida da fé, a vida de obediência: essa é a forma de servir a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O caminho da salvação não varia na Bíblia: é sempre pela graça soberana. O caminho da santificação não muda na Bíblia: é pela obediência à lei de Deus. O dispensacionalismo, quer em suas formas moderadas ou extremas, faz violência ao significado e unidade da Escritura.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Aqueles que negam a lei o fazem supostamente em nome de um caminho “mais sublime” agora aberto aos cristãos. Dessa forma, certo dispensacionalista, Pieter A. Verhoef, escreve:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e7f7f6; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/quote.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 45px; padding-right: 18px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A lei declara um dia dentre sete para ser santo ao Senhor – o Espírito santifica todos os sete. A lei separa uma tribo das doze para servir como sacerdotes – o Espírito declara toda a congregação como sendo sacerdotes (1 Pedro 2.9). A lei exige a décima parte das possessões – o Espírito nos translada para nos tornarmos possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Dessa forma, para Verhoef, o dízimo não é lei para nós! Mas essa é uma declaração chocante da parte de um professor de Antigo Testamento! Examinemos seus comentários.&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Primeiro&lt;/em&gt;, há uma suposta diferença entre a era da lei e a era do evangelho, para usar esses termos comuns mas ilegítimos, no fato que “a lei declara um dia dentre sete para ser santo ao Senhor – o Espírito santifica todos os sete”. Como assim? A lei é enfática, repetidamente: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). S. Pedro simplesmente repete a lei, declarando:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. (1 Pedro 1.15-16)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Em&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;toda&amp;nbsp;&lt;/em&gt;a Escritura, requer-se que&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;toda&amp;nbsp;&lt;/em&gt;a nossa vida, dias e atividades sejam santos: não há diferença aqui entre o Antigo e Novo Testamento. Um dia dentre sete deve ser separado para&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;descanso&lt;/em&gt;, mas todos os sete devem ser devotados à santidade, todos devem ser santificados ao Senhor e pelo seu Espírito. Verhoef confunde as ideias de&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;descanso&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;santidade&lt;/em&gt;; elas são ideias relacionadas, mas claramente separadas. Não somente o descanso, mas o trabalho também deve ser santo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Segundo&lt;/em&gt;, Verhoef diz: “A lei separa uma tribo das doze para servir como sacerdotes – o Espírito declara toda a congregação como sendo sacerdotes (1 Pedro 2.9)”. Essa é uma declaração impressionante; impressionante em sua desonestidade e falsidade. Certamente Verhoef sabe que aqui Pedro também está citando a lei! Observe o que o Antigo Testamento declara, e como Pedro resume isso:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e7f7f6; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/quote.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 45px; padding-right: 18px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Ex 19.5-6)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas o SENHOR vos tomou e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais povo de herança, como hoje se vê. (Dt 4.20)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. (Dt 7.6)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio. (Dt 14.2)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E o SENHOR, hoje, te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te disse, e que guardarás todos os seus mandamentos. Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez e para que sejas povo santo ao SENHOR, teu Deus, como tem dito. (Dt 26.18-19)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1 Pedro 2.9)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ser um&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;povo santo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;significa ser um povo separado, um povo dedicado ou sacerdotal. Isso o Antigo Israel era e isso o Novo Israel de Deus é. Então um clero profissional existia e hoje existe um também. O que Ex 19.6 diz, 1 Pedro 2.9 repete. Nosso futuro é de fato cruel, e o julgamento de Deus certo, quando a igreja tem como seus eruditos “fieis” e “reformados” homens como Verhoef.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Terceiro&lt;/em&gt;, Verhoef diz:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e7f7f6; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/quote.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 45px; padding-right: 18px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A lei exige a décima parte das possessões – o Espírito nos translada para nos tornarmos possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Essa é uma obra-prima, mas não da graça! A recusa em dizimar é transformada numa virtude, como um sinal que de alguma forma, sonegando o nosso dízimo, estamos dando ao Senhor tudo! Já vimos que Dt 4.20 fala de Israel como a herança ou possessão de Deus; Dt 14.2 como um povo único ou peculiar ao Senhor, isto é, como sua propriedade, e assim por diante. Em&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;toda&lt;/em&gt;&amp;nbsp;era, os eleitos de Deus são sua possessão no sentido mais pleno da palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas isso não é tudo. Certamente um professor de Antigo Testamento deveria saber que os primeiros frutos e o dízimo representam a dedicação de&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;toda&amp;nbsp;&lt;/em&gt;a colheita e de&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;toda&amp;nbsp;&lt;/em&gt;a nossa renda, pessoa e vida ao Senhor. O fato de dar os primeiros frutos, as primícias do rebanho e o&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;dízimo&lt;/em&gt;, não o resto mas a primeira porção ao Senhor, significa a dedicação de tudo ao Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Em um ponto Verhoef está correto: somos “possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos”. Precisamente, e esse é o motivo de Deus requerer de nós o dízimo, nossos primeiros frutos. Sua reivindicação sobre nós é primeira e total. Reconhecemos essa reivindicação ao dar a Deus o dízimo que ele requer de nós pela lei. Se damos a ele a prioridade em nossas vidas, tempo, trabalho e renda, então temos de fato manifestado por meio disso que somos verdadeiramente sua possessão. Se negamos a ele o seu dízimo, então nossa profissão de fé é vazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sou normalmente um homem dado à hospitalidade nos termos bíblicos. Fundamento na Escritura, ordenei que um homem deixasse a minha casa ano passado. Ele chegou ao clímax de suas exposições de farisaísmo ao declarar que acreditar em ser totalmente do Senhor, e que acreditava no princípio do dízimo, mas não na “prática legalista” dele. Perguntei quando ele dava, e ele recusou responder, mas tornou-se aparente pelas respostas de sua esposa que ele não dava quase nada!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Podemos crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador em princípio, mas não na prática? Podemos crer em sermos fieis às nossas esposas em princípio, mas não na prática, sem sermos mentirosos ou hipócritas? Podemos declarar que somos do Senhor em princípio, sem a prática do dízimo, e ainda estarmos em seu favor? Não posso crer nisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e7f7f6; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/quote.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 45px; padding-right: 18px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Capítulo 3 do excelente livro “Tithing and Dominion”, futuro lançamento da Editora Monergismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Tradução:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Felipe Sabino de Araújo Neto. Outubro/2010.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-621878849085486836?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/621878849085486836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/o-dizimo-ainda-e-lei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/621878849085486836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/621878849085486836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/o-dizimo-ainda-e-lei.html' title='O Dízimo ainda é Lei?'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-8893645913530953190</id><published>2011-12-29T05:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T05:48:03.462-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HISTORIA DA IGREJA'/><title type='text'>As três petições por avivamento: Moisés diante da glória de Deus</title><content type='html'>&lt;h2 style="background-color: white; color: #48528d; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 20px; font-variant: small-caps; font-weight: normal; line-height: 19px; margin-bottom: 7px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 7px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry" style="background-color: white; color: #4e4f51; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Êxodo 33: 12-23&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sermão ministrado na Igreja Batista Central de Japuíba, Angra dos Reis-RJ&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Terça-feira, dia 24 de fevereiro de 2009. Feriado de Carnaval&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Introdução:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;* Domingo pela manhã foi exposta a introdução do capítulo: A violação e quebra do pacto de Deus adorando o bezerro de ouro (Ex 32) praticando idolatria.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;* No início do capítulo há um sentimento de tristeza da parte do povo devido à teimosia e obstinação. Deus não era com eles, pois falava com Moisés na tenda do encontro fora do acampamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;* Aprendemos que um sentimento de tristeza, uma apatia espiritual e um afastamento de Deus são situações que precedem um avivamento espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Doutrina:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Um avivamento é marcado pela revelação da presença de Deus e a manifestação da Sua glória e majestade. Aprenderemos três petições com Moisés para um avivamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;1 – Moisés roga a presença de Deus pedindo a condução para a terra prometida e a aceitação da parte de Deus pelo povo (12-14):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Um avivamento é marcado pela presença de Deus, é uma visitação Dele. Moisés sabe de sua missão mas confessa a sua incapacidade de executa-la sozinho. Ele “apela” a promessa do Deus da aliança.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1. – Móisés pede a revelação dos propósitos de Deus (13).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2. – A motivação para a petição de Moisés é o conhecimento de Deus (Heb. Relacionamento) e a continuidade da aceitação da parte de Deus (renovação da aliança consumada no capítulo 34).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;No verso 14, o Senhor responde em fidelidade o cumprimento da promessa de acompanha-lo e lhe dar descanso.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ilustração: John Knox, reformador Escocês e pai do presbiterianismo, fez a seguinte oração: “Deus , ou da-me a Escócia, ou tira-me a vida” e foi usando tremendamente pelo Senhor em Sua obra na Escócia.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Aplicação:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1 – Cristãos devem pedir ao Espírito Santo que iluminem mentes e corações para maior entendimento dos propósitos de Deus revelados nas Sagradas Escrituras para….&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2. – Terem maior conhecimento e intimidade com Ele. Para deleitar a alma Nele que é a fonte de toda a nossa satisfação. A glória de Deus e o deleite da alma humana não se contradizem e se relacionam mutuamente. Jonathan Edwards diz “Deus, ao buscar a Sua glória, busca também o bem das suas criaturas porque a emanação da Sua glória….pressupõe a felicidade de Suas criaturas.” John Piper complementa dizendo que a glória de Deus e a felicidade humana são em si as mesmas coisas. A glória de Deus é a fonte de nossa satisfação e de nosso deleite.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;3. – A manifestação da presença de Deus renova a nossa relação com Ele pois fomos aceitos por Ele na justificação mediante a fé em Cristo Jesus. Pecadores são aceitos por um Deus Santo através da obra de Cristo na cruz. A justiça de Cristo foi imputada a nós pois Cristo obedeceu a lei de forma perfeita por nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;4. – Devemos descansar nas promessas do Senhor, pois em Cristo, Ele nunca nos abandorará (Jo 10:18). Ele nos guiará para a terra prometida e nos dará descanso eterno, pois na nova criação não haverá mais dor, não haverá mais choro. “Uma das marcas do crente é meditar na vida futura” João Calvino.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;2 – Moisés roga a presença de Deus pedindo que Deus não os abandone (15-17):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Moisés pede ao Senhor que não os envie se o Senhor não for com eles. Moisés reconhece e confessa que não valerá a pena ir com eles se o Senhor não for com eles. “Você seria feliz no céu, se Cristo não estivesse lá?” John Piper (Deus é o Evangelho, p.14).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2.1 – Moisés roga que Deus os acompanhe para saberem que Ele é Deus. (16)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2.2 – Moisés roga para Deus que confirme o Seu amor na eleição e separação do povo de Israel. (16)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Deus responde positivamente pois se agrada de Moisés. (17).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Aplicação:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1 – Podemos pedir ao Senhor que nos visite para nós e todos ao redor (indivíduos, famílias, igrejas e sociedades) saibam que Ele é Deus e nós, o Seu povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2 – Oremos por avivamento no Brasil, pelas nossas igrejas, para que Deus manifeste a sua presença entre nós porque a igreja é composta pelos eleitos de Deus, amados por Ele. Deus não abandona os seus.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;3 – A obediência a Deus é fruto de sua graça em nós, seus escolhidos. Ele opera em nós a salvação e coopera com o nosso esforço, de forma graciosa, para a santificação. O crente tem prazer na lei do Senhor (Sl 1:2).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;3 – Móisés roga a Deus que mostre a Sua Glória (18-24):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Moisés revela o seu anseio, assim como todo ser humano: Ser satisfeito em Deus, pois fomos criados para isso como está na primeira pergunta do breve catecismo puritano:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1. Pergunta.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Qual é o objetivo principal do homem?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Resposta. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus (I Coríntios 10:31), e ter comunhão com Ele para sempre (Salmo 73:25-26).”&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;John Piper esclarece que o homem glorifica a Deus&amp;nbsp;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ao&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;se satisfazer Nele para sempre (Teologia da Alegria ou Em busca de Deus).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;3.1 – Deus responde a Moisés afirmando a sua misericórdia e soberania na redenção (19 cf. Rm 9:15).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;3.2 – Deus diz que ninguém pode ver a sua face e continuar vivo (20). Mas pelo seu amor para com o seu servo, Deus da um vislumbre de sua glória a Moisés tomando forma (antropomorfia) e se revelando a Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Jonathan Edwards conta que estava andando a cavalo para meditar e teve uma percepção da glória de Deus inimaginável e indescritível. (Citado por D.M Lloyd-Jones no livro “Avivamento”)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Aplicação:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;1 – Deus é misericordioso e gracioso na redenção de pecadores. Ele tem bondade de quem quer e rejeita quem quer. Essa doutrina nos humilha mas precisamos aceita-la pois é bíblica e glorifica o Senhor, pois a salvação é para glória Dele. Conforme diz um amigo: “quando descobri essa doutrina o evangelho ficou mais saboroso”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;2 – Devemos orar a Deus pedindo mais Dele. Pedindo a Sua glória sobre nós. Devemos orar para Deus revelar a Sua glória para nos deleitarmos nela. Devemos nos apaixonar pela glória do Senhor e sermos satisfeitos nela mais do que tudo e do que todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Conclusão:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A sede por Deus e a paixão pela Sua glória marcam um verdadeiro avivamento bíblico. Deus nos visita para que sejamos satisfeitos Nele. Assim como Moisés, nós devemos pedir que a boa mão do Senhor visite a igreja no Brasil para que os eleitos conheçam o Senhor e nós nos deleitemos Nele mais e mais com profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A Ele seja toda honra, toda glória, todo louvor e toda adoração. Deus vos abençoe.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;por Juan de Paula&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://monergismo.com/v1/?p=852"&gt;http://monergismo.com/v1/?p=852&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-8893645913530953190?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/8893645913530953190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/as-tres-peticoes-por-avivamento-moises.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/8893645913530953190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/8893645913530953190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/as-tres-peticoes-por-avivamento-moises.html' title='As três petições por avivamento: Moisés diante da glória de Deus'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-2332717761444505234</id><published>2011-12-28T05:18:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T05:18:06.997-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='APOLOGETICA'/><title type='text'>Tabernáculo da Fé</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;-Breve estudo&amp;nbsp;introdutório&amp;nbsp;em &amp;nbsp; breve um estudo mais complexo sobre essa seita será divulgado.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;Fundador: William Marrion Branham. Data de Fundação: 1946&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Publicações Oficiais: Gravações “A Voz de Deus”, A Palavra Original., que produz vários livros, fitas e panfletos, quase todos sendo mensagens de Branham.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Organização Estrutural: Associação Evangelística William Branham; Tabernáculo Branham; Tabernáculo da Fé, Gravações “A Voz de Deus”. Por volta de 100 grupos congregam por todo o mundo, mas não há uma associação oficial de igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Termos Característicos: A Era da Igreja de Laodicéia, A Mensagem do Sétimo Anjo, A Marca da Besta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;História&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; William Marrion Branham nasceu em 6 de abril de 1909, no estado americano de Kentucky. Ele foi o primeiro de nove irmãos. Sua mãe lhe disse que seu nascimento durante a madrugada foi marcado por um sinal sobrenatural, quando uma luz apareceu na janela e pairou sobre a cama.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A vida de Branham foi supostamente influenciada por inúmeras visões e visitações angélicas. Ele contou que quando tinha 7 anos, escutou uma voz lhe dizendo “Nunca beba, nem fume, nem corrompa seu corpo de maneira alguma. Haverá uma obra para você fazer quando você ficar mais velho”. Branham também contou sobre outras visões e comunicações audíveis que recebeu durante sua vida.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham se converteu aos 20 anos e se casou com Hope Brumbach, Sua conversão foi o resultado de uma série de visões ocorridas durante e após uma doença que poderia ter lhe causado a morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No começo de seu ministério, ele se envolveu com os Pentecostais Unicistas, os quais aderem à antiga heresia do modalismo e negam a Trindade. Ele compareceu a uma de suas convenções nacionais e foi convidado a pregar, e, mais tarde, a conduzir cultos de avivamento em varias igrejas de pastores unicistas. Ainda que Branham tenha sido desencorajado por amigos e parentes a não se envolver com os unicistas, ele foi profundamente influenciado por sua teologia herética, e adotou vários de seus fundamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A esposa de Branham e sua filha recém nascida morreram em 1937 de Meningite Tuberculosa. Branham concluiu que isso tinha sido um julgamento de Deus por ele não ter continuado sua associação com os unicistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 1933 Branham supostamente recebeu uma mensagem da voz audível. Ele conta que enquanto batizava convertidos, veio um remoinho dos céus acima, e aqui veio aquela Luz, brilhando para baixo, pairando sobre ele, e uma voz dizendo que, como João Batista foi enviado como o precursor da primeira vinda de Cristo, ele também tinha uma mensagem, sendo o precursor da segunda vinda de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 1946, 13 anos depois de supostamente ter recebido seu comissionamento como sendo o precursor da segunda vinda de Cristo, Branham diz que foi visitado por um anjo. Ele o teria dito que lhe estava dando dois dons “para vindicar seu ministério” , o dom de cura e o dom da “palavra da ciência” “ Então acontecerá que você saberá o próprio segredo do coração deles” Disse: “ Isto eles ouvirão”. O anjo ainda lhe dissera que, assim como os líderes religiosos da época de Jesus O tinham chamado de diabo, da mesma forma Branham não deveria se preocupar com a oposição da família e de outros ministros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No domingo seguinte, veio o primeiro teste: um ministro Pentecostal Unicista enviou-lhe um telegrama pedindo que ele viesse e orasse por sua filha que estava morrendo de câncer. Branham atendeu o pedido, e ela foi supostamente curada. A fama de Branham se espalhou, e ele afirmou que dali em diante o anjo estava com ele dia e noite, e que ele não podia ministrar se o anjo não estivesse com ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No livro Um Homem Enviado De Deus no parágrafo “Jesus Em Um Homem Chamado W. Branham por T. L. Osborn temos as declarações mais absurdas acerca do profeta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Muitos vão me considerar como profano ou alguém que está se desviando doutrinariamente pelo que vou dizer (porém isso não importa): Deus desceu novamente à terra em carne humana; Deus neste tempo tem querido mostrar-se novamente a nós. Querendo Ele trazer a memória como foi quando esteve aqui na terra, enviou um homem pequeno de estatura, do campo, e sem educação, nos enviou um Profeta, em todo o sentido da expressão um homem Jesus. Elias não foi isso...Isto é mais do que estamos acostumados a ver. Moisés tão pouco o foi. Devido à diferença quanto à dispensação, ele não pode ser o que nós temos visto. O irmão Branham foi muito mais que isso. Ele foi um homem enviado como sinal especial a esta geração, como sinal sobrenatural em uma medida extraordinária. (...) Deus tem enviado ao irmão Branham no século XX e tem feito da mesma forma. Deus em carne, novamente cruazando nossos caminhos e muitos não lhe conheceram (...) Esta geração nos tem sido encomendada, uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana, na forma de um profeta. Deus tem visitado s seu povo, por que um grande Profeta se tem levantado entre nós” (Um Homem Enviado De Deus pp. 36-40&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham era um homem de pouca instrução, e nenhum treinamento bíblico formal. Ele alegava que seu ministério tinha sido instituído por manifestações sobrenaturais e era movido por um anjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Doutrinas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Trindade&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim como os Pentecostais Unicistas, Branham também negou a doutrina da Trindade, e pregou uma forma de Modalismo. Ao invés de três Pessoas na Trindade, Branham ensinou que há somente uma Pessoa (Jesus) que se manifesta sob diferentes títulos e aspectos em épocas históricas diferentes. Tal ensinamento é uma variação de uma heresia do segundo século chamada Sabelianismo (tendo sido propagada por Sabélio, no terceiro século), ou Monarquianismo (uma das variações do Modalismo), ou ainda Patripassianismo (a doutrina de que foi o Deus Pai que sofreu e morreu na cruz, já que Pai, Filho e Espírito Santo são somente manifestações ou máscaras usadas pela mesma Pessoa). Branham afirmou que “em nenhum lugar da Bíblia é mencionada a Trindade (...) isso é um erro da igreja Católica, e vocês protestantes se curvam a isso”. “(...) Onde a Bíblia cita o nome “Trindade” ? Onde? Se isto fosse de Deus estaria em Sua palavra. “ , (...) “Não pense em três pessoas, mas em três ofícios. Se você crê que Deus é Onipotente, então crerá também que Ele pode se manifestar em vários modos, várias formas ao mesmo tempo” . “A doutrina da “Trindade”, inteiramente inescriturística, não é encontrada na era apostólica.” (De Volta a Palavra Original pp 8, 11) “Pai, Filho e Espírito Santo são ofícios de um Deus. Ele foi o Pai; Ele foi o Filho; Ele é o Espírito Santo. São três ofícios, ou três dispensações. O Modalismo foi condenado como heresia já no terceiro século, e é explicitamente refutado pelo credos Niceno e Atanasiano, do quinto século.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Batismo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham ensinou que o batismo correto é necessário para que não se tenha a “Marca da Besta”, ou seja, associação com qualquer denominação, e também para que um crente não seja, supostamente, deixado na terra após o arrebatamento, tendo que atravessar a Grande Tribulação. O batismo correto, segundo ele e os Pentecostais Unicistas, é somente no nome de Jesus. O batismo que inclui a formula Trinitária (conforme Mateus 28:18, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo) é, segundo Branham, inaceitável a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham disse que “Nunca houve uma pessoa batizada no nome ‘do Pai, do Filho e do Espírito Santo’ antes da antiga igreja Católica”. “Leia sua bíblia e vê se ela diz ‘nos nomes de ...’ Diz? Não senhor... ela diz ‘no Nome... (...) você vê, então que está enganado. É um só Deus em três dispensações”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se a formula “incorreta” fosse usada durante o batismo, Branham acreditava que a pessoa batizada entraria em trevas. “Mas o batismo trino e triteísta nunca foi reconhecido na Igreja, no Novo Testamento (...) agora você sabe o que fazer, sim Senhor; e se você se recusar a andar na luz quando a luz há se manifestado, você entrara em escuridão. Certo! Amém”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Batismo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham, assim como os Pentecostais Unicistas, alegaram que os apóstolos batizaram somente no nome de Jesus, e que cristãos têm de ser batizados de acordo com a fórmula “no nome Jesus” para que sejam salvos. A fórmula “no nome Jesus” reflete grande negligência ao contexto escritural. Por exemplo, o entendimento unicista de Mt. 28:19 é claramente refutado por Mt 28:18 – o versículo anterior! Jesus diz no versículo 18 que toda autoridade tinha sido dada a ele. Essa autoridade, é claro, só lhe poderia ter sido dada pelo Pai. Jesus já havia dito isso em outras passagens (e.g. Mt. 11:27; Jo. 3:35; 13:3; 17:1-2). Se o Pai e o Filho fossem a mesma Pessoa, estas e outras passagens (e.g. quando Jesus orava ao Pai) indicariam que Jesus ou estava mentindo, era um ventríloquo, ou era esquizofrênico. Isso, porém, evidentemente não é o ensino bíblico. Jesus diz no versículo 18 que toda autoridade lhe foi dada pelo Pai, e é com base nessa autoridade que os apóstolos são comandados a fazer discípulos, batizando-os. Isso é refletido, por exemplo, em At. 10:48, onde novamente é expressa a autoridade na qual o batismo era praticado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A “Semente da Serpente”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Branham ensinou que o pecado de Eva no Jardim do Éden foi de natureza sexual. De acordo com ele, Eva foi seduzida sexualmente pela serpente e engravidou, dando luz a Caim. Ele explicou: “Isso é o que realmente aconteceu no Jardim do Éden: a Palavra diz que Eva foi enganada pela serpente. Ela foi na verdade seduzida pela serpente. A serpente era tão semelhante ao ser humano que sua semente podia, e de fato pôde se misturar com a da mulher e fazer com que ela concebesse” . “Agora notem. Ela, Eva, é a rainha de Satanás. Vêem, satanás (a serpente) chegou a Eva antes que Adão se achegasse a ela. Isso é certo. Assim ela a enganou... assim sendo, Satanás, a serpente foi o esposo de Eva antes que Adão alguma vez a conhecesse” (...) “Agora notemos como por sexo (desejo sexual) ela desejou conhecimento para saber que era isto e como era este fruto, bom ou não ela o fez.” (O Éden Satânico p. 22, 28) A semente da serpente foi Caim e seus descendentes, todos predestinados ao inferno. A semente divina é Sete e seus descendentes. Um terceiro grupo são aqueles que ainda estão em igrejas denominacionais, que têm livre arbítrio para escolher o céu ou o inferno. A semente divina é a Noiva de Cristo, e será arrebatada antes da Tribulação. As denominações passarão a ser a marca da Besta, e aqueles que nelas se mantiverem atravessarão a Tribulação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Profeta dos Últimos Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os seguidores de Branham alegam que ele tinha um papel especial como sendo o profeta dos últimos dias, especialmente apontado por Deus. “Eu sou somente seu irmão, pela graça de Deus. Mas quando o Anjo do Senhor descende, se torna então a Voz de Deus para vocês (...) eu sou a Voz de Deus para vocês (...) veja bem, eu não posso dizer nada por mim mesmo, mas apenas o que Ele me mostra”. O tal anjo teria dito a Branham que ele receberia dois dons espirituais e que ele restauraria as verdades bíblicas. “Este profeta do fim é o anjo à sétima e última era da igreja. E sua mensagem é a revelação que faz manifesto os segredos de Deus” “Mas nos dia da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas seus servos Apocalipse 10:7 . Esta é uma profecia cumprida, pois os mistérios de Deus tem sido consumados através do ministério do irmão William Marrion Branham, ainda que muitos ignorem.” De Volta A Palavra Original p.22&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os seguidores de Branham identificam ele como sendo o Elias profético mencionado em Malaquias 4, bem como o sétimo anjo de Apocalipse 10. Falando de si mesmo, Branham disse que “nos foi prometido o retorno daquele espírito [Elias] pouco antes dos últimos dias. Ele não iniciará uma nova igreja, porque não há mais eras de igrejas por vir (...) a era da igreja de Laodicéia é a última era, e o Sétimo Anjo (...) é aquele que revelará, pelo Espírito Santo, todas essas coisas misteriosas (...) o ultimo mensageiro par a última igreja não é um reformador, mas um Profeta!” “Elias virá primeiro e restaurará todas estas coisas. Antes da Vinda de Cristo para o arrebatamento de Seu povo, tinha que vir um mensageiro com o Espírito e Virtude de Elias...O mensageiro desta era tinha que ser um profeta. Ele tinha que exercer um ministério profético baseado somente na Palavra de Deus. Este profeta do fim é o anjo à sétima e última igreja. E sua mensagem é a revelação que faz manifesto os segredos de Deus.” De Volta A Palavra Original p.22&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De acordo com seus discípulos, Branham não é somente um profeta, mas um grande profeta. “Um homem enviado por Deus. Deveria ser claro para todos aqueles que fizerem até mesmo uma simples investigação, que o ministério de William Branham se qualifica como sendo de um grande profeta, e assim cumpre Malaquias 4, 5, 6, e Apocalipse 10:7”. “O mesmo Espírito que escreveu a Bíblia está num homem para revelar o conteúdo e a verdadeira interpretação dela. Isto é correto” O Profeta Do Século Vinte p.82&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Resposta Bíblica&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A Trindade&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A doutrina da Trindade não pode ser em sua plenitude entendida pela mente humana, que é finita. Entretanto, nenhuma outra visão da essência de Deus é compatível com a auto-revelação de Deus nas Escrituras. O Modalismo ensina que Deus é só uma Pessoa, se revelando em “modos”. Quando Deus se revela como o Pai, ele não se funciona nos modos de Filho e Espírito Santo. Inúmeras passagens bíblicas, entretanto, refutam essa idéia. Alguns dos exemplos são as passagens na qual Jesus ora ao Pai, além do próprio batismo de Jesus, quando o Pai, de maneira pública e audível, outorgou seu ministério, ao mesmo tempo que o Espírito, de maneira publica e visível, desceu sobre ele. Dois pontos devem ser notados:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;1. Existe um só Deus (e.g. Dt 4:35, 39; 6:4; 32:39; Is 43:10–11; Tg 2:19)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;a. Três Pessoas subsistem na mesma Essência:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;i. Deus Pai (e.g Mt. 6:9; 10:32. 23:9)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;ii. Deus Filho (e.g. Jo 1:1; 20:28,29; Hb 1:1-9)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;iii. Deus Espírito Santo (e.g At 5:3,4)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2. O Filho não pode ser somente uma manifestação temporária do Pai&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;a. O Filho é eterno (e.g. Jo 1:1; 8:58; Cl. 1:17; 1 Jo 1:1)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;b. Todas as coisas foram criadas através do Filho (e.g. Jo 1:3; 1 Co 8:6. Cl. 1:16; Hb 1:1-3)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A Semente da Serpente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A doutrina sobre o pecado de Eva como sendo de natureza sexual com a serpente é completamente infundada. O texto bíblico é claro em afirmar que o pecado tanto de Eva como de Adão foi de desobedecer a Deus ao comer um fruto que lhes era proibido (cf. Gn. 3:6). Isso não é de nenhuma maneira uma referencia a algum tipo de pecado sexual. A doutrina da semente da serpente não foi originada por Branham. Sua visão racista tem paralelos nas doutrinas heréticas de Sun Myong Moon.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Profeta dos Últimos Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É no mínimo interessante que o profeta dos últimos dias predissesse falsamente que os Estados Unidos seriam destruídos em 1977. Na verdade, Branham assim se qualificou como um falso profeta (Dt. 18:20-22). Ainda que ele tenha tentado dizer que suas afirmações tenham sido uma predição, e não uma profecia (sem explicar a diferença), ele enfatizou firmemente que a data de 1977 era baseada nos seus trinta anos de estudo da Bíblia, bem como em “inspiração divina”. Branham e seus seguidores alegaram que suas previsões eram atestadas por supostos sinais e prodígios. Entretanto, mesmo se isso fosse verdade, tais sinais não seriam uma indicação infalível de que sua mensagem era de Deus (cf. 2 Ts. 2:9; Mt. 24:24).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-2332717761444505234?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/2332717761444505234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tabernaculo-da-fe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2332717761444505234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2332717761444505234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tabernaculo-da-fe.html' title='Tabernáculo da Fé'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6081550943782660602</id><published>2011-12-27T06:40:00.001-08:00</published><updated>2011-12-27T06:40:20.067-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OUTROS'/><title type='text'>Espiritualidade</title><content type='html'>&lt;div class="WordSection1"&gt;  &lt;div align="center" class="Heading2" style="text-align: center;"&gt;Espiritualidade&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Lucida Sans Unicode&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br clear="all" style="mso-break-type: section-break; page-break-before: always;" /&gt; &lt;/span&gt;  &lt;div class="Heading3"&gt;Religiosidade mundana e espiritualidade bíblica&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;16/2/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Segundo Karl Barth, a função da teologia evangélica é formular uma pergunta concernente à verdade, significando com isso que a tarefa do teólogo é inquirir se a igreja tem compreendido e comunicado corretamente o evangelho. O problema consiste em não reconhecer a influência da cultura sobre a nossa interpretação da Palavra inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade que o mundo influencia a teologia, e muitas vezes não reconhecemos essa influência.&amp;nbsp; A hermenêutica evangélica deveria ser o fundamento da sua teologia. A finalidade deste estudo, portanto, é pensar sobre a área em que o pensamento alheio afeta ou afetou a compreensão da teologia e a interpretação da Bíblia.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos o termo “mundo” no sentido de Paulo, em Romanos 12.2.&amp;nbsp; A palavra &lt;span class="StrongEmphasis"&gt;aion&lt;/span&gt; quer dizer tempo, espaço, cultura alienada de Deus.&amp;nbsp; O deus desse&lt;span class="StrongEmphasis"&gt; aion&lt;/span&gt; é aquele que “cega o entendimento dos descrentes para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4). Efésios 2.2 declara que estávamos mortos em transgressões e pecados nos quais costumávamos viver, quando seguimos a presente ordem (&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;aion)&lt;/span&gt; deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Nada interessaria mais ao demônio do que deturpar o sentido do texto de maneira que os que creem que a Bíblia é a Palavra de Deus a preguem de modo deficiente ou falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o significado do texto como a ênfase dada a certas passagens em detrimento de outras nos foram transmitidas pelas nossas tradições evangélicas. Estas, por sua vez, moldam nossas convicções com respeito ao que é certo e errado na teologia, bem como na prática. “Idealmente, a arte de interpretação, a hermenêutica, tenta reconstruir o contexto histórico-cultural dos materiais estudados, antes de proceder a sua aplicação” (Donaldo R. Curry, “A Collection of Essays on Community”,&amp;nbsp; Missiology, 111:3 (Julho 1975)&amp;nbsp; 369).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos pressionados pelos dois horizontes para não somente entender o significado original, mas para entender até onde nossa compreensão do texto não sofre influências do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estudo tem somente a pretensão de levantar algumas questões, e não de oferecer soluções definitivas ou dogmáticas. A hermenêutica continua em fluxo.&lt;br /&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;I. O aumento do individualismo e a busca pela realização&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A. Individualismo — 1 Co 6.19 —&amp;nbsp; Acaso não sabem&amp;nbsp; que o corpo de vocês é santuário de&amp;nbsp; Espírito Santo que habita em vocês e que vocês não são de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;1. O mundo crê que você tem capacidade e direito de adorar a Deus sozinho, de acordo com o que você pensa e decide.&amp;nbsp; A igreja é uma ajuda para os que precisam, mas quem tem sua própria Bíblia e pode seguir os seus ensinamentos morais e espirituais não tem muita necessidade de ser inserido em um “corpo”. Quando foi a última vez que ouvimos uma mensagem em que se falasse que Jesus morreu pela igreja? — Ef. 5. 26.&amp;nbsp; Que ele vai casar com a noiva (igreja), e não com você, um indivíduo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Se o Espírito Santo habita em mim, posso confiar em minhas intuições para saber a vontade de Deus e não ser submisso à igreja. Veja os 28 mandamentos recíprocos. Mais perigoso ainda seria entender que uma intuição seja uma mensagem do Senhor.&amp;nbsp; Assim, posso dizer, “Deus me falou”, sem respaldo bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Na prática, percebe-se que os crentes não têm a mesma consciência da necessidade de assistir aos cultos.&amp;nbsp; Num bairro onde a porcentagem de crentes era de 20% (de acordo com a IBGE), uma pesquisa mostrou que apenas 7% da população estava reunida na igreja num determinado domingo. Calcula-se que pela TV e rádio é possível ter o contato com o evangelho e dispensar a necessidade de assistir aos cultos pessoalmente ou de se comprometer com uma igreja local. Não posso realmente ser cristão independente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. Em Rm 6.6, Paulo escreveu aos romanos: uma vez batizado em Cristo Jesus, isto é, em sua morte […] para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado. Deve haver claros sinais da morte do “corpo do pecado”.&amp;nbsp; Santificação como um processo deve ocorrer em todos aqueles que, de fato, morreram com Cristo e com ele foram ressuscitados.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;1. Se esquecemos que nossa morte em Adão leva inevitavelmente à morte em delitos e pecados (Ef 2.2), então o “corpo do pecado não deve ser individual, mas corporativo também”. Nós participamos na vitória corporativa em Cristo. Pode-se corretamente dizer que “os santos” significa a Igreja, mas certamente não se pode dizer, “eu sou um santo” ou chamar Paulo ou Pedro de “São Paulo, ou São Pedro”, sem cair no erro da Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;2.&amp;nbsp; A busca pela santidade é uma constante na vida cristã autêntica. “Esforcem-se para... serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor”. Esse é o lado prático, individual, daqueles que, pela fé, foram incluídos no Corpo de Cristo.&lt;br /&gt;George Barna (citado por R.C. Sproul em Gordon Olson) diz que uma pesquisa mostra que 77% dos evangélicos dizem&amp;nbsp; que a humanidade é basicamente boa por natureza.&amp;nbsp; 87% dizem que, na salvação, Deus ajuda os que ajudam a si mesmos.&amp;nbsp; A interpretação bíblica tende a seguir a opinião do mundo que acha que a criança nasce inocente. Certamente iria para o céu, mesmo sem ser batizado ou sem ter aprendido as verdades do evangelho. O evangelista Piper (pai do famoso John Piper) falou que não era dificil ganhar alguém para Cristo.&amp;nbsp; O que era dificil era convencê-lo de que estava perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;II. O Mundo aprecia títulos de honra&lt;/span&gt; — a Bíblia tem receio de identificar a importância do homem pelo seu rótulo. Até aqueles que desempenharam o papel de pastores&amp;nbsp; não foram&amp;nbsp; chamados de pastor tal e tal, e nem de&amp;nbsp; presbítero fulano de tal, mas apenas “ïrmão”. Títulos honrosos promovem o marketing. Atribuir um título&amp;nbsp; aumenta o prestígio&amp;nbsp; que os “leigos” devem dar ao pastor ou líder eclesiástico.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;A. Identificar o pregador ou líder da igreja como profeta — fala-se da “Escola de Profetas”.&amp;nbsp; Quem tem uma chamada para servir a Cristo, pregando o evangelho, tem ministério profético.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;1. A Igreja Primitiva entendeu que os líderes da igreja eram “presbiteros” ou&amp;nbsp; “anciãos”.&amp;nbsp; Timóteo era reconhecido como “o irmão”.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;a. Em Rm 12.6,7 os dons de profetizar e ensinar são distintos.&amp;nbsp; Se alguém tem direito de se autodenominar “profeta”, ele teria de pronunciar a vontade de Deus de forma específica e individual.&amp;nbsp; Cf. 1 Co 14.24,25&amp;nbsp; “… por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos.&amp;nbsp; Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus exclamando, “Deus realmente está entre vocês”.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;2. O mesmo ocorre com o título “Apóstolo”.&amp;nbsp; Um desejo de autopromoção ou a busca por mais autoridade pode levar um pastor a se autodenominar apóstolo, enquanto a Bíblia usa esse termo, na maioria dos casos, para falar de alguém autorizado por Cristo para falar em seu nome e com sua autoridade. Ele pode escrever Escrituras como os apóstolos do NT? A segunda geração de líderes da Igreja tinha apóstolos?&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;3. Não encontramos o título “pastor” para identificar sua posição de líder ou bispo (supervisor).&amp;nbsp; O trabalho de pastorado encontra-se em João 21.15-17 e em At 20.28; 1 Pe 5.1-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;III. Religiosidade é uma mistura do Mundo com “Espiritualidade”. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1. Paulo iniciou sua mensagem aos atenienses observando que “em todos os aspectos vocês são muito religiosos" (At 17.22, NVI). Para ele, isso significava que cuidavam de manter os seus ídolos contentes, observando as cerimônias costumeiras, seguindo as fórmulas e atos tradicionais com respeito e acuracidade. Religião requer adoração padrão, receitas seguidas à risca. Não deve nos surpreender que Jesus condenou os fariseus que foram meticulosos em dar o dízimo de hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciaram os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A religiosidade é o inimigo do Deus da Bíblia.&amp;nbsp; Trata a forma como se fosse mais importante que a substância, a roupa mais preciosa que a vida. Na religiosidade, consideram-se práticas externas equivalentes a atitudes do coração. Se Deus não olhasse para o coração, bem podia se agradar como os ídolos atenienses e com as cerimônias que os sacerdotes pagãos tão solenemente repetiam.&amp;nbsp; 2. Religiosidade evangélica Os evangélicos brasileiros não devem imaginar que são imunes diante das incursões da&amp;nbsp; religiosidade em sua espiritualidade. Temos a mania de criticar católicos pela sua religiosidade oca e vazia sem perceber que somos também sujeitos a tradições e práticas que não têm substância espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;a. Orações compostas para aliviar a coceira nos ouvidos dos presentes e não alcançar o trono de Deus. Orações religiosas não são necessariamente rezadas ou lidas, mas certamente carecem da paixão de um coração que vive na presença divina. Orações que não anseiam por Deus (Sl 63.1) estão destituídas de qualquer expectativa por respostas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;b. Mensagens proferidas para preencher o espaço “normal” do culto, mas sem o objetivo claro e definido de edificar os ouvintes. “Tudo seja feito para a edificação da igreja”, ordenou o Apóstolo aos coríntios (1Co 14.26b).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;c. Recados supostamente vindos de Deus, porém, claramente concebidos e gerados na imaginação do pregador. Há muito tempo se esqueceu da exortação de Paulo, “Pregue a palavra”, isto é, de Deus e não qualquer “palavra” que surge na cabeça do palestrante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Glen Johnson – Faculdade Teológica Batista De Brasília, 1988.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;Entrevista com 20 pessoas com o propósito de aprender quais seriam os maiores problemas da Igreja Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1. A liderança afirma a Bíblia, mas não a explica e não a vive.&lt;br /&gt;2. A liderança não casa a Bíblia com a vida do povo.&lt;br /&gt;3. A liderança está mais preocupada com os negócios da igreja do que com a transformação espiritual do povo.&lt;br /&gt;4. O cristianismo está se reduzindo mais a um credo do que a uma afirmação&amp;nbsp; cognitiva do que seria uma vida obediente a Deus em gratidão por sua graça para conosco..&lt;br /&gt;Saberia o povo qual é o alvo da pregação do seu pastor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d. Músicas que têm maior capacidade para movimentar o corpo do que o coração. Se estamos cantando para Deus e não como os cantores de um “show” popular, devemos dar prioridade a palavras e músicas que comunicam adoração,&amp;nbsp; amor a Jesus e compromisso com o Senhor. O objetivo da música no culto é adorar em Espírito e em verdade. Muita música cristã apresentada nos cultos fica distante desse ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse dos seus contemporâneos: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.&amp;nbsp; Em vão me adoram;&amp;nbsp; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens” (Mc 7.6,7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e. Dízimos e ofertas para manter o orçamento criado pelo líder ou pelos líderes da igreja. Em lugar de contribuições rotineiras, a Bíblia recomenda: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem da com alegria” (2Co 9.7). Como é possível adorar a Deus por meio de sacrifícios financeiros se a motivação não é o amor.&amp;nbsp; O prazer de dar&amp;nbsp; é consequência do amor que motiva a contribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f. Usa os termos “irmão” e “irmã” sem qualquer envolvimento com os membros da família de Deus. A religiosidade não se importa em adotar a linguagem da igreja, sem afeto ou sem compromisso familiar. A fragilidade dos relacionamentos nas igrejas torna-se patente nas divisões e politicagens que rompem os tênues laços de amor. “Não vamos para a igreja enquanto fulano e beltrano estão aí”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria uma solução? Espiritualidade segundo a Palavra. A tendência natural de práticas e cerimônias evangélicas é de se transformarem apenas em atos religiosos. Há algo que se possa fazer para evitar esse mal?&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;Algumas sugestões poderão ajudar:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;1. Comece o culto com oração intensa, que convide todos a perceberem que Deus está no lugar em que estão reunidos, que ele é uma pessoa, e não um ídolo ou uma criação humana. Conheci uma igreja&amp;nbsp; em que o pastor se prostrou no chão, na frente de todos, e orou por 15 minutos antes de iniciar o culto clamando a Deus por misericórdia e sua presença santa naquele auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comp. Efésios 3.14-21&lt;br /&gt;&amp;nbsp;2. Escolha a dedo o líder da adoração e os jovens que cantarão na frente, não pela sua capacidade musical, mas pelo seu amor e compromisso com Deus. Na falta de jovens assim, que isso seja motivo de oração constante para que Deus levante verdadeiros adoradores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;3. Adote a prática de Spurgeon que convidava centenas de intercessores a implorar a Deus pela mensagem no porão do templo enquanto ele pregava. Igrejas menores poderão ter três, quatro ou mais pessoas a sustentar a pregação da Palavra com suas petições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comp. 1 Tess. 5.17&lt;br /&gt;&amp;nbsp;4. Sempre que houver uma reunião mais informal de bate-papo, deve-se propor um questione em que se avalie se a igreja tem escorregado para o abismo da religiosidade ou tem se afastado da espiritualidade verdadeira. Tomar consciência de que há perigo. Um dos meios mais eficazes de se evitar a catástrofe seria o autoexame.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Comp. 2 Cor. 13.5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A possibilidade de alcançar&amp;nbsp; uma espiritualidade genuína pela pregação ocorrerá se os alvos forem bem definidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;IV.&amp;nbsp; Exposição bíblica é a maneira mais eficaz de pregar para produzir espiritualidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1.&amp;nbsp; Exposição da Bíblia como a verdadeira e viva Palavra de Deus, mais cortante do que uma espada de dois gumes. Exposição requer exegese do texto, requer conhecimento do pano de fundo do texto, exige saber o propósito original do texto dentro do seu contexto literário, tudo isso seguido pela aplicação convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&amp;nbsp; Pregar sem aplicar, deixa o ouvinte sem alimento, é apenas informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de alcançar&amp;nbsp; uma espiritualidade genuína pela pregação ocorrerá se os alvos forem bem definidos:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;J. Piper: o alvo da pregação é a glória de Deus.&amp;nbsp; O fundamento da pregação é a cruz de Cristo e o poder da pregação é o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Chs. Simeon de Cambridge, há 200 anos:&amp;nbsp; toda mensagem deve humilhar o pecador e exaltar Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Stewart,&amp;nbsp; Os objetivos da pregação:&lt;br /&gt;1. Avivar a consciência pela santidade de Deus.&lt;br /&gt;2. Alimentar a mente com a verdade de Deus.&lt;br /&gt;3. Purificar a imaginação com a beleza de Deus.&lt;br /&gt;4. Abrir o coração para o amor de Deus.&lt;br /&gt;5. Dedicar a vontade ao propósito de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;V. Pregue João 13.1-17&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Jesus inicia suas instruções finais (v. 1) — “Sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus&amp;nbsp; que estavam no mundo, amou-os até o fim.”&lt;br /&gt;Devemos estar alertas de que esse texto trata de amor — cf. v. 34 — “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros .Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos utros.&amp;nbsp; Com isso todos saberão que vocês são os meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jantar – v. 2 – a última Ceia antes sua morte na cruz&lt;br /&gt;1. v. 3 — Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder e que viera de Deus e estava voltando para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Assim, levantou-se da mesa, tirou a capa, tomou uma toalha, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.&lt;br /&gt;b. Pedro protesta — Vais lavar os meus pés?&lt;br /&gt;c. Jesus explica — espera — não entendes agora, mas depois.&lt;br /&gt;d. Pedro — nunca lavarás os meus pés!&lt;br /&gt;e. Jesus — se eu não os lavar, você não terá parte comigo&lt;br /&gt;f. Pedro “Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça!”&lt;br /&gt;g. Jesus “Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés, todo o seu corpo está limpo. Mas nem todos”.&amp;nbsp; — Sabia quem ia traí-lo — Judas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos menos Judas estão limpos — cf. 15.2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Aplicação — Pois se eu, seu Mestre e Senhor, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.&lt;br /&gt;a. Como se lava os pés dos meus irmãos na igreja?&lt;br /&gt;b. Reconhecendo que nós somos pecadores com pés sujos — sujeira que aparece pelo fato de que ainda andamos no mundo que se manifesta no nosso andar diário.&lt;br /&gt;c. Na ocasião da Ceia — examine-se, julgue a si mesmo, confesse e peça perdão ao Senhor e da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Nenhum escravo é maior do que seu Senhor — se Jesus perdoa Pedro que negou 3 vezes, como nós negaríamos oferecer perdão aos Pedros que mostram sinais de verdadeira contrição — Sl 51?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Nenhum apóstolo é maior do que aquele que o enviou&amp;nbsp; Se um apóstolo tem o direito de perdoar pecados — Jo 20.23, por que o colégio apostólico excluiria Pedro, se o próprio Senhor o perdoou?&lt;br /&gt;d. Pai Nosso&lt;br /&gt;1. Pão nosso (cotidiano – epiousion “para hoje, para amanhã necessário para existência) de amanhã, dá nos hoje.&lt;br /&gt;2. Perdoa nossos pecados como nós perdoamos nossos devedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1. Gl 6.1-1.&amp;nbsp; Se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão.&amp;nbsp; Lave seus pés.&lt;/div&gt;&lt;div class="Textbody"&gt;2. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Lucida Sans Unicode&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;3. Humildade — o maior empecilho que barra a oferta de perdão é o orgulho. Lavar os pés do meu irmão, ou da minha esposa, ou do meu marido, é humilhante. Vingar-se mostra que você é homem, que tem fibra, mas aí o escravo se torna maior do que seu senhor. Mt. 18.18 “Digo-lhes a verdade, tudo o que&amp;nbsp; vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Espiritualidade tem tudo a ver com Deus, com seu amor e demonstração na vida e nas palavras de Jesus.&amp;nbsp; Disse A.W. Tozer, “porque neste mundo somos como ele” (1 Jo 4.17), seus amigos, nossos amigos; seus inimigos, nossos inimigos; seus perdoados, nossos perdoados&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6081550943782660602?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6081550943782660602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/espiritualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6081550943782660602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6081550943782660602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/espiritualidade.html' title='Espiritualidade'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-2237193334119973881</id><published>2011-12-26T06:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T06:07:30.635-08:00</updated><title type='text'>Soberania divina e a responsabilidade humana, de novo</title><content type='html'>&lt;div class="authordate" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/authordate.png); background-origin: initial; background-position: 0% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat; line-height: 19px; padding-bottom: 0px; padding-left: 20px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="color: #4e4f51; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Certas discussões reaparecem continuamente no meio cristão. A suposta tensão entre a soberania divina e a responsabilidade humana é uma delas. Ouve-se com frequência que a soberania divina, conforme entendida pela teologia reformada — particularmente na questão da salvação, mas não limitada a ela — retira a responsabilidade humana. “Se Deus é soberano e decretou tudo o que há de acontecer, nos mínimos detalhes, então o homem não é responsável pelos seus atos”, é a conclusão quase sempre proferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry" style="background-color: white; color: #4e4f51; font-family: 'Trebuchet MS', Calibri, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O embaraçoso é que tal palavreado não é encontrado apenas nos lábios do arminianos, mas inclusive em lábios calvinistas. A diferença é que, enquanto o arminiano apresenta o argumento como uma refutação ao entendimento calvinista da soberania divina, certos calvinistas afirmam que o dilema é um mistério.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“Já que o homem é responsável, então Deus não é soberano da forma como vocês entendem”, argumenta o arminiano. Por sua vez, o nosso calvinista diz que “Deus de fato é soberano, mas o homem é responsável pelos seus atos”. Até aqui tudo bem. Nada mais bíblico.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas o nosso calvinista completaria a sua explicação com algo mais ou menos assim: “Contudo, não sabemos como Deus pode ser soberano e ao mesmo tempo o homem ser responsável pelos seus atos. Isso é um mistério. Mas temos que aceitar essas duas verdades, pois estão claramente ensinadas na Escritura”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Com certeza não negamos que a Bíblia ensina Deus ser soberano de maneira exaustiva e o homem responsável pelos seus atos. Essas são verdades bíblicas, ensinadas de Gênesis a Apocalipse. O que não entendemos é como essas verdades não podem ser harmonizadas. Em que sentido Deus ser soberano nega o homem ser responsável? Para que isso faça sentido, como muitos teólogos já observaram, é preciso assumir (sem justificativa, muito menos bíblica) a premissa que responsabilidade implica liberdade. Ou seja, a pessoa só pode ser responsável pelos seus atos se for livre.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Assim, a queixa do arminiano seria algo assim: “Mas se Deus é soberano de maneira exaustiva, então o homem não é livre. Como então ele pode ser responsável pelos seus atos, se é necessário ser livre para ser responsável?” Mas como já dissemos, a premissa responsabilidade implica liberdade é alheia às Escrituras. Em nenhum lugar a Bíblia afirma tal coisa. Logo, não existe tensão na questão da soberania divina e a responsabilidade humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Visto que muitos livros já foram escritos sobre o assunto, provando que não existe contradição, mistério ou paradoxo entre a doutrina bíblica da soberania divina e responsabilidade humana, contento-me em reafirmar o que já disse: a Bíblia não afirma que o homem precisa ser livre para ser responsável pelos seus atos. O homem é responsável porque Deus o considera responsável. Ele é o Criador e Governador de todo o universo. A Ele todos devem prestar contas de suas ações. Ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O que pretendo provar aqui então? Nada! Apenas chamar a atenção do leitor para uma grande ironia, quase sempre presente nessas discussões sobre “mistérios” na Escritura. Vejamos então:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Dada a verdade da soberania divina, o homem não é livre. Ou seja, ele não é livre em relação a Deus. A mão soberana e poderosa de Deus é quem determina todos os seus passos, pensamentos e situações. É considerando essa falta de liberdade que inúmeros teólogos fazem malabarismos para tentar explicar (ou não explicar) o “mistério”. Nenhuma ironia aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Contudo, há outro sentido no qual o homem não é livre. A Bíblia ensina que após a Queda todo homem nasce em pecado. Ele não somente nasce em pecado, mas nasce escravo do pecado. Ele não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. Tamanha é a escravidão do homem que ele não pode fazer outra coisa senão pecar. Resumindo: o homem não é livre para não pecar. Ele não possui a&amp;nbsp;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;posse non peccare&lt;/em&gt;, que somente o homem Adão possuiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Essa é uma verdade que todo crente reformado aceita. É possível encontrar inúmeras explicações dessa doutrina (bem mais elaboradas, é claro) em teólogos reformados de todas as épocas e nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Dito isso, eis a minha pergunta: onde está o mistério? Ou melhor, por que ninguém nunca viu um mistério aqui? Eu já li (talvez) milhares de livros e comentários, e NUNCA vi sequer uma menção do paradoxo entre o homem ser escravo do pecado e ao mesmo tempo responsável pelos seus atos. Nenhuma!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ora, mesmo o homem convertido, regenerado pelo Espírito Santo e salvo por Cristo ainda peca e em certo sentido é “escravo” do pecado. Com certeza ele não é escravo como o incrédulo, mas o é no sentido de que nunca vai deixar de pecar enquanto peregrinar nesta terra. Só Cristo viveu uma vida sem pecado! Seria então o homem convertido alguém não responsável pelos seus atos?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas voltemos ao incrédulo. Por que a omissão do mistério entre os teólogos que são tão ávidos em achar mistério na questão da soberania divina e a responsabilidade humana? Seria por medo dos resultados práticos? Imagine a seguinte conversa evangelística:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e7f7f6; background-image: url(http://www.monergismo.com/wp-content/themes/wp_mon_1.1/images/quote.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin-bottom: 4px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 45px; padding-right: 18px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“Caro amigo, a Bíblia diz que você é um pecador. Não somente isso, mas ela diz que você é escravo do pecado. Você não é livre para não pecar. Se não se arrepender e crer no Evangelho, você será condenado ao inferno. Contudo, eu não sei como Deus vai te considerar responsável pelos seus atos se você não é livre. É um mistério. Não posso explicar, mas cabe a você aceitar as duas verdades.”&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Todavia, não creio que a omissão seja por esse motivo. Ela não parece ser deliberada. A minha suposição é a seguinte: não estamos tratando de predestinação, soberania ou decreto. Esses são temas que sofrem preconceitos, mesmo por aqueles que deveriam defendê-los. São resquícios de arminianismo que insistem em permanecer. Esse arminianismo residente faz com que tais pessoas façam uso de dois pesos e duas medidas ao lidar com as diversas doutrinas bíblicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Se a resolução de um problema envolver algo sobre predestinação, soberania e decreto, recorramos ao mistério sem hesitação. Caso contrário, não percamos tempo tentando encontrar mistério onde não existe. Sim, sequer mencionemos a tensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;De um lado, soberania divina e responsabilidade humana. Do outro, escravidão do pecado e responsabilidade humana. Por que lidar de maneira tão diferente com questões que envolvem a relação entre liberdade e responsabilidade humana?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Uma ironia!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;por Felipe Sabino de Araújo Neto&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte: monergismo.com&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-2237193334119973881?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/2237193334119973881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/soberania-divina-e-responsabilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2237193334119973881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2237193334119973881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/soberania-divina-e-responsabilidade.html' title='Soberania divina e a responsabilidade humana, de novo'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6981540977372373530</id><published>2011-12-25T17:40:00.001-08:00</published><updated>2011-12-25T17:40:45.346-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Deus Decreta Pecados? Helder Nozima</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ref. Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5. (CFW, cap. V. art. 1)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; I. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ref. Tiago 1:14; Deut. 30:19; João 5:40; Mat. 17:12; At.7:51; Tiago 4:7. (CFW, cap. IX, art.1).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Afinal, as coisas acontecem por que nós queremos e determinamos que elas fossem assim ou por que Deus assim ordena? A compreensão da teologia reformada é a de que os dois lados são igualmente verdadeiros. Deus "dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor". Por outro lado, o homem é livre, de tal forma "que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em outras palavras, tudo o que nós fazemos, nas mínimas coisas, desde um bocejo até a decisão de seguirmos ou não a Cristo, é governada e dirigida por Deus. Por outro lado, se decido vestir uma camisa vermelha e não a azul, ou se me recuso a seguir a Cristo, o faço porque escolhi livremente aquela decisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acreditar no que disse acima já é uma barreira enorme para muitos, mas é o ponto de vista oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil e de todas as igrejas reformadas que adotam a Confissão de Fé de Westminster (CFW). Essas idéias também foram defendidas por não presbiterianos, como os batistas Charles Spurgeon e Arthur Walkington Pink. Hoje, expoentes batistas como John Piper e Wayne Grudem defendem a mesma visão. Quem quiser conferir, basta checar as referências bíblicas na citação acima ou ler, por exemplo, a explicação de providência divina dada na Teologia Sistemática de Wayne Grudem.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, se já é duro ler esses artigos da CFW, é mais difícil ainda pensar nas conseqüências. Se Deus dirige as mínimas coisas então os nossos pecados também foram decretados por Deus. Sim, pecamos não apenas porque nós decidimos assim, mas também porque Deus decretou que pecaríamos. Isso pode ser visto em várias passagens:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;1) Na crucificação de Jesus&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No sermão do dia de Pentecostes, Pedro atribuiu a crucificação de Cristo tanto à vontade humana como ao decreto divino:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Varões israelitas atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos... (Atos 2:22-23).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A mesma idéia é repetida pela igreja, quando ora agradecendo ao Senhor pela libertação dos apóstolos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram..." (Atos 4:27-28).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A crucificação de Jesus foi, sem dúvida alguma, um dos maiores pecados já cometidos na face da Terra, só sendo superado (talvez) pela blasfêmia contra o Espírito Santo. No entanto, se vê que foi um pecado decretado por Deus e executado, livremente, pelos homens predeterminados para isso. Pelo menos essa é a interpretação dada por Pedro e pela igreja de Atos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2) Quem castigou a Jó: Deus ou Satanás?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um outro caso interessante é o de Jó. Lendo o livro, vemos que é Deus quem põe a Jó na alça de mira do diabo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. (Jó 1:8).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Após essa pergunta, Satanás se interessa em afetar a Jó e recebe permissão divina para agir contra ele:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR. (Jó 1:12).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Daí se vê que várias desgraças foram causadas pelo diabo contra Jó: o roubo do gado e o assassinato dos servos de Jó feitos pelos sabeus (Jó 1:14-15); o fogo que consumiu ovelhas e servos (Jó 1:16); o roubo dos camelos e o assassinato dos servos, agora feito pelos caldeus (Jó 1:17) e a morte dos primogênitos (Jó 1:18-19).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem foi o responsável? Com certeza, sabeus e caldeus são responsáveis: roubaram porque quiseram. O diabo também, essas coisas só aconteceram depois que ele se decidiu a atacar a Jó. Mas Jó atribuiu tudo a Deus:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR! (Jó 1:21).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Teria Jó pecado em atribuir tal fato ao Senhor? De modo algum:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. (Jó 1:22).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus decretou, o diabo, os caldeus e sabeus o executaram, usando a liberdade que possuem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;3) Quem tentou a Davi: Deus ou Satanás?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vai, levanta o censo de Israel e de Judá. (2 Samuel 24:1).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a levantar o censo de Israel. (1 Crônicas 21:1)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma das dificuldades de interpretação bíblica é conciliar o levantamento do censo de Israel conforme contado por 2 Samuel e 1 Crônicas. Em um, Deus é quem fez Davi levantar o censo. No outro, foi o diabo. Há erro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não. Tanto Deus como Satanás incitaram a Davi. Deus decretou e o diabo executou a ordem. Mas, mesmo assim, Davi também foi responsável. E o próprio Davi o admite:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Disse Davi a Deus: Não sou eu o que disse que se contasse o povo? Eu é que pequei, eu é que fiz muito mal; porém estas ovelhas que fizeram? Ah! SENHOR, meu deus, seja, pois a tua mão contra mim e contra a casa de meu pai e não para castigo do teu povo. (1 Crônicas 21:17).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma lição muito preciosa para crentes que ficam querendo jogar a culpa de seus pecados em cima do diabo, dos homens e de Deus. E um detalhe aqui, a Bíblia diz que Deus incitou Davi a pecar. Como explicar isso sem recorrer à doutrina dos decretos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;4) As vitórias militares de Senaqueribe&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando o rei assírio Senaqueribe atacou o reino de Judá, ele afrontou a Deus e recebeu uma resposta divina, por meio do profeta Isaías. Senaqueribe achava que ele é quem havia conquistado povos e reinos...e Deus responde, mostrando que isso só aconteceu porque Deus havia determinado que assim seria:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por meio dos teus servos, afrontaste o Senhor e disseste: Com a multidão dos meus carros, subi ao cimo dos montes, ao mais interior do Líbano; deitarei abaixo os seus altos cedros e os ciprestes escolhidos, chegarei ao seu mais alto cimo, ao seu denso e fértil pomar. Cavei e bebi as águas e com a planta de meus pés sequei todos os rios do Egito. Acaso, não ouviste que já há muito dispus eu estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado? Agora, porém, as faço executar e eu quis que tu reduzisses a montões de ruínas as cidades fortificadas. (Isaías 37:24-26).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vale lembrar que, embora Deus tivesse planejado as conquistas assírias, elas eram um pecado para Ele:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua maldade? (Naum 3:19).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;5) A profecia de Micaías&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus decreta e dirige todas as coisas, e usa até mesmo os pecados para atingir os Seus propósitos divinos. Poucas histórias ilustram isso como a morte de Acabe, que foi considerado o pior rei da história de Israel (1 Reis 21:25). Por causa da morte de Nabote, Deus determinou a morte de todos os descendentes masculinos de Acabe (1 Rs 21:21-24).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um dia, Acabe decidiu guerrear contra os sírios. E vários profetas foram chamados para serem consultados pelo rei. Acabe venceria ou não os sírios? Todos profetizaram vitórias. Mas o profeta Micaías mostrou o que, de fato, estava acontecendo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do SENHOR: Vi o SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército do céu estava junto à ele, à sua direita e à sua esquerda; Perguntou o SENHOR: Quem enganará a Acabe, para que suba e caia em Ramote-Gileade? Um dizia desta maneira, e outro, de outra. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o SENHOR: Com quê? Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse o SENHOR: tu o enganarás e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim. Eis que o SENHOR pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas e o SENHOR falou o que é mau contra ti. (1 Reis 22:19-23).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus se valeu de um pecado (a mentira) e de um espírito mentiroso (provavelmente um demônio) para cumprir o seu decreto, de que Acabe morreria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, há uma dificuldade aqui que precisamos resolver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus tenta os homens?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De modo algum. Como está escrito:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. (Tiago 1:13).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como também ensina a CFW:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ref. Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17. (CFW, cap. V, art. IV).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus decreta o mal? Sim. Usa o mal para o cumprimento de Seus propósitos? Sim. Mas Ele mesmo vai lá, tentar o pecador de forma direta? Não. Embora Deus decrete o pecado, Ele mesmo não é o Seu autor imediato ou o seu executor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas como conciliar os decretos de Deus com a liberdade humana? A Bíblia não se preocupa em fazer essa conciliação: ela simplesmente afirma os dois lados como sendo verdadeiros e não vê razões para explicar. O bom intérprete não vai tentar criar uma harmonização artificial deste paradoxo: ele vai seguir a Bíblia e afirmar as duas metades. Seguirá o bom conselho de se calar nos assuntos em que a Bíblia também se cala e não se atreverá a negar aquilo que a Palavra de Deus afirma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E o que podemos afirmar, com certeza, é que nada, absolutamente nada está fora dos decretos de Deus, que governa ativamente a Sua criação. Nem mesmo a nossa liberdade, a nossa livre-agência, é capaz de impedir, anular ou limitar esse governo soberano de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sobre o autor: Pastor auxiliar da 1ª Igreja Presbiteriana de Águas Claras, afiliada à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) em Brasília (DF). Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB) e teólogo formado pelo Seminário Presbiteriano de Brasília, com diploma validado pelo Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em 2008. Especialista em Teologia Urbana (Unifil). Oficial de chancelaria e ex-editor executivo da "Voz do Brasil".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fonte: 5calvinistas.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/decretos-de-deus/deus-decreta-pecados-helder-nozima.html#ixzz1ESYWKbvh&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Informe autores, tradutores, editora, links de retorno e fonte. Não é autorizado o uso comercial deste conteúdo. Não edite ou modifique o conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives&lt;a href="" name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6981540977372373530?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6981540977372373530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/deus-decreta-pecados-helder-nozima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6981540977372373530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6981540977372373530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/deus-decreta-pecados-helder-nozima.html' title='Deus Decreta Pecados? Helder Nozima'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-6429105905402310581</id><published>2011-12-25T10:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T10:50:35.009-08:00</updated><title type='text'>A Tradição, uma palavra maldita</title><content type='html'>&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header" style="background-color: white; color: #999999; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.6; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-7979776958487867726" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.4; position: relative; width: 548px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://www.indygreekfest.org/Portals/2/images/churchtours.jpg" width="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se existe uma palavra considerada "maldita" no meios evangélicos, sem dúvida é a "TRADIÇÃO."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto tem acontecido devido a uma reação à doutrina católica sobre o papel da tradição apostólica. O Concílio de Trento (século 16) declarou que a revelação especial de Deus não estava contida unicamente nas Escrituras. Foi estabelecido que a revelação especial estava contida em parte na tradição escrita (as Escrituras) e em parte na tradição oral (ou simplesmente a Tradição). O problema desta doutrina aparece no fato de que a Igreja de Roma e a Igreja Ortodoxa acreditam que a tradição oral é tão importante, e com a mesma autoridade, que as Escrituras. Em outras palavras, se afirma que as Escrituras não são inteiramente suficientes para entender a revelação especial de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Reforma Protestante, as igrejas nacionais que foram reformadas, ensinaram e afirmaram que as Escrituras eram a revelação especial de Deus, juntamente com Jesus Cristo. Deste modo, a revelação especial de Deus está formada pela palavra escrita (as Escrituras) e a palavra incarnada (Jesus Cristo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="" name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As Igrejas Reformadas (luteranas, calvinistas, presbiterianas, reformadas e anglicanas) fizeram seu o slogan, "Sola Scriptura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior dificuldade surgiu quando este slogan mudou de significado com o tempo, significando que só podíamos acreditar naquilo que estava nas Escrituras. Isto não era o que ensinavam, ou acreditavam, os Reformadores, simplesmente porque as Escrituras nem falam sobre todas as coisas ou, quando falam, nem sempre tem instruções detalhadas sobre uma questão particular. Por exemplo, o culto cristão.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que vejo hoje entre os autores cristãos, os Reformadores não eram contrários as tradições apostólicas, simplesmente acreditavam que estas deviam estar submetidas à autoridade da Palavra de Deus. Os Reformadores eram grandes conhecedores dos Pais da Igreja, da Patrística e da tradição apostólica. Não em vão, podemos encontrar numerosas citações e referências históricas nos escritos de João Calvino, Martinho Lutero, Thomas Cranmer, e tantos outros reformadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles discordavam do Magistério da Igreja Católica, mas não concordavam tampouco com a posição da interpretação livre e individual das Escrituras. De fato, isto é claramente contrário as Escrituras, se observamos que a Igreja tomava decisões doutrinárias e interpretava as Escrituras nos Concílios, como em Atos 15, e, também, podemos ver isto acontecendo na história da Igreja. Agora bem, os Reformadores eram conscientes que as decisões tomadas em concílios podiam cometer erros. Os Concílios nunca foram infalíveis, porque podem errar, e tem errado de fato, contudo se os Concílios podem errar, quanto mais pode errar uma interpretação individual.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;ARTIGO XXI – DA AUTORIDADE DOS CONCÍLIOS GERAIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os Concílios Gerais podem errar, e tem errado, ainda nas coisas pertencentes a Deus. Portanto, as coisas ordenadas por eles como necessárias para a salvação não tem nenhuma força, nem autoridade, a menos que sejam claramente ensinadas na Sagrada Escritura.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esta era a forma desenvolvida pela divina providência de Deus para governar a Igreja e, ao mesmo tempo, a Igreja tem autoridade para tomar decisões importantes para vida cristã em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;ARTIGO XX – DA AUTORIDADE DA IGREJA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A Igreja tem poder de decretar Ritos ou Cerimônias, e autoridade nas controvérsias da Fé, todavia não é lícito à Igreja ordenar coisa alguma contrária à Palavra de Deus escrita, nem expor um lugar da Escritura de modo que repugne a outro. Portanto, se bem que a Igreja seja testemunha e guarda da Escritura Sagrada, todavia, assim como não é lícito decretar coisa alguma contra ela, também não se deve obrigar a que seja acreditada coisa alguma, que nela não se encontra, como necessária para a salvação.&lt;/blockquote&gt;Um fato realmente importante é perceber como a Igreja é testemunha e guarda das Escrituras. Isto nos ajuda a entender o papel da Igreja, quando surgem tantas vozes cristãs contrárias a própria Igreja institucional, como se existissem igrejas que não são institucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja tem a autoridade para estabelecer práticas, costumes e ritos, sempre e quando não sejam contrários as Escrituras. Ao mesmo tempo, a Igreja de Jesus Cristo sempre conviveu com uma diversidade em unidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;ARTIGO XXXIV – DAS TRADIÇÕES DA IGREJA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário que as tradições e Cerimônias sejam em toda parte as mesmas, ou totalmente semelhantes; porque em todos os tempos tem sido diversas, e podem ser alteradas segundo as diversidades dos países, tempo e costumes dos homens, contanto que nada se estabeleça contrário à Palavra de Deus. Todo aquele que por seu particular juízo, com ânimo voluntário e deliberado, quebrar manifestamente as Tradições e Cerimônias da Igreja, que não são contrárias à Palavra de Deus, e se acham estabelecidas e aprovadas pela autoridade comum, (para que outros temam fazer o mesmo), deve ser publicamente repreendido, como quem ofende a ordem comum da Igreja, fere a autoridade do Magistrado, e vulnera as consciência dos irmãos débeis.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Toda a Igreja particular ou nacional tem autoridade, para ordenar, mudar e abolir as Cerimônias ou Ritos da Igreja, instituídos unicamente pela autoridade humana, contanto que tudo se faça para edificação.&lt;/blockquote&gt;Talvez, uma questão particular dos Reformadores Ingleses é que não tiveram medo de explorar mais a questão e papel da tradição na vida da Igreja, enquanto outras igrejas se dividiam em questões doutrinárias de diversas índoles, o que terminou causando mais divisões, conflitos e desentendimentos ao longo da história. Estas divisões poderiam haver sido evitadas, se se houvesse analisado mais seriamente o papel da tradição na interpretação das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anglicanismo tomou um enfoque histórico da interpretação bíblica e do Cristianismo. Portanto, a teologia, adoração e práticas estavam formadas pelas tradições da Igreja indivisível dos primeiros cinco séculos, sempre e quando estas não fossem contrárias as Sagradas Escrituras. A Reforma Inglesa - do século 16 e 17 - permitiria que os erros doutrinários, as superstições religiosas e as heresias medievais fossem rejeitadas na Igreja da Inglaterra, contudo não seria um rompimento com a Igreja histórica. A tradição ajudou a interpretar e entender as Escrituras, sendo as próprias Escrituras a suprema autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto permitiu que diversas sensibilidades pudessem conviver juntamente sob a autoridade das Escrituras e, ao mesmo tempo, que uma confissão de fé Cristã (os 39 Artigos da Religião) fosse escrita e afirmada por todos.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não em vão, os Reformadores tinham consciência de textos bíblicos, como 2 Tessalonicenses 2.15; 2 Tessalonicenses 3.6 e 1 Coríntios 2.11, que ensinavam que era importante considerar os ensinos dos apóstolos (Atos 2.42; Judas 3) que haviam sido transmitidos de geração a geração pela Igreja e, ao mesmo tempo, precisavam analisa-los a luz das Escrituras. Deste modo, não tomariam posições errôneas como a Igreja de Roma, onde acreditam que a Santa Tradição e as Escrituras tinham a mesma autoridade, ou erros modernos onde pastores interpretam livremente as Escrituras sem ter nenhuma consideração a fatores históricos, hermenêuticos ou exegéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de contas, se a Igreja sempre ensinou uma mesma doutrina cristã, em todo lugar e em todo tempo, sendo esta fundamentada nas Escrituras, então podemos afirmar sendo correta a luz das Escrituras, porque a fé Cristã não muda, como Jesus Cristo não muda (Hebreus 13.7-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, vivemos em um tempo, onde as pessoas estão desejosas de novidades e da última "revelação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anglicanismo sempre entendeu a questão da tradição, da mesma forma que os outros Reformadores continentais. Talvez, a maior diferença se encontre no fato de que os Anglicanos refletiram e escreveram sem preconceito sobre esta questão, o que permitiu que tivessem uma posição de maduridade espiritual e profunda reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto atual, a tradição, submetida as Escrituras, nos ajuda a perceber que a Igreja não nasceu ontem e, ao mesmo tempo, nos chama a ser humildes diante do fato de que temos muito a aprender daqueles que andaram antes de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, não seremos como aqueles que são levados pelas novas correntes de doutrina ou pensamento. "&lt;i&gt;Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente&lt;/i&gt;" (Efésios 4.14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição nos lembra a seguir fielmente o conselho do apóstolo Paulo a Tito, "&lt;i&gt;Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes&lt;/i&gt;" (Tito 1.9), porque ela não enfraquece as Escrituras, pelo contrário nos ajuda a entender e viver as Escrituras, como a Igreja entendeu e viveu as Escrituras nos últimos 2.000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, deste modo, seremos capazes de manter a unidade e a fé que recebemos daqueles que viveram antes de nós. A mesma fé que foi pregada, ensinada e vivida na igreja primitiva. Assim, seremos parte da Igreja una, santa, católica e apostólica, tendo um mesmo sentir uns com os outros e com a Igreja Cristã, "&lt;i&gt;Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer&lt;/i&gt;" (1 Coríntios 1.10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito, como era no princípio, é agora, e sempre será. Amém.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="background-color: white; color: #999999; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.6; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.5em;"&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt;&lt;span class="post-author vcard" style="margin-left: 0px; margin-right: 1em;"&gt;Por&amp;nbsp;&lt;span class="fn"&gt;Josep Rossello&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt;&lt;span class="post-author vcard" style="margin-left: 0px; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="fn"&gt;Extraído do blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cafecomobispo.blogspot.com/2011/09/tradicao-uma-palavra-maldita.html#more" style="line-height: 1.6;"&gt;http://cafecomobispo.blogspot.com/2011/09/tradicao-uma-palavra-maldita.html#more&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-6429105905402310581?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/6429105905402310581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tradicao-uma-palavra-maldita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6429105905402310581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/6429105905402310581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/tradicao-uma-palavra-maldita.html' title='A Tradição, uma palavra maldita'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-2763078950161533488</id><published>2011-12-25T07:13:00.001-08:00</published><updated>2011-12-25T07:13:48.374-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>O Debate sobre o Batismo com o Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="Standard" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Quotations" style="text-align: justify;"&gt;Por: &lt;em&gt;Rev. Augustus Nicodemus Lopes* &lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="Quotations"&gt;(Para visualizar os caracteres gregos no corpo do artigo é necessário copiar e instalar a fonte SGREEK) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate na Igreja brasileira sobre o batismo com o Espírito Santo tem sido às vezes conduzido em torno das figuras do (já falecido) Dr. Martyn Lloyd-Jones e do Dr. John Stott.1 Mais particularmente, o debate tem girado em torno das suas interpretações da conhecida passagem de Paulo em 1 Coríntios 12.13, Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.2 A passagem é crucial para o debate, já que é a única, fora dos Evangelhos e de Atos, que traz juntas palavras como "todos", "Espírito", "batizar", "corpo", e "beber". Alguns defensores do batismo com o Espírito Santo como uma experiência distinta da conversão, referem-se ao Dr. Lloyd-Jones como exemplo de um teólogo reformado e puritano que defende essa posição. Os do campo contrário, referem-se ao Dr. Stott como um teólogo de renome mundial que sustenta ser o batismo com o Espírito Santo idêntico à conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas observações iniciais sobre esta realidade. Primeira, o debate sobre o batismo com o Espírito Santo tem encontrado muito mais participantes ilustres do que apenas Lloyd-Jones e Stott. Existem muitos livros e artigos defendendo uma e outra posição, escritos por teólogos conhecidos e de diferentes persuasões teológicas. O fato de que, no Brasil, esta polêmica desenvolve-se em torno dos nomes de Lloyd-Jones e de Stott deve-se ao simples fato de que ambos tiveram suas obras traduzidas para o português, e outros não. E a segunda observação decorre deste último ponto: a doutrina do batismo com o Espírito Santo não é a principal ênfase dos ministérios de Lloyd-Jones e Stott.3 Ambos falaram e escreveram sobre muitos outros assuntos. Mas o fato é que, no Brasil, por falta de autores nacionais que escrevam claramente sobre o assunto, e que tomem uma posição definida, e também por causa das poucas traduções em português de livros sobre o tema, o debate desenvolveu-se mesmo em torno desses dois nomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é importante lembrar que esses dois importantes líderes não se envolveram pessoalmente em disputa pública sobre esse ponto específico. São alguns de entre os seus seguidores e admiradores que têm usado seus escritos para debater as diferenças que a discussão moderna sobre o assunto tem levantado. Lloyd-Jones e Stott, na verdade, estiveram envolvidos em outro tipo de polêmica, mais especificamente com relação a eclesiologia, e a unidade dos evangélicos. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo então da inevitável realidade de que teremos de lidar com Lloyd-Jones e Stott ao nos referirmos à questão do batismo com o Espírito Santo em um artigo destinado a pastores e líderes brasileiros, tentaremos aqui dar uma colaboração ao debate através de uma apresentação e análise da posição de ambos, particularmente à luz da maneira como interpretam 1 Co 12.13. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- LLOYD-JONES E 1 CO 12.13 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar com Martyn Lloyd-Jones, por uma questão de cronologia. Sua opinião sobre o batismo com o Espírito Santo, e sua interpretação de 1 Co 12.13, podem ser encontradas em três de suas obras principais. Primeiro, em God’s Ultimate Purpose, o primeiro volume de sua famosa série de sermões na carta aos Efésios, pregados nos anos 1954-1955, durante seu ministério na Capela de Westminster, Londres.5 Ele expõe Efésios 1.13 em seis capítulos, quando então aborda o tema do batismo com o Espírito Santo.6 Segundo, no volume da sua série em Romanos, entitulado The Sons of God, onde ele expõe Romanos 8.5-17.7 Esse volume contém os sermões pregados em Romanos durante os anos 1960-1961, dos quais oito tratam de Rm 8.16, uma passagem que, segundo Lloyd-Jones, refere-se ao batismo com o Espírito Santo.8 Por fim, em seu livro Joy Unspeakable, publicado em 1984, que é a transcrição de vinte e quatro sermões pregados em 1964 na Capela de Westminster, Inglaterra, numa série em João 1.26-33.9 Nesta obra, Lloyd-Jones trata de forma detalhada da sua posição sobre o batismo com o Espírito Santo, e de 1 Co 12.13.10 Procuraremos resumir, partindo destas fontes, a sua interpretação da passagem.11 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O CONTEXTO DO ENSINO DE LLOYD-JONES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos estar conscientes do contexto em que Lloyd-Jones aborda esse assunto. Ele estava reagindo a duas tendências de sua época, as quais considerava perniciosas para a vida da Igreja. Em primeiro lugar, contra o nascente movimento de "línguas", em Londres, cujos proponentes reivindicavam terem sido "batizados com o Espírito", e colocavam a ênfase maior no dom de línguas. Lloyd-Jones freqüentemente adverte contra os perigos do fanatismo, misticismo, e abusos nesta área,12 fato que às vezes tem sido esquecido por alguns que usam seus escritos para promover conceitos e práticas carismáticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lloyd-Jones enfrentava ao mesmo tempo um tipo de ensino aparentemente ortodoxo que ele considerava ainda mais pernicioso à vida da Igreja do que os excessos dos carismáticos. Basta que leiamos os capítulos 21—25 do seu livro God’s Ultimate Purpose para verificarmos que, na maioria das vezes, ele está reagindo, não aos excessos do movimento carismático nascente, mas ao tipo de ensino que dizia que os crentes já tinham recebido tudo por ocasião da sua conversão, e que não mais precisavam buscar a plenitude do Espírito ou um nível maior de vida espiritual.13 Era esse Cristianismo antiemocional e intelectualista que prevalecia nas Igrejas evangélicas da Inglaterra. Para muitos pastores e estudiosos daquela época, todos os crentes já haviam recebido tudo do Espírito na sua conversão, e o que restava era irem se apropriando destes benefícios gradativamente, na vida cristã.14 Para eles, quase todos os aspectos da obra redentora e santificadora do Espírito Santo ocorriam num âmbito não "experienciável",15 e atividades do Espírito como o "selo" (Ef 1.13) e o "testemunho ao nosso espírito" (Rm 8.16) eram encarados como se processando em um nível intelectual, ou acima da nossa capacidade de sentir ou experimentar. Outros ensinavam que todas estas coisas eram para ser tomadas "pela fé", independentemente dos sentimentos ou das emoções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lloyd-Jones, esse tipo de ensino era responsável em grande parte pelo fato de a maioria dos cristãos na Europa desconhecerem um Cristianismo vigoroso, "experienciável", e de praticarem uma religião fria, sem emoções, e destituída de vigor e vida. Como pastor de formação puritana, Lloyd-Jones reagiu fortemente a esse tipo de ensino que acabava por negar o caráter "experienciável" da fé em Cristo, e o lugar das emoções na experiência cristã. Mas, o seu maior conflito com esses teólogos era que tal ensinamento, na sua opinião, não deixava lugar para reavivamentos espirituais, para novos derramamentos do Espírito sobre a Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, ele abordou o assunto do batismo com o Espírito Santo muito mais em reação à frieza espiritual da sua época, do que em reação ao movimento carismático, que estava apenas em seus inícios naqueles dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O SELO DO ESPÍRITO E O BATISMO COM O ESPÍRITO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao expor Ef 1.13, fostes selados com o Santo Espírito da promessa, Lloyd-Jones segue a interpretação de alguns teólogos Puritanos (Thomas Goodwin, John Owen, Charles Simeon, Richard Sibbes), e do famoso Charles Hodge de Princeton, que defendiam que esse "selo" não é a mesma coisa que a conversão, e pode ocorrer depois.16 A principal ênfase de Lloyd-Jones em sua exposição da passagem é que esse "selo" é algo que pode ser experimentado, sentido e identificado pelos crentes, e que não se trata de algo que já ocorreu automaticamente com todos eles na sua conversão. Como demonstração, ele menciona experiências de personagens famosos na História da Igreja, como John Flavel, Jonathan Edwards, D. L. Moody, Christmas Evans, George Whitefield e John Wesley.17 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma experiência, diz Lloyd-Jones, e não de um processo. Assim, é algo que deve ser buscado por cada um.18 Também não devemos confundir o "selo" com a plenitude do Espírito, e nem com a santificação;19 o "selo" também não é algo a ser "apropriado pela fé", como ensinam alguns pregadores e escritores:20 ele funciona como uma autenticação de Deus de que de fato pertencemos a ele, algo semelhante ao ocorrido com o Senhor Jesus quando foi batizado (comparar Jo 1.32-34 com 5.27).21 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lloyd-Jones identifica esse "selar" do Espírito com o "batismo" do Espírito, experimentado pelos apóstolos no dia de Pentecostes, e ainda pelos samaritanos, Cornélio e sua casa, e os discípulos de João Batista em Éfeso.22 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O TESTEMUNHO DO ESPÍRITO E O BATISMO COM O ESPÍRITO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua exposição de Romanos 8.16, Lloyd-Jones afirma que o testemunho do Espírito ao nosso próprio espírito é mais do que o resultado de um processo racional, pelo qual o crente chega à certeza da salvação. Segundo ele, trata-se de uma certeza dada de forma imediata (sem o uso de meios) pelo Espírito, diretamente à nossa consciência. Portanto, é algo da mesma ordem que o "selo" ou batismo com o Espírito.23 É algo distinto da conversão, que ocorre após a mesma, às vezes em um intervalo de tempo extremamente breve.24 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 1 CORÍNTIOS 12:13 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lloyd-Jones está consciente de que alguns apelarão para 1 Co 12.13 para contradizer seu ponto de vista. Para ele, a passagem ensina de fato que o Espírito Santo batiza o crente, colocando-o no corpo de Cristo que é a Igreja, e que isto ocorre na conversão, e que, portanto, todos os cristãos já foram objeto desta atividade do Espírito. Porém, ele argumenta, esse "batismo" de 1 Co 12.13 não é o mesmo "batismo" ou "selo" do Espírito mencionado nos Evangelhos e em Atos. O que ocorre é que a palavra "batismo" é empregada no Novo Testamento com vários sentidos diferentes.25 Para ele, o batismo pelo Espírito em 1 Co 12.13 significa o ato pelo qual o Espírito nos incorpora à Igreja, e que portanto é idêntico à conversão, ao passo que, nos Evangelhos, e principalmente em Atos, o batismo com o Espírito refere-se a uma experiência pós-conversão, confirmatória e autenticadora em sua essência.26 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lloyd-Jones argumenta que uma das diferenças decisivas entre 1 Co 12.13 e as passagens em Atos sobre o batismo com o Espírito Santo, é quanto ao agente do batismo, ou seja, a pessoa que batiza. Ele acredita que na expressão e)n e(ni/ pneu/mati h(mei=j pa/ntej ei)j e(\\\\\\\\n sw=ma e)bapti/sqhmen a preposição e)n tem força instrumental, e que deve, portanto, ser traduzida "por um só Espírito", e não "em um só Espírito". Ele argumenta que "por" é a tradução da maioria das versões em Inglês, e que a preposição e)n ocorre em várias outras ocasiões no Novo Testamento com a mesma força instrumental (ele cita Mt 7.6; 26.52; Lc 1.51; Rm 5.9). Ele cita ainda várias outras autoridades na área de exegese que mantém esta opinião.27 Ele conclui que, em 1 Co 12.13, é o Espírito quem nos batiza no corpo de Cristo. Nas demais passagens, o agente é o Senhor Jesus, o que é algo muito diferente. A confusão existe pelo fato de que a mesma palavra "batismo" é usada.28 Em 1 Co 12.13 ela se refere à conversão, mas nas demais passagens, a uma experiência posterior à conversão, e portanto, distinta da mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ERA LLOYD-JONES UM CARISMÁTICO? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, para Lloyd-Jones, o batismo com o Espírito Santo é uma experiência na qual o Espírito concede ao crente plena certeza de fé, e que deve ser identificada com o selo e o testemunho do Espírito mencionados por Paulo. Esta experiência resulta em poder e ousadia, que por sua vez, capacitam o crente a testemunhar eficazmente de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente importante notar que o pensamento de Lloyd-Jones sobre o selo ou batismo do Espírito, é essencialmente diferente da posição pentecostal clássica, e da posição neopentecostal. Lloyd-Jones não vê nenhuma evidência bíblica de que esta experiência deva ser acompanhada pelo falar em línguas e pelo profetizar, ou por qualquer outra manifestação extraordinária. Na verdade, ele chama a atenção para o fato de que muitos dos dons que foram concedidos no início da Igreja Cristã não haviam sido mais concedidos no desenrolar desta mesma história. Ele aponta para o fato de que nenhum dos grandes nomes da História da Igreja, conhecidos como tendo passado por experiências profundas com o Espírito (que ele considera como tendo sido esse "selar" ou "batizar" do Espírito) terem manifestado dons como línguas, profecia, ou milagres. Para Lloyd-Jones, o ponto essencial desta experiência também não é a capacitação de poder, como enfatizado em círculos pentecostais e carismáticos, mas a certeza dada de forma direta, pelo Espírito, de que somos filhos de Deus.29 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já mecionamos, ao mesmo tempo em que estava reagindo contra o Cristianismo frio e árido de sua época, Lloyd-Jones também estava em combate contra várias ênfases do nascente movimento carismático. Talvez o único ponto em que ele estivesse em acordo com eles é que o "selo" (batismo) do Espírito é algo distinto da conversão, e que ocorre após a mesma.30 As diferenças quanto ao propósito e às evidências deste evento são por demais distintas das convicções pentecostais-carismáticas, para que venhamos a classificar Lloyd-Jones como um carismático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- STOTT E 1 CORÍNTIOS12.13 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos agora para a opinião de John Stott. Conhecido pregador e escritor, Stott é ministro da Igreja Anglicana da Inglaterra. Em 1964 ele fez uma série de estudos numa conferência para líderes evangélicos sobre a obra do Espírito Santo, os dons espirituais, e especialmente, sobre o batismo com o Espírito Santo. Estas palestras foram uma reação de Stott ao crescente Pentecostalismo dentro da sua própria paróquia.31 As palestras vieram ao grande público em 1966, num livrete intitulado The Baptism and Fullness of the Holy Spirit,32 após os sermões de Lloyd-Jones sobre o assunto já terem sido impressos. Dez anos após Stott publicou uma segunda edição, entitulada Baptism &amp;amp; Fullness: The Work of the Holy Spirit Today,33 onde ampliou algumas partes que precisavam de mais clareza e fundamentação, sem, entretanto, alterar seus pontos de vista.34 Esta obra foi traduzida e publicada em Português em 1986, como Batismo e Plenitude do Espírito Santo.35 Nela, Stott trata dos principais aspectos da obra do Espírito relacionados com a polêmica moderna, tais como a promessa do Espírito, o batismo do Espírito, a plenitude, o fruto e os dons do Espírito. Procuraremos nos concentrar na sua interpretação de 1 Co 12.13. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- UMA EXPERIÊNCIA INICIATÓRIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stott argumenta que a expressão "batismo com o Espírito Santo", que ocorre sete vezes no Novo Testamento, é equivalente à expressão "o dom do Espírito Santo" que ocorre em At 2.38, e refere-se à experiência iniciatória da qual participam todos os que se tornam cristãos.36 O próprio conceito de "batismo com água" é iniciatório, como sendo o ritual público de introdução na Igreja, e está intimamente associado ao batismo com o Espírito Santo, como sugere At 10.47, 11.16 e 19.2-3.37 Ele argumenta que a linguagem empregada por Paulo para descrever a experiência cristã com o Espírito, como "estar no Espírito", "ter o Espírito", "viver pelo Espírito", e "ser guiado pelo Espírito", é aplicada nas cartas do apóstolo a todos os cristãos, indistintamente, até mesmo para os recém convertidos, a partir do momento em que se tornam cristãos. O Novo Testamento, continua Stott, presume que Deus tem dado o Espírito a todos os cristãos, cf. Rm 8.9; Gl 5.25; Rm 8.14.38 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das sete vezes em que a expressão "ser batizado com o Espírito Santo" ocorre no Novo Testamento, somente uma vez é fora dos Evangelhos e de Atos (ou seja, em 1Co 12.13). Stott lembra que, nos Evangelhos, a expressão aparece quatro vezes nos lábios de João Batista, ao descrever o ministério do Senhor Jesus, "ele vos batizará com o Espírito Santo" (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Em Atos, uma vez é aplicada pelo Senhor a Pentecostes (At 1.5), e outra é aplicada por Pedro à conversão de Cornélio, citando as palavras do Senhor Jesus (At 11.16). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sétima vez é em 1 Co 12.13, Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Stott contesta que, aqui, Paulo esteja se referindo ao Dia de Pentecoste, já que nem ele, nem os coríntios, participaram daquele evento histórico. Paulo está se referindo à participação nas bênçãos que Pentecoste tornou possível aos cristãos. Ele e os coríntios tinham recebido o Espírito Santo; aliás, para usar a terminologia de Paulo, tinham sido "batizados" com o Espírito Santo, e tinham "bebido" deste mesmo Espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stott aponta para o fato de Paulo estar enfatizando a unidade no Espírito no contexto da passagem, em contraste deliberado à variedade dos dons espirituais, assunto que o apóstolo havia discutido na primeira parte de 1 Co 12. Esse ponto é evidente pela repetição da palavra "todos" (todos...foram batizados, todos...beberam) e da expressão "um só" (um só Espírito... em um só corpo... de um só Espírito). O que Paulo está fazendo aqui, afirma Stott, é sublinhar aquela experiência com o Espírito Santo que todos os cristãos têm em comum. Esta é a diferença entre "o dom do Espírito" (quer dizer, o próprio Espírito Santo), e "os dons do Espírito" (isto é, os dons espirituais que ele distribui). Neste capítulo Paulo emprega várias vezes uma terminologia onde a unidade dos cristãos é destacada, cf. 12.4,8,9,11,13. O clímax é 12.13, onde o apóstolo afirma que em um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo. A expressão de Paulo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres, bem pode ser uma alusão a "toda a carne" mencionada na profecia de Joel. Stott conclui que o batismo com o Espírito Santo não é uma segunda experiência, nem uma experiência subseqüente desfrutada somente por alguns cristãos, mas a experiência inicial desfrutada por todos.39 Ou seja, o batismo com o Espírito é o mesmo que conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu recente comentário em Atos, Stott procura deixar claro que não nega que haja experiências mais profundas e mais ricas após a conversão. Porém, ele rejeita a idéia de que tais coisas possam ser chamadas de "batismo com o Espírito", uma terminologia que ele reserva apenas para a conversão, a obra inicial do Espírito no crente.40 É importante notar que, para ele, as passagens nos Evangelhos e em Atos devem ser interpretadas à luz da passagem de Corintios, e portanto, devem se referir à conversão, quando o crente recebe tudo o que lhe é dado receber do Espírito. É sintomático que no seu livro Baptism &amp;amp; Fullness não exista nem uma palavra sobre reavivamento espiritual. Stott aparentemente não nega a possibilidade da ocorrência de um reavivamento em nossos dias, mas certamente não é um dos seus proponentes mais entusiastas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BATISMO "PELO", "COM", OU "NO" ESPÍRITO? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, Stott passa a responder às objeções que geralmente são levantadas contra sua interpretação de 1 Co 12.13. Inicialmente, ele aborda o argumento de que as outras seis passagens, que se referem ao "batismo com o Espírito Santo", tratam do batismo feito por Jesus em, ou com, o Espírito Santo, enquanto que 1 Co 12.13 trata do batismo realizado pelo Espírito no corpo de Cristo, algo completamente diferente. Os defensores desta posição, esclarece Stott, concordam que o Espírito Santo batizou a todos os crentes no corpo de Cristo, mas isto não prova, para eles, que Cristo batizou a todos com o Espírito Santo. Stott afirma que esse tipo de argumentação é um exemplo de se tentar defender o indefensável, e passa, então, a refutá-la como se segue.41 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as sete ocorrências da frase, a idéia de batismo é expressa pelas mesmas palavras gregas bapti/zw, e)n, pneu=ma, e portanto, a priori, deve ser entendida como se referindo à mesma experiência de batismo. Esta é uma regra sadia de interpretação, diz Stott, e cabe aos que pensam o contrário apresentar provas de que ela não se aplica aqui. A interpretação natural é que Paulo estaria em 1 Co 12.13 ecoando as palavras de João Batista, como Jesus e Pedro haviam feito antes dele (At 1.15; 11.16). É estranho tomar Jesus como o batizador nas seis primeiras passagens, e então, na sétima, tomar o Espírito como sendo o batizador, já que as expressões são idênticas. A preposição grega em 12.13 é e)n, como nos demais versículos, onde é traduzida como "com". Por quê, pergunta Stott, deveria ser traduzida diferentemente?42 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OS QUATRO ELEMENTOS DE TODO BATISMO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então defende esse ponto com o argumento de que em qualquer tipo de batismo existem quatro partes: (1) o sujeito, que é o batizador, (2) o objeto, que é a pessoa sendo batizada, (3) o elemento em, ou no qual a pessoa é batizada, e (4) o propósito com o qual o batismo é realizado. Como exemplo, ele cita o "batismo" dos israelitas no Mar Vermelho (cf. 1 Co 10.1-2). Deus foi o batizador, os israelitas foram os batizandos, o elemento em que foram batizados foi água, ou vapor que caia das nuvens, e o propósito é indicado pela expressão "batizados em Moisés", isto é, para um relacionamento com Moisés como o líder apontado por Deus. O batismo de João, igualmente, tem quatro partes: João (o sujeito) batizou as multidões que vinham de Jerusalém e regiões circunvizinhas (os batizandos) nas (e)n) águas do Rio Jordão (elemento) para (ei)j) arrependimento e, portanto, remissão de pecados, cf. Mt 3.5,11. O batismo cristão é similar, continua Stott. O pastor (sujeito) batiza o candidato (objeto) na, ou com, água (elemento), e o batismo é ei)j, "para" o nome da Trindade, ou mais especificamente, para o nome de Cristo (Mt 28.19; At 8.16). O batismo do Espírito não é exceção a esta regra, conclui Stott. Se colocarmos as sete referências juntas, verificaremos que Jesus Cristo é o batizador (sujeito), todos os crentes (1 Co 12.13) são os batizandos (objeto), o Espírito Santo é o "elemento" com o qual (e)n ) somos batizados, e o propósito (ei)j) é a incorporação do crente no corpo de Cristo.43 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stott reconhece que alguém poderia objetar que estas quatro partes não aparecem claramente em todos as sete passagens mencionadas. Por exemplo, o sujeito (o batizador) não aparece em 1 Co 12.13. Para Stott, isto não é problema: Jesus Cristo é o batizador implícito da passagem, assim como também em At 1.5 e 11.16. Ele não é mencionado porque nestas passagens o verbo "batizar" está na voz passiva, e a ênfase recai sobre as pessoas sendo batizadas, enquanto que o sujeito da ação recua para os bastidores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda argumenta que, se o Espírito é quem batiza em 1 Co 12.13, então, onde está o elemento com o qual ele batiza? Stott considera a falta de resposta a esta pergunta como sendo conclusiva de que sua interpretação é a correta, já que a metáfora do batismo requer um elemento. De outra forma, "batismo não é batismo".44 Ele conclui que 1 Co 12.13 refere-se a Cristo batizando com o Espírito Santo, e nos fazendo beber do Espírito, e que "todos nós" temos participado desta bênção (cf. Jo 7.37-39). Esta conclusão é reforçada pelo tempo dos dois verbos, "batizar" e "beber", ambos no aoristo, e que se referem, não a Pentecoste, mas à bênção pessoal recebida pelos cristãos em sua conversão.45 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- UMA AVALIAÇÃO CRÍTICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro abaixo poderá nos ajudar a visualizar o pensamento destes dois eminentes servos de Deus sobre 1 Co 12.13. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- EM QUE LLOYD-JONES E STOTT CONCORDAM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há diferença entre eles quanto aos batizandos (aqueles sendo batizados) de 1 Co 12.13, e nem de fato deveria haver. Com a expressão todos nós Paulo se refere aos crentes em geral, e não somente a si mesmo e aos coríntios. Paulo está descrevendo na passagem uma experiência que une todos os cristãos, independente de raça, sexo, ou status social, e que isto o apóstolo faz porque seu objetivo, na segunda parte de 1 Co 12, é enfatizar a unidade dos cristãos, em contraste com a diversidade dos seus dons. Colocado dentro desta perspectiva, fica pouca dúvida de que 12.13 esteja se referindo a uma experiência na qual todos os cristãos participam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, o propósito deste batismo é claramente indicado pela preposição ei)j.46 Ou seja, "colocar" o crente no corpo, que é a Igreja. Ambos concordam que esse é o alvo do batismo na passagem, e portanto, também concordam que o batismo mencionado é o mesmo que a conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- EM QUE LLOYD-JONES E STOTT DIFEREM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução de e)n &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, analisemos a tradução da preposição e)n e a sua relação com o batizador, ou o agente do batismo. Não é fácil decidir sobre quem está certo, se Lloyd-Jones com a tradução "por", ou se Stott, com a tradução "com" ou "em". Todas são gramaticalmente possíveis. A decisão, finalmente, não será uma questão de gramática ou sintaxe, mas de teologia, das pressuposições teológicas que cada exegeta traz consigo ao analisar a passagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor da tradução "por um só Espírito" (Lloyd-Jones) está o fato de que esta é a tradução adotada pela maioria das traduções nas línguas modernas.47 Contra, está o fato de que esta tradução faz com que a passagem seja a única no Novo Testamento a fazer do Espírito Santo o agente do batismo, e não o elemento com o qual o crente é batizado. Mas, para Lloyd-Jones, isto não é dificuldade, pois o batismo "pelo" Espírito é de fato distinto do batismo "com" ou "no" Espírito. E esta é a pressuposição com a qual ele se aproxima de 1 Co 12.13, ou seja, que o batismo com o Espírito mencionado nos Evangelhos e no livro de Atos é uma experiência distinta da conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor de Stott está o fato de que, nas demais ocorrências da expressão, a preposição pode ser traduzida por "com" ou "no" Espírito. Ao analisar 1 Co 12.13 à luz das seis outras ocorrências da expressão "ser batizado com o Espírito Santo", Stott utiliza-se de um princípio sadio e sólido de exegese bíblica: uma passagem da Escritura deve ser interpretada à luz de outras passagens que tratem do mesmo tema. Contra sua interpretação está o fato de que, em última análise, sua posição exige que a conversão dos apóstolos, dos samaritanos e dos discípulos de João Batista, narradas em Atos, tenha ocorrido na mesma ocasião em que foram batizados com o Espírito. Esta posição é insustentável, do nosso ponto de vista, já que, pelo menos no caso dos apóstolos, é evidente que eles já eram regenerados quando foram batizados com o Espírito Santo. Porém, se considerarmos as experiências de Atos como exceções, o caso muda de figura. É isto que Stott eventualmente faz.48 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A RELAÇÃO ENTRE 1 CO 12.13 E AS EXPERIÊNCIAS NO LIVRO DE ATOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, ambos divergem com respeito à relação entre 1 Co 12.13 e as demais passagens paralelas nos Evangelhos e Atos. Como vimos, Lloyd-Jones sustenta que se tratam de experiências diferentes: em 1 Coríntios "batismo pelo Espírito" se refere à conversão, enquanto que, em Atos, "batismo com o Espírito" se refere a uma experiência de confirmação e autenticação. Por outro lado, Stott afirma que em 1 Coríntios e em Atos, a expressão designa a mesma coisa, ou seja, conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos entrar de forma profunda aqui neste artigo na questão do batismo com o Espírito Santo nos Evangelhos e no livro de Atos, mas podemos no mínimo afirmar que, em alguns dos casos narrados em Atos, o batismo com o Espírito ocorreu com pessoas que já eram crentes, como os discípulos em Pentecostes (At 2.1-4; cf. Jo 13.10; 15.3; Lc 10.20), e provavelmente os samaritanos (At 8.14-18; cf. 8.12). Somente em uma ocasião o batismo com o Espírito ocorreu claramente ao mesmo tempo que a conversão, que foi durante a pregação de Pedro na casa de Cornélio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudiosos têm tirado conclusões diferentes destes fatos. Lloyd-Jones, como vimos, conclui que tais fatos estabelecem a norma e a terminologia para todas as épocas da Igreja. Contudo, parece-nos que as experiências narradas em Atos são melhor entendidas à luz do contexto histórico em que ocorreram, à luz daquele período especial de transição, em que o Evangelho estava se universalizando, passando dos judeus para os gentios, um processo onde era necessário que manifestações extraordinárias acompanhassem os diferentes estágios desta transição, como uma forma de autenticação das mesmas. Esta é a convicção de Stott. Entendemos que MacArthur expressa bem esse ponto de vista, ao escrever o seguinte sobre a experiência dos samaritanos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aqueles crentes em particular tiveram de esperar pelo Espírito Santo, mas não lhes foi dito que deviam buscá-lo. O propósito daquela exceção era demonstrar aos apóstolos, e fazer ouvir entre os crentes judeus em geral, que o mesmo Espírito que havia batizado e enchido os crentes judeus, agora havia feito o mesmo com os crentes samaritanos, exatamente como, em pouco tempo, Pedro e outros judeus crentes, haveriam de ser enviados como testemunhas à casa de Cornélio, do fato de que "o Espírito havia também sido derramado sobre os gentios" (At 10.44-45).49 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendemos que as experiências narradas em Atos, onde houve um intervalo entre conversão e batismo com o Espírito, sejam a norma para as demais etapas da Igreja de Cristo, após o período de transição ter-se completado, e nem que a terminologia "batismo com o Espírito" deva ser usada para experiências posteriores à conversão. Se tivéssemos de tomar algum evento como normativo, tomaríamos a experiência dos três mil no dia de Pentecostes, que num mesmo evento se converteram, receberam o Espírito, e foram batizados com aquele mesmo Espírito (cf. At 2.38). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me, concluindo, que a dificuldade com a posição de Lloyd-Jones é essencialmente uma questão de terminologia. Creio que ele está correto em sua tese fundamental. Ou seja, que a plenitude das bênçãos espirituais que recebemos em nossa conversão não esvaziam, necessariamente, a possibilidade de termos experiências espirituais profundas após a mesma, que envolvam o crente como um todo, que atinjam as suas emoções e transformem a sua vida, que o conduzam a níveis ainda mais elevados de vida cristã. A História Eclesiástica demonstra eloqüentemente a possibilidade destas experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não estou convencido de que possamos usar a terminologia do "batismo com o Espírito Santo" para designá-las. Esta terminologia, na minha opinião, foi utilizada para expressar no início da Igreja os eventos únicos relacionados com as etapas da universalização do Reino, relatos esses expostos no livro de Atos. À parte do que está narrado no livro de Atos, as Escrituras não aparentam reconhecer qualquer intervalo entre a conversão e o batismo com o Espírito Santo. Assim, a expressão é corretamente empregada hoje para designar a experiência universal de todos os crentes, ao receberem a Cristo pela fé em seus corações. Ao mesmo tempo, é de se lamentar profundamente que, ao reagir contra os abusos e exageros de muitos que professam ter recebido um "batismo com o Espírito", vários estudiosos conservadores tenham adotado uma posição onde há pouco, ou nenhum, lugar para novos derramamentos do Espírito, para reavivamentos e experiências espirituais profundas e ricas com Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Por exemplo, em 1994 um Presbitério da Igreja Presbiteriana do Brasil encaminhou uma consulta ao Supremo Concílio, onde perguntava: "O batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder para o serviço (como defende o teólogo D. Martyn Lloyd-Jones), ou é algo que todo cristão recebe uma única vez no momento de sua conversão (como defende o teólogo John Stott)?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 As citações bíblicas são da versão Almeida Revista e Atualizada, salvo onde indicado diferentemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Lloyd-Jones só tratou deste assunto ao se deparar, no decorrer de suas mensagens em série sobre um livro da Bíblia, com uma passagem diretamente relacionada com o tema, como por exemplo, Ef 1.13 e Rm 8.16. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 As diferenças entre ambos chegaram a um ponto crítico em 1966, durante o culto de abertura da Evangelical Alliance, em Londres. Lloyd-Jones era o conferencista principal, e Stott era o chairman do evento. A diferença se deu após a mensagem de abertura de Lloyd-Jones, quando Stott publicamente repudiou a sua sugestão de se formar uma nova união de evangélicos. Veja os detalhes em Iain Murray, David Martyn Lloyd-Jones: The Fight of Faith 1939-1981 (Edinburgo: Banner of Truth, 1990) 522-7. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 D. Martyn Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose: An Exposition of Ephesians 1.1 to 23 (Grand Rapids: Baker Book House, 1978; reimpressão, 1979). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose, 243-300. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 D. Martyn Lloyd-Jones, Romans: An Exposition of Chapter 8.5-17: The Sons of God (Grand Rapids: Zondervan, 1974; oitava reimpressão, 1982). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 Lloyd-Jones, The Sons of God, 285-399. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 D. Martyn Lloyd-Jones, Joy Unspeakable: Power &amp;amp; Renewal in the Holy Spirit ( Illinois: Harold Shaw Publishers, 1984) 13. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Os demais sermões da série foram publicados no livro Prove All Things (Londres: Kingsway, 1985), onde Lloyd-Jones apresenta os critérios bíblicos através dos quais podemos avaliar as manifestações espirituais quanto à sua autenticidade. No Brasil, Joy Unspeakable tem recebido muito mais ênfase, enquanto que Prove All Things, que é o seu complemento indispensável, é praticamente desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 Para uma exposição e análise do ensino de Lloyd-Jones sobre o batismo com o Espírito Santo, ver Michael A. Eaton, Baptism with the Spirit: The Teaching of Dr. Martyn Lloyd-Jones (London: Intervarsity Press, 1989). Também, Murray, Lloyd-Jones, 483-92. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 Ver, por exemplo, Prove All Things, 47-49; 57-59; 85, 95-97; etc. Também, ver Joy Unspeakable, 18. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 Murray, Lloyd-Jones, 486. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 Estas idéias haviam sido defendidas particularmente por Stott em seu livro Baptism and Fullness of the Spirit (ver adiante nota 50). Lloyd-Jones havia lido e anotado esta obra, antes de pregar a séries de mensagens que deram origem ao livro Joy Unspeakable. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 Emprego esse neologismo "experienciável" na tentativa de melhor expressar o sentido da palavra inglesa "experimental". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose, 248-49, 283. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Ibid., 275-8. Veja também, Lloyd-Jones, The Sons of God, 315-323 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose, 248-50, 267-8. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Ibid., 261-3. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 Ibid., 294-5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 Ibid., 246-7; ver ainda p. 265. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 Ibid., 249, 264, 274. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 Lloyd-Jones, The Sons of God, 296-300. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 Ibid., 310. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 Cf. Lc 12.50. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose, 267-68. Ver ainda The Sons of God, 314; Joy Unspeakable, 173-9. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 Lloyd-Jones, Joy Unspeakable, 174-6. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 Lloyd-Jones, The Sons of God, 314-5; Joy Unspeakable, 177 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 Lloyd-Jones, God’s Ultimate Purpose, 280-2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 Mas, mesmo assim, Lloyd-Jones deixa claro que o intervalo de tempo entre as duas coisas pode ser extremamente curto, cf. Ibid., 253-4. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 Estes eventos se encontram narrados em Murray, Lloyd-Jones, 485. Embora essa biografia seja sobre Lloyd-Jones, Murray narra em detalhes fatos relacionados com as principais figuras evangélicas da Inglaterra envolvidas com o seu ministério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 John R. W. Stott, The Baptism and Fullness of the Holy Spirit (Illinois: Intervarsity Press, 1964). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33 John R. W. Stott, Baptism &amp;amp; Fullness: The Work of the Holy Spirit Today (Illinois: Intervarsity Press, 1975). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34 Ver Stott, Baptism &amp;amp; Fullness, 9. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35 John R. W. Stott, Batismo e Plenitude do Espírito Santo, trad. Hans U. Fuchs (São Paulo: Vida Nova, 1966; 2ª edição, 1986). As referências serão feitas à obra original em Inglês, em sua 2ª edição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36 Stott, Baptism &amp;amp; Fullness, 36-38. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37 Ibid., 37. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38 Ibid., 38. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39 Ibid., 38-40. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 John Stott, A Mensagem de Atos, em A Bíblia Fala Hoje, eds. J. A. Motyer e J. R. W. Stott (São Paulo: ABU, 1994) 172. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41 Stott, Baptism &amp;amp; Fullness, 40. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42 Ibid. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43 Ibid., 40-42. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44 Ibid., 42-43. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45 Ibid., 43. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46 É interessante observar, porém, que a preposição ei)j ligada ao verbo bapti/zw nem sempre indica o propósito do batismo. Em Mc. 1.9 indica o elemento do batismo, ou seja, o rio Jordão. Às vezes, indica referência ou relação, como por exemplo, onde o nome ou a pessoa de Jesus é mencionada, cf. Mt. 28.19; At 8.16; 19.5; Rm. 6.3. E mesmo pode indicar o tipo de batismo, ver At 19.3 ou a causa do batismo, Mt. 3.11. Em1 Co 12.13 indica o alvo do batismo, que é incorporar o crente no corpo de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47 Entre as traduções modernas em Inglês que adotam "por" estão: KJV, NKJV, AV, RSV, NEB, NIV, NAS, TEV, GNB, NCV, Phillips, Mofatt, etc. Em Português, quase que a maioria das traduções prefere "em". Os comentários estão divididos. Alguns preferem "por" (Calvino, Clark, Hodge, Kistemaker, Chafin, MacArthur, Bengel, Alford); outros, "em" ou "com" (Morris, Findlay, Lenski, Goud, Grosheide, Robertson &amp;amp; Plummer). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48 Cf. Stott, Atos, 172. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49 John MacArthur, 1 Corinthians, em The MacArthur New Testament Commentary (Chicago: Moody Press, 1984) 313.&lt;br /&gt;&lt;div class="Standard"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-2763078950161533488?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/2763078950161533488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/o-debate-sobre-o-batismo-com-o-espirito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2763078950161533488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/2763078950161533488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/o-debate-sobre-o-batismo-com-o-espirito.html' title='O Debate sobre o Batismo com o Espírito Santo'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-4286282508810019549</id><published>2011-12-24T11:28:00.001-08:00</published><updated>2011-12-24T11:28:52.326-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HISTORIA DA IGREJA'/><title type='text'>Jonathan Edwards:  Teólogo do Coração e do Intelecto Alderi S. Matos</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: ClearfaceGothic, serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Jonathan Edwards, um pastor congregacional norte-americano que viveu no século XVIII, foi uma das personalidades religiosas mais destacadas da história da igreja nos últimos três séculos. Os estudiosos da sua vida e obra o tem considerado o maior filósofo e teólogo já produzido pelos Estados Unidos e especialmente o mais importante e influente dos calvinistas americanos.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;1)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Benjamin B. Warfield cita o testemunho do filósofo francês Georges Lyon, segundo o qual, tivesse Edwards permanecido apenas no campo da filosofia e da metafísica, sem enveredar pela teologia, ele talvez viesse a ocupar "um lugar ao lado de Leibnitz e Kant entre os fundadores de sistemas imortais."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;2)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, tendo sido inicialmente, durante a sua juventude, atraído pela filosofia, notadamente sob a influência de grandes empiricistas e cientistas ingleses como John Locke (1632-1704) e Isaac Newton (1642-1717), eventualmente as preocupações de ordem religiosa tornaram-se poderosamente dominantes em sua vida e pensamento. Tais preocupações finalmente o levaram ao ministério pastoral e à teologia.&lt;br /&gt;Além da sua notável produção filosófica e teológica, Edwards destaca-se por outros fatores. Ele foi também um extraordinário pregador, cujos sermões, proferidos com a mais sincera convicção, causavam um poderoso impacto.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;3)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Em virtude disso, ele veio a ser um dos protagonistas do célebre avivamento religioso americano que ficou conhecido como o Grande Despertamento (1735-44). Mais ainda, com sua pena habilidosa, Edwards tornou-se o principal estudioso e intérprete do avivamento, registrando descrições e análises sobre os seus fenômenos espirituais e psicológicos que até hoje não foram superadas.&lt;br /&gt;Finalmente, Edwards impressiona por sua grande síntese entre fé e razão, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção literária. Dotado de uma mente inquiridora e disciplinada, e acostumado a refletir sobre um tema até as suas últimas implicações, ele também foi um homem de espiritualidade profunda e transbordante, que teve como a maior das suas preocupações a celebração da graça e da glória de Deus.&lt;br /&gt;No Brasil, a vida e contribuição de Edwards ainda são essencialmente desconhecidas nos meios evangélicos, até mesmo nos círculos acadêmicos.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;4)&lt;/span&gt; A única coisa que muitos associam com ele é o célebre sermão "Pecadores nas mãos de um Deus irado,"(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;5)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; que, embora aborde um tema importante da sua teologia, está longe de ser representativo da sua obra como um todo e certamente não expressa algumas das principais ênfases da sua reflexão.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do presente artigo é oferecer uma introdução ao estudo de Jonathan Edwards, o homem, o líder, o pensador cristão. Iniciaremos com uma síntese da sua vida e carreira ministerial, continuando com a apresentação e classificação dos seus escritos e uma análise de alguns pontos salientes da sua reflexão teológica, entre os quais as suas idéias acerca do avivamento.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;6)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;I. Dados Biográficos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Jonathan Edwards nasceu &lt;st1:personname productid="em East Windsor" w:st="on"&gt;em  East Windsor&lt;/st1:personname&gt;, Connecticut, em 5 de outubro de 1703, sendo seu pai um piedoso ministro congregacional. Precoce e religioso desde a sua meninice, aos 12 anos ele escreveu a uma de suas irmãs: &lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 72.0pt;"&gt;Pela maravilhosa bondade e misericórdia de Deus, houve neste lugar uma extraordinária atuação e derramamento do Espírito de Deus,... tenho razões para pensar que agora diminuiu em certa medida, mas espero que não muito. Cerca de treze pessoas uniram-se à igreja em um estado de plena comunhão.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;7)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Depois de dar os nomes dos convertidos, ele acrescentou: "Acho que muitas vezes mais de trinta pessoas se reunem às segundas-feiras para falar com o Pai acerca da condição das suas almas."&lt;br /&gt;O lar de Edwards estimulou de maneira poderosa a sua vida espiritual e intelectual. Ele começou a estudar latim aos seis anos e aos treze também já havia adquirido um respeitável conhecimento de grego e hebraico. Após quatro anos de estudos no Colégio de Yale, &lt;st1:personname productid="em New Haven" w:st="on"&gt;em New Haven&lt;/st1:personname&gt;, Edwards obteve o seu grau de bacharel em 1720. Logo em seguida, encetou seus estudos teológicos na mesma instituição, obtendo o grau de mestre em 1722. Após pastorear uma igreja presbiteriana &lt;st1:personname productid="em Nova York" w:st="on"&gt;em Nova York&lt;/st1:personname&gt; por oito meses (1722-23) e atuar como professor assistente em Yale por dois anos, em 1726, aos 23 anos de idade, Edwards passou a trabalhar como pastor-assistente do seu avô, Solomon Stoddard (1643-1729), o famoso ministro da igreja de Northampton, Massachusetts. Essa igreja era provavelmente a maior e a mais influente da província, à exceção de Boston. Houve uma época em que chegou a ter seiscentos e vinte membros, incluindo quase toda a população adulta da cidade.&lt;br /&gt;Em julho de 1727, Edwards casou-se com Sarah Pierrepont, então com 17 anos, filha de James Pierrepont, o conhecido pastor da igreja de New Haven, e bisneta do primeiro prefeito de Nova York. Os historiadores destacam a grande harmonia, amor e companheirismo que caracterizou a vida do casal.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;8)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Eles gostavam de andar a cavalo ao cair da tarde para poderem conversar e antes de se recolherem sempre tinham juntos os seus momentos devocionais.&lt;br /&gt;Jonathan e Sarah tiveram 11 filhos, todos os quais chegaram à idade adulta, fato raro naqueles dias. Em 1900, um repórter identificou 1400 descendentes do casal Edwards. Entre eles houve 15 dirigentes de escolas superiores, 65 professores, 100 advogados, 66 médicos, 80 ocupantes de cargos públicos, inclusive 3 senadores e 3 governadores de estados, além de banqueiros, empresários e missionários.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;9)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1729, com a morte do seu avô, Jonathan tornou-se o pastor titular da igreja de Northampton, na qual, através de sua poderosa pregação, ocorreu um grande avivamento cinco anos mais tarde (1734-35).(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;10)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; O Grande Despertamento, que tivera os seus primórdios alguns anos antes entre os presbiterianos e reformados holandeses na Pensilvânia e Nova Jersey, cresceu com as pregações de Edwards e atingiu o seu apogeu no ano de 1740, com o trabalho itinerante do grande avivalista inglês George Whitefield (1714-1770).(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1750, após 23 anos de pastorado, Jonathan Edwards foi despedido pela sua igreja. A razão principal foi a sua insistência de que somente pessoas convertidas participassem da Ceia do Senhor, em contraste com a prática anterior do seu avô. No seu sermão de despedida, depois de advertir a igreja sobre as contendas que nela havia e os perigos que isso representava, ele concluiu:&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 72.0pt;"&gt;Portanto, quero exortá-los sinceramente, para o seu próprio bem futuro, que tomem cuidado daqui em diante com o espírito contencioso. Se querem ver dias felizes, busquem a paz e empenhem-se por alcançá-la (1 Pe 3.10-11). Que a recente contenda sobre os termos da comunhão cristã, tendo sido a maior, seja também a última. Agora que lhes prego meu sermão de despedida, eu gostaria de dizer-lhes como o apóstolo Paulo disse aos coríntios em 2 Coríntios 13.11: "Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco".(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;12)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;No ano seguinte, Edwards foi para Stockbridge, uma região remota da colônia de Massachusetts, onde trabalhou como pastor dos colonos e missionário entre os índios. Em &lt;st1:metricconverter productid="1757, a" w:st="on"&gt;1757, a&lt;/st1:metricconverter&gt; sua excelência como educador e sua fama como teólogo e filósofo fizeram com que ele fosse convidado para ser o presidente do Colégio de Nova Jersey, a futura Universidade de Princeton. Em 22 de março de 1758, um mês após a sua posse, Edwards morreu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;II. Produção Literária&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A produção literária de Jonathan Edwards foi gigantesca.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;13)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Antes de completar vinte anos, quando ainda estudava teologia em Yale, ele começou a escrever o tratado filosófico &lt;i&gt;Sobre o Ser&lt;/i&gt;.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Pouco depois (1722-23), ele redigiu as suas célebres &lt;i&gt;Resoluções&lt;/i&gt; e começou a escrever o seu &lt;i&gt;Diário&lt;/i&gt; e as &lt;i&gt;Miscelâneas&lt;/i&gt;. As &lt;i&gt;Resoluções&lt;/i&gt; são 70 regras de disciplina pessoal que Edwards comprometeu-se a ler uma vez por semana durante o resto da sua vida.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;14)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;st1:personname productid="Em seu Diário" w:st="on"&gt;Em seu &lt;i&gt;Diário&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, ele faz um profundo auto-exame e preocupa-se em avaliar até que ponto estava cumprindo com as resoluções. Já as &lt;i&gt;Miscelâneas &lt;/i&gt;são cadernos teológicos ou uma espécie de diário intelectual que Edwards escreveu ao longo de trinta e cinco anos e mostram o desenvolvimento do seu pensamento. Edwards também escreveu sobre suas experiências de vida &lt;st1:personname productid="em sua Narrativa Pessoal" w:st="on"&gt;em sua &lt;i&gt;Narrativa Pessoal&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(1739), que oferece uma visão fascinante da sua infância, do relacionamento com o seu pai e de suas lutas com o seu próprio pecado e com as doutrinas calvinistas da soberania de Deus e da predestinação.&lt;br /&gt;Algumas das obras mais penetrantes de Edwards tratam do fenômeno da psicologia religiosa, a partir das suas próprias experiências com os reavivamentos de Northampton e, posteriormente, com o Grande Despertamento como um todo. Seu primeiro escrito a tratar da natureza da experiência religiosa nesse contexto foi uma carta escrita em 1736, publicada no ano seguinte sob o título &lt;i&gt;Fiel Narrativa da Surpreendente Obra de Deus &lt;/i&gt;(também conhecida como &lt;i&gt;Narrativa de Conversões Surpreendentes)&lt;/i&gt;.&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Essa carta analisa eventos ocorridos durante o reavivamento local em Northampton (1734-35). Alguns anos mais tarde Edwards publicou &lt;i&gt;Marcas Distintivas de uma Obra do Espírito de Deus &lt;/i&gt;(1741) e &lt;i&gt;Alguns Pensamentos Acerca do Presente Reavivamento da Religião na Nova Inglaterra&lt;/i&gt; (1742), tratando do movimento mais amplo.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;15)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em 1746, ele publicou seu estudo mais amadurecido sobre a experiência do avivamento, o &lt;i&gt;Tratado Sobre as Afeições Religiosas&lt;/i&gt;, baseado em uma série de sermões sobre 1 Pedro 1:8 ("... a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória"). Nessa obra ele argumenta que o verdadeiro cristianismo não é evidenciado pela quantidade ou intensidade das emoções religiosas, mas está presente sempre que um coração é transformado para amar a Deus e buscar o seu prazer.&lt;br /&gt;Edwards também produziu muitas obras teológicas altamente significativas. À semelhança das suas obras sobre a experiência religiosa, os seus escritos teológicos têm uma dimensão prática, estando diretamente ligados a acontecimentos e preocupações do seu tempo. Por exemplo, a controvérsia em que se envolveu com a sua congregação sobre quem tinha o direito de participar da Santa Ceia levou-o a escrever &lt;i&gt;Qualificações para a Comunhão&lt;/i&gt;, em 1749, onde argumenta que somente pessoas convertidas devem receber o sacramento. &lt;br /&gt;Rejeitado por sua igreja, Edwards passou os últimos oito anos da sua vida na remota Stockbridge, período esse que foi o mais fértil na sua reflexão e produção teológica. Foi nessa época que ele escreveu seu monumental tratado &lt;i&gt;A Liberdade da Vontade(&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;16)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; (1754), onde argumenta que o ser humano é certamente livre (uma idéia crescentemente popular na Idade da Razão), mas Deus permanece soberano e é o único responsável pela salvação humana.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;17)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Outras obras escritas nesse período foram: &lt;i&gt;O Fim Para o Qual Deus Criou o Mundo &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; A Natureza da Verdadeira Virtude(&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;18)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; (publicadas postumamente em 1765); &lt;i&gt;O Pecado Original &lt;/i&gt;(1758); e &lt;i&gt;História da Obra da Redenção.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Edwards não chegou a concluir sua &lt;i&gt;História da Obra da Redenção&lt;/i&gt;, um colossal tratado teológico na forma de uma história, em que ele planejava traçar a atuação de Deus desde a criação até os seus próprios dias. A fim de preparar-se para essa tarefa, Edwards leu todas as obras históricas a que teve acesso. O material básico do tratado, uma série de preleções feitas em 1739, foi publicado na Escócia em 1774 e nos Estados Unidos em 1786.&lt;br /&gt;Outro volumoso conjunto de escritos deixados por Edwards são os seus sermões, um dos quais, "Deus é Glorificado na Dependência do Homem" (1 Co 1:29-31), pregado a um grupo de pastores de Boston em 1731, foi o primeiro dos seus escritos a ser publicado. Outro importante sermão é "Uma Luz Divina e Sobrenatural" (Mt 16:17), proferido em 1733. Ocupam lugar de destaque os seus 15 sermões sobre "A Caridade e seus Frutos" (1 Coríntios 13), pregados à igreja de Northampton em 1738, mas publicados somente em 1851. &lt;br /&gt;A correspondência pessoal de Edwards também constitui-se em um volumoso e valioso conjunto de escritos, pois nela ele aborda os mesmos temas palpitantes dos seus tratados e sermões.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;19)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; O seu "Relato do Reavivamento de Northampton em 1740-42" faz parte de uma carta que escreveu a um destacado ministro de Boston.&lt;br /&gt;Edwards também escreveu uma biografia do famoso missionário aos indígenas norte-americanos David Brainerd (1718-1747) e publicou o seu &lt;i&gt;Diário, &lt;/i&gt;um clássico devocional. Brainerd estava para casar-se com Jerusha, uma filha de Edwards, e morreu na casa deste aos 29 anos de idade, vitimado pela tuberculose.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;III. Contexto Religioso e Intelectual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Quando Jonathan Edwards iniciou o seu ministério, a região em que vivia, a Nova Inglaterra, já vinha sendo colonizada pelos ingleses e seus descendentes há um século. Os colonizadores foram os célebres puritanos, calvinistas que lutaram por uma igreja mais pura no seu país de origem e que eventualmente vieram para o Novo Mundo a fim de viverem sem impedimentos de acordo com as suas convicções religiosas. Ao chegarem a Massachusetts, primeiro a Plymouth (1620) e depois a Salem e Boston (1629-30), eles procuraram edificar uma comunidade verdadeiramente cristã e uma igreja composta de pessoas convertidas e comprometidas com Deus. Apesar de alguns problemas, e de certa intolerância para com outros grupos que pensavam de maneira diferente, eles conseguiram realizar esses ideais por algum tempo.&lt;br /&gt;Eventualmente, depois de um período inicial de sofrimentos e provações amargas, os colonos prosperaram materialmente na nova terra cheia de tantas oportunidades. No final do século XVII, a vida na Nova Inglaterra era em grande parte pacífica e confortável. A maioria das pessoas pertencia à classe média e quase não havia pobreza. O nível educacional também era relativamente alto.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;20)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Todo esse progresso havia sido alcançado por causa dos valores religiosos e éticos dos puritanos, como o seu amor ao trabalho, sua disciplina de vida, sua rejeição de vícios e a preocupação em serem bons mordomos das bênçãos de Deus. Porém, juntamente com a prosperidade material, ocorreu um declínio no fervor religioso entre as novas gerações. O cristianismo de muitos tornou-se meramente nominal; o mundanismo e a apatia espiritual afetaram seriamente as igrejas. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, as novas ideologias vindas da Europa estavam exercendo uma influência crescente sobre a sociedade. A Idade da Razão caracterizou-se pela crença na capacidade do ser humano para o bem, especialmente ao agir segundo os ditames da razão. O racionalismo iluminista e sua versão religiosa, o deísmo, ameaçavam diretamente não somente as convicções evangélicas e reformadas dos puritanos, mas também os próprios fundamentos do cristianismo histórico. Muitos pensadores europeus e americanos rejeitavam a idéia de uma humanidade pecadora que estava sob o julgamento de um Deus justo. &lt;br /&gt;Como um homem culto e inquiridor, alguém que levava a sério as realidades e desafios do seu tempo, Edwards propôs-se, em sua reflexão e em sua prática, a defrontar-se com esse duplo ataque experimentado pela fé reformada. Ele envidou esforços não somente no sentido de que a vida e a espiritualidade da igreja resgatassem o que havia de positivo na experiência e contribuição dos puritanos, mas ao mesmo tempo procurou fazê-lo de maneira intelectualmente defensável, buscando demonstrar que não havia qualquer conflito intransponível entre fé e razão.&lt;br /&gt;Sendo um líder solidamente firmado na tradição puritana, com sua ênfase na experiência espiritual, e não somente no conhecimento intelectual das verdades da fé, Edwards recebeu com alegria a eclosão do avivamento em sua própria igreja e posteriormente em escala mais ampla, não só na Nova Inglaterra mas em outras partes das colônias americanas. Os pregadores do Grande Despertamento não puseram de lado a ênfase puritana nas doutrinas, mas apelaram fortemente às emoções.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;21)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Alguns deram ênfase excessiva às manifestações físicas associadas com os sentimentos religiosos. As pessoas tocadas por um sermão poderiam desmaiar, gritar, contorcer-se, cantar e ter outros tipos de reações físicas. &lt;br /&gt;Obviamente, nem todos os líderes religiosos ficaram empolgados com tais ocorrências. Muitos clérigos influenciados pelo racionalismo, dos quais o mais famoso era Charles Chauncy, de Boston, ressentiam-se com o entusiasmo religioso gerado pelo avivamento. Eles o consideravam uma ameaça à autoridade estabelecida da igreja. Entendiam que o subjetivismo religioso apelava aos instintos inferiores e que uma pessoa racional não necessitaria que as suas crenças fossem substanciadas por um coração aquecido e muito menos por desmaios, gemidos ou pulos de alegria.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;22)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Assim sendo, surgiram dois partidos: os pastores contrários ao avivamento, chamados &lt;i&gt;Old Lights&lt;/i&gt;, que temiam uma ruptura da ordem e da autoridade religiosa, e os &lt;i&gt;New Lights&lt;/i&gt;, favoráveis ao movimento, muitos dos quais também preocupavam-se com as distorções ocorridas.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;IV. Interpretando o Avivamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Jonathan Edwards defrontou-se com a difícil tarefa de defender o avivamento dos ataques dos críticos e ao mesmo tempo apontar os desvios e falsas concepções acerca da vida espiritual que o movimento podia gerar. Suas excepcionais qualificações intelectuais e espirituais contribuíram para fazer dele o notável intérprete do Grande Despertamento. Nas suas primeiras análises do tema, &lt;i&gt;Fiel Narrativa da Surpreendente Obra de Deus &lt;/i&gt;(1736), &lt;i&gt;Marcas Distintivas de uma Obra do Espírito de Deus &lt;/i&gt;(1741)&lt;i&gt; &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Alguns Pensamentos Acerca do Presente Reavivamento da Religião na Nova Inglaterra &lt;/i&gt;(1742), ele não só descreve com detalhes os acontecimentos verificados na sua igreja e na região, mas preocupa-se em responder às acusações de que o reavivamento limitava-se a emoções, superficialidade e desordem. Ele admitiu que o emocionalismo podia prejudicar o cristianismo autêntico, mas também defendeu o avivamento apontando para o culto mais intenso e para as vidas permanentemente transformadas.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;23)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, ao escrever a última obra mencionada acima, Edwards baseou-se em parte nas experiências da sua esposa. Em janeiro de 1742, quando ele estava ausente fazendo conferências, Sarah teve uma intensa crise espiritual marcada por desmaios, visões e êxtases. Quando Edwards regressou, toda a cidade estava comentando o assunto. Ele sentou-se com Sarah, pediu-lhe que lhe contasse tudo o que ocorrera e escreveu toda a sua história. Sarah lhe disse que havia recebido uma certeza do favor de Deus como nunca havia experimentado até então, bem como o mais profundo sentimento de alegria espiritual. Edwards convenceu-se de que a experiência da sua esposa foi uma crise espiritual a ser atribuída à atuação de Deus e afirmou que a partir de então ela passou a realizar os seus deveres domésticos como um "serviço de amor" marcado por constante satisfação, paz e alegria.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;24)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todavia, suas idéias mais refletidas e profundas encontram-se no seu grande clássico, o &lt;i&gt;Tratado Sobre as Afeições Religiosas &lt;/i&gt;(1746), escrito numa época em que a Grande Despertamento já havia perdido o seu ímpeto inicial. Edwards argumenta que a verdadeira religiosidade reside no coração, a sede dos afetos, emoções e inclinações. Ao mesmo tempo, ele descreve com detalhes os tipos de emoções religiosas que são em grande parte irrelevantes para qualquer aferição de uma verdadeira espiritualidade. A obra termina com uma apresentação das doze "marcas" que indicam a presença da religião verdadeira. Ele acentua, em síntese, que não é a quantidade de emoções que indicam a presença da verdadeira espiritualidade, mas a origem de tais emoções em Deus e a sua manifestação através de obras consoantes com a lei de Deus.&lt;br /&gt;Portanto, Edwards destacou a centralidade das afeições na genuína experiência religiosa. Conforme ele mesmo afirma, "as Escrituras Sagradas em toda parte colocam a religião mui fortemente nas afeições, tais como temor, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;25)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Como pondera George Marsden, Edwards defendeu a religião do coração em contraste com os críticos do reavivamento que ficavam somente com uma religião da cabeça, um cristianismo que limitava-se a crer nas doutrinas certas e observar uma moralidade apropriada.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;26)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Por outro lado, em seu tratado Edwards delineou cuidadosamente alguns testes bíblicos para avaliar a genuína experiência religiosa, incluindo entre eles a ênfase na obra graciosa de Deus, doutrinas consistentes com a revelação bíblica e uma vida caracterizada pelos frutos do Espírito.&lt;br /&gt;Essa ênfase numa espiritualidade calorosa e experimental é que torna Edwards tão atraente para o grande pastor e escritor reformado do século XX que foi D. Martin Lloyd-Jones. Ele considera que "em Edwards chegamos ao zênite ou ao ápice do puritanismo, pois nele temos o que vemos em todos os outros [puritanos], mas, em acréscimo, este espírito, esta vida, esta vitalidade adicional."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;27)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Além das experiências da sua esposa, Edwards também relata experiências pessoais de intensa emoção religiosa. Ele fala, por exemplo, do que lhe aconteceu em 1737, quando orava nos bosques, em meio a uma cavalgada, e teve uma visão da glória de Cristo que o manteve "a maior parte do tempo num mar de lágrimas, chorando em voz alta."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;28)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Edwards admite, portanto, a possibilidade de manifestações emocionais e mesmo físicas como conseqüência de uma experiência religiosa genuína, de um verdadeiro encontro com Deus. Ele pode apontar para inúmeros exemplos bíblicos em que manifestações gloriosas do Ser Divino causaram um poderoso impacto sobre diferentes personagens. O que ele não concebe é que tais manifestações sejam evidências decisivas a favor ou contra a autenticidade de uma experiência religiosa. Elas não constituem uma norma geral: a maneira como alguém experimenta a realidade de Deus não é necessariamente igual à de outro. O que realmente revela se a experiência é verdadeira ou espúria são os efeitos, os frutos revelados na vida e na conduta, a médio e longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;V. A Centralidade de Deus&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A espiritualidade e a prática pastoral de Edwards têm o seu fulcro em suas concepções a respeito de Deus. A sua teologia, suas noções acerca do avivamento, sua cosmovisão e a sua ética individual e social têm aqui o seu ponto de partida. Para Edwards, como bem aponta Lloyd-Jones, a religião é acima de tudo um encontro vivo e existencial com Deus.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;29)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Edwards dá forte ênfase à soberania, ao amor e à glória de Deus. O próprio propósito de Deus ao criar o universo foi expressar o seu amor, comunicar-se com as suas criaturas, revelar a sua glória e o seu resplendor. Para Edwards, como destaca Marsden, "a essência da verdadeira experiência religiosa consiste em ser prostrado pela visão da beleza de Deus, ser atraído pela glória das suas perfeições, sentir o seu amor irresistível."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;30)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Assim atua a graça soberana de Deus: o coração humano é transformado pelo seu poder irresistível, mas esse poder não é exercido como uma força externa imposta à vontade. Antes, quando os olhos são abertos e a pessoa é cativada pela beleza, glória e amor de Deus, quando a pessoa vê esse amor manifesto supremamente na beleza do amor sacrificial de Cristo, ela é alegremente compelida a abandonar o amor-próprio como o princípio central da vida, voltando-se para o amor de Deus.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;31)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Edwards descreve o lado humano dessa experiência regeneradora como o recebimento de um sexto sentido – um senso da beleza, glória e amor de Deus.&lt;br /&gt;Assim sendo, o conhecimento de Deus na verdadeira experiência cristã será um conhecimento "sensível." Ele é diferente do mero conhecimento especulativo, do mesmo modo como o sabor do mel é diferente da simples compreensão de que o mel é doce. Portanto, a verdadeira experiência cristã não fundamenta-se apenas no conhecimento e na afirmação das doutrinas cristãs verdadeiras, por importantes que elas sejam. Antes, é um conhecimento afetivo, ou um senso das verdades que as doutrinas descrevem. É o que Edwards afirma em seu célebre sermão "Uma Luz Divina e Sobrenatural": &lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 72.0pt;"&gt;Aquele que é espiritualmente iluminado... não crê de maneira meramente racional que Deus é glorioso, mas tem um senso da natureza gloriosa de Deus em seu coração. Não há somente uma percepção racional de que Deus é santo, e de que a santidade é uma coisa boa, mas há uma percepção do caráter atraente da santidade de Deus. Não há apenas a conclusão especulativa de que Deus é gracioso, porém o senso de quão amável Deus é, ou o senso da beleza deste atributo divino.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;32)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Além de afirmar a centralidade de Deus na vida espiritual e na experiência religiosa do crente, Edwards também o faz com relação ao mundo material. As novas concepções científicas e filosóficas da Idade de Razão davam ênfase a um universo cada vez menos dependente de Deus. Este parecia desnecessário em um cosmos que funcionava independentemente seguindo as suas próprias leis. O Ser Supremo dos deístas estava mui distante da sua criação. Edwards reagiu contra essas idéias, afirmando que Deus deve ocupar um lugar central em toda a visão da realidade. A essência de Deus é o amor, o que para Edwards significa que Deus está constantemente comunicando o seu caráter, beleza, amor e glória às suas criaturas. Deus não é somente o Criador, mas a cada momento sustenta a sua criação e fala por meio dela. Deus é distinto da criação; todavia, a criação tem uma qualidade pessoal, sendo parte da linguagem pela qual Deus expressa a sua bondade e glória às suas criaturas.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;33)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;VI. Da Teologia à Ética&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Sem abandonar a antropologia reformada tradicional, Edwards lhe dá novas ênfases e a expõe de maneira peculiar em sua reação aos postulados do arminianismo e do racionalismo. Como John H. Leith aponta, Edwards dá muito maior atenção à vontade humana do que o fez Calvino.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;34)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;st1:personname productid="Em A Liberdade" w:st="on"&gt;Em  &lt;i&gt;A Liberdade&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; da Vontade&lt;/i&gt;, Edwards argumenta que a vontade não é uma faculdade independente, mas uma expressão da motivação humana mais fundamental. "Querer" algo é agir de acordo com os motivos mais fortes que existem no íntimo do indivíduo. O ser humano é moralmente livre para fazer o que lhe agrada, porém o que lhe agrada é determinado por motivos dos quais ele não é senhor.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;35)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Mark Noll observa que o que Edwards faz aqui é argumentar de maneira agostiniana e calvinista que as ações humanas são sempre consistentes com o caráter humano.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;36)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Particularmente importantes para Edwards são as implicações soteriológicas dessa concepção da natureza humana. Aquele que é pecador por natureza jamais escolheria glorificar a Deus, a menos que o próprio Deus transformasse o caráter dessa pessoa, implantando um novo "senso do coração" para amar e servir a Deus. A regeneração, um ato de Deus, é o fundamento do arrependimento e da conversão, que são ações humanas. &lt;st1:personname productid="Em O Pecado Original" w:st="on"&gt;Em &lt;i&gt;O Pecado Original&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, Edwards argumenta que toda a humanidade estava presente em Adão quando este pecou e por isso todos partilham da tendência para o pecado e da culpa que Adão trouxe sobre si mesmo. Assim, os indivíduos são responsáveis pela sua própria pecaminosidade e ao mesmo tempo estão presos aos ditames de uma natureza caída, até que sejam convertidos pela graça soberana de Deus.&lt;br /&gt;Noll observa que grande parte dos temas centrais da teologia de Edwards estão presentes na reflexão ética que dominou o último período da sua vida.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;37)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Ele estava especialmente preocupado em contestar a "nova filosofia moral" do Iluminismo, segundo a qual o ser humano possui certa faculdade natural que, adequadamente cultivada, aponta o caminho para uma vida virtuosa. Em reação a isso, Edwards afirma enfaticamente que a verdadeira virtude não pode ser entendida à parte de Deus e da sua revelação. &lt;st1:personname productid="Em A Natureza" w:st="on"&gt;Em &lt;i&gt;A  Natureza&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; da Verdadeira Virtude&lt;/i&gt;, Edwards argumenta que a genuína moralidade somente pode resultar da graça regeneradora de Deus.&lt;br /&gt;A abordagem de Edwards nessa obra é tríplice. Primeiramente, ele reconheceu algum valor na obra dos novos moralistas. Por causa da graça comum, as pessoas possuem uma capacidade natural de agir eticamente em um determinado sentido. Em segundo lugar, no entanto, Edwards insistiu que os benefícios sociais da virtude natural ficam aquém da verdadeira virtude. Para ele, o fundamento inabalável continua sendo a graça regeneradora pela qual Deus vivifica o pecador. Estritamente falando, não há nenhuma coisa verdadeiramente boa que não seja sempre e em toda parte dependente de Deus. Finalmente, Edwards também procurou demonstrar que a imagem da virtude apresentada pelos novos filósofos morais era simplesmente um misto de prudência, interesse pessoal e amor-próprio. Com tudo isso, ele quis preservar a particularidade da graça e reafirmar a bondade de Deus como a única fonte legítima da verdadeira virtude.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;38)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essas considerações suscitam novamente a questão do avivamento, porque para Edwards existe sempre uma profunda conexão entre ética e espiritualidade. Não se pode separar a autêntica experiência de Deus dos frutos individuais e comunitários que necessariamente produz. É essa precisamente a ênfase do &lt;i&gt;Tratado sobre as Afeições Religiosas&lt;/i&gt;, no qual Edwards analisa o avivamento a partir da experiência pessoal do crente. Ao enumerar os sinais fidedignos e não fidedignos da verdadeira espiritualidade, ele fornece princípios valiosos pelos quais é possível avaliar se uma obra espiritual ou um movimento religioso procede efetivamente do Espírito de Deus. Luiz Mattos sintetiza tais princípios da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 72.0pt;"&gt;Quaisquer manifestações externas resultantes de experiências extraordinárias não constituem um sinal confiável de espiritualidade e não evidenciam uma obra genuína do Espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 72.0pt;"&gt;Uma obra autêntica do Espírito de Deus produz uma transformação radical da natureza da alma individual, que irá manifestar-se em uma conduta e em práticas inteiramente novas, revelando progressivamente a própria imagem de Cristo implantada no crente.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;39)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Em outras palavras, a experiência religiosa verdadeira produz uma mudança ética individual que eventualmente irá externar-se na coletividade. Se tal mudança não puder ser percebida, seja no indivíduo, seja na comunidade, o reavivamento deve ser contestado como uma obra genuína de Deus. Esse aspecto social do reavivamento é elaborado por Edwards no seu tratado inconcluso &lt;i&gt;História da Obra da Redenção&lt;/i&gt;, no qual, sob a ótica de sua posição pós-milenista, ele argumenta que uma coletividade que experimenta o avivamento irá apresentar os sinais da manifestação do reino de Deus. Essa sociedade "será dramaticamente transformada, não por qualquer esforço humano político ou revolucionário, mas pela ética do Reino a permear todos os relacionamentos."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;40)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, é nas magníficas obras gêmeas &lt;i&gt;O Fim Para o Qual Deus Criou o Mundo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Natureza da Verdadeira Virtude&lt;/i&gt;, bem como na rica série de sermões intitulada &lt;i&gt;A Caridade e Seus Frutos&lt;/i&gt;, que Edwards expressa alguns de seus mais sublimes pensamentos acerca da experiência religiosa, focalizando-a, como é sempre a sua preocupação, firmemente &lt;st1:personname productid="em Deus. Embora" w:st="on"&gt;em Deus. Embora&lt;/st1:personname&gt; existam fins subordinados pelos quais Deus decidiu criar o mundo, entre os quais a felicidade do ser humano, somente pode haver um fim último e supremo, a saber, a manifestação da glória do próprio Deus. A felicidade é parte do propósito final de Deus para o ser humano, mas não a felicidade que provém de um estilo de vida egocêntrico, e sim aquela que resulta de se viver para a glória de Deus. Isso se evidencia acima de tudo através do amor, primeiramente para com Deus e então para com as outras pessoas.&lt;br /&gt;Um avivamento genuíno é aquele &lt;st1:personname productid="em que Deus" w:st="on"&gt;em que Deus&lt;/st1:personname&gt;, sua glória e vontade, constituem a motivação primordial, todos os outros interesses estando subordinados a esse. Como aponta Luiz Mattos, "a expectativa de manifestações extraordinárias ou dons extraordinários não percebe de maneira adequada o alvo final de Deus ao conceder tais despertamentos."(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;41)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; A manifestação suprema a ser desejada é o fruto mais rico do Espírito de Deus, o amor, que irá traduzir-se em relacionamentos humanos transformados e enriquecidos.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Jonathan Edwards foi inteiramente contrário à separação entre "coração" e "cabeça" que tantas vezes tem afetado os evangélicos. Uma das peculiaridades da sua obra teológica é justamente o fato de unir o mais rico sentimento religioso aos mais elevados poderes intelectuais. Por um lado, à semelhança de muitos filósofos seculares do Iluminismo, ele acreditava que o ser humano é capaz de raciocinar adequadamente e resolver problemas de maneira lógica. Por outro lado, Edwards fez uma síntese entre fé e razão que o põe em continuidade com grande parte da história do pensamento cristão.&lt;br /&gt;Embora tenha sido um pensador independente e original, ele estava cônscio da obra de precursores seus como os reformadores e os puritanos, e certamente foi influenciado por eles. Ainda que não tenha sido um seguidor servil de Calvino, Edwards foi um defensor convicto do calvinismo. A sua originalidade está não tanto no conteúdo do seu pensamento quanto na sua maneira de pensar, produzindo uma grande quantidade de argumentos novos e profundos em apoio das antigas doutrinas da graça. Warfield opina que a defesa do calvinismo feita por Edwards deteve por mais de um século a conquista da Nova Inglaterra pelo arminianismo.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;42)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como bem aponta Lloyd-Jones, Edwards evidencia-se pelo equilíbrio em suas posições teológicas e práticas.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;43)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Ao mesmo tempo que combate o arminianismo, ele também se opõe ao hiper-calvinismo. Ele afirma com igual ênfase a importância da vida piedosa, de devoção e cultivo da interioridade, mas também a necessidade de que essa vida produza frutos visíveis nos relacionamentos e na comunidade. No entanto, as suas escolhas e prioridades são bem definidas. Apesar da grande atração que sente pela razão e pelo intelecto, nele o aspecto espiritual sempre domina o intelectual e as Escrituras sempre se sobrepõem às especulações filosóficas. &lt;br /&gt;Edwards não esconde a sua apreciação por uma espiritualidade fervorosa e intensa. Ele é de fato o teólogo do avivamento, da experiência, do coração.(&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;44)&amp;nbsp;&lt;/span&gt; Mas isso não significa que a experiência seja o critério da verdade. Significa apenas que o cristianismo tem de ser experimental e prático, não apenas racional e cognitivo. A norma suprema de fé e o critério pelo qual se deve aquilatar toda e qualquer experiência religiosa é sempre a Escritura. Curiosamente, Edwards entende que não somente os adeptos do avivamento podem apelar erroneamente para as suas experiências pessoais subjetivas, como também os opositores do avivamento. Aqueles que não vivenciaram certas realidades espirituais, aqueles que não experimentaram determinadas "afeições" religiosas em sua vida, também não podem apelar para essa falta de uma experiência mais profunda de Deus para condenar os que a tiveram.&lt;br /&gt;Por todas essas razões, Edwards é muito útil para as discussões atuais acerca da verdadeira espiritualidade. Seu critério básico para definir a questão é o mesmo que deve ser observado pela igreja contemporânea: verificar até que ponto Deus ocupa o lugar central da vida, do culto, das práticas e do testemunho. Além de advertir contra o mero emocionalismo, que excita as emoções mas não produz transformações duradouras, Edwards também combate o erro de se dar ênfase não a Deus, mas às respostas humanas a Deus, algo tão comum nos nossos dias com toda a celebração do eu, a empolgação religiosa e os testemunhos auto-gratulatórios. Em última análise, o que determina se a conversão e a vida espiritual são genuínas ou não, são os seus frutos visíveis: convicção de pecado, seriedade nas coisas espirituais, preocupação com a glória de Deus, apego às Escrituras, mudança no comportamento ético, relações pessoais transformadas e influência regeneradora na comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;ClearfaceGothic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;English Abstract&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;The author’s main intent is to provide some introductory notions regarding the life and thought of Jonathan Edwards as one of the brightest theologians in American history. Edwards’ career as minister, preacher, and revivalist is highlighted, as well as his work as a gifted thinker and writer. His contribution as a prolific and creative theologian in the Calvinistic-Puritan tradition is especially stressed. The author argues that both in his life and his thought Edwards made a remarkable sinthesis of reason and feeling, heart and intellect, which is today rarely seen in evangelical circles. Reacting against growing Arminianism and Rationalism in New England, he argued for a deep and responsible spirituality marked by intense devotion to God, utter dependence on divine grace, and a life of personal and social integrity. The central theme in Edwards’ thought is to be found in God’s beauty, glory and grace. The experiential and sensible knowledge of such a God leads to a changed inner life as well as transformed relationships and community life.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;____________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;1 Jonathan Edwards passou a despertar grande interesse entre os estudiosos a partir da início da década de 1930, graças ao trabalho de pesquisadores como Perry Miller, que o caracterizou como "o maior filósofo-teólogo que já adornou o cenário americano." Ver Paul Helm, "Edwards, Jonathan," &lt;st1:personname productid="em The New International" w:st="on"&gt;em &lt;i&gt;The New International&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; Dictionary of the Christian Church&lt;/i&gt;, gen. ed. J.D. Douglas (Grand Rapids: Zondervan, 1978).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 7.5pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;2 Benjamin B. Warfield, "Edwards and the New England Theology," &lt;i&gt;Encyclopedia of Religion and Ethics&lt;/i&gt;, 1912. Também &lt;st1:personname productid="em The Works" w:st="on"&gt;em &lt;i&gt;The Works&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; of B.B. Warfield&lt;/i&gt;, Vol. 9 (Studies in Theology), 515-538.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;3 Segundo Warfield, foi em seus sermões que os estudos de Edwards produziram seus frutos mais ricos. Os sermões de Jonathan Edwards constituem o maior conjunto de manuscritos originais desse autor ainda disponíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;4 Uma exceção é o trabalho de Luiz Roberto França de Mattos, "Jonathan Edwards and the Criteria for Evaluating the Genuineness of the ‘Brazilian Revival’," Dissertação de Mestrado, São Paulo, Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;5 Jonathan Edwards, &lt;i&gt;Pecadores nas Mãos de um Deus Irado&lt;/i&gt;, 3ª ed. (São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, c.1993). Esse sermão foi pregado por Edwards na cidade de Enfield, Connecticut, em 1741.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;6 Obviamente, a literatura acerca de Edwards e seu pensamento é imensa. Alguns poucos exemplos são os seguintes: Perry Miller, &lt;i&gt;Jonathan Edwards&lt;/i&gt; (Westport: Greenwood, 1995 [1949] ); C. Cherry, &lt;i&gt;The Theology of Jonathan Edwards: A Reappraisal&lt;/i&gt; (Bloomington: Indiana University Press, 1990 [1966]); Iain H. Murray, &lt;i&gt;Jonathan Edwards: A New Biography&lt;/i&gt; (Southampton, Inglaterra: Banner of Truth, 1987); John H. Gerstner, &lt;i&gt;Jonathan Edwards: A Mini-Theology&lt;/i&gt; (Wheaton, Illinois: Tyndale, 1987); Gerald R. McDermott, &lt;i&gt;One Holy and Happy Society: The Public Theology of Jonathan Edwards &lt;/i&gt;(Pennsylvania State University Press, 1992); John E. Smith, &lt;i&gt;Jonathan Edwards: Puritan, Preacher, Philosopher&lt;/i&gt; (South Bend: University of Notre Dame, 1992); John E. Smith et al., &lt;i&gt;A Jonathan Edwards Reader&lt;/i&gt; (New Haven: Yale University Press, 1995); Stephen Stein, ed., &lt;i&gt;Jonathan Edwards’ Writings: Text, Context, Interpretation&lt;/i&gt; (Bloomington: Indiana University Press, 1996); Michael J. McClymond, &lt;i&gt;Encounters With God: An Approach to the Theology of Jonathan Edwards &lt;/i&gt;(Oxford University Press, 1997).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;7 "The Earliest Known Letter of Jonathan Edwards," &lt;i&gt;Christian History&lt;/i&gt; 4:4, 34. Minha tradução. A carta também menciona as últimas mortes que ocorreram na cidade e dá informações sobre a saúde dos membros da família, inclusive a sua própria dor de dente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;8 Elisabeth S. Dodds, "My Dear Companion," &lt;i&gt;Church History&lt;/i&gt; 4:4, 15-17. George Whitefield narra em seu diário a profunda impressão que a vida familiar dos Edwards lhe causou e como isso o levou a renovar suas orações por uma boa esposa para si mesmo. &lt;i&gt;(George Whitefield’s Journals &lt;/i&gt;[Londres: Banner of Truth, 1960], 476-77, citado &lt;st1:personname productid="em Edwin S. Gaustad" w:st="on"&gt;em Edwin S. Gaustad&lt;/st1:personname&gt;, ed., &lt;i&gt;A Documentary History of Religion in America: To the Civil War&lt;/i&gt;, 2ª ed. [Grand Rapids: Eerdmans, 1993], 196).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;9 Dodds, "My Dear Companion," 16.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;10 O reavivamento ocorreu quando Edwards pregou uma série de sermões sobre a justificação pela fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;11 Sobre o avivamento entre os presbiterianos, ver o artigo do Rev. Frans Leonard Schalkwijk, "Aprendendo da História dos Avivamentos," &lt;st1:personname productid="em Fides Reformata" w:st="on"&gt;em &lt;i&gt;Fides  Reformata&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt; 2:2, 61-68.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;12 &lt;i&gt;Christian History&lt;/i&gt; 4:4, pág. 4. Minha tradução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;13 Mark A. Noll classifica os escritos de Edwards em teológicos, psicológicos, metafísicos e éticos. "Edwards, Jonathan," &lt;st1:personname productid="em Walter Elwell" w:st="on"&gt;em  Walter Elwell&lt;/st1:personname&gt;, ed., &lt;i&gt;Evangelical Dictionary of Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids: Baker, 1984), 343-46.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:metricconverter productid="14 A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;14  A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt; primeira resolução afirma: "Resolvo que farei tudo aquilo que mais contribua para a glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e prazer, durante toda a minha existência..., assim como para o bem e o benefício da humanidade em geral." A de nº 42 declara: "Resolvo renovar freqüentemente a minha consagração a Deus que foi feita em meu batismo, a qual solenemente renovei quando fui recebido à comunhão da igreja, e solenemente confirmo neste dia 12 de janeiro de 1723."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;15 &lt;i&gt;Marcas Distintivas de uma Obra do Espírito de Deus &lt;/i&gt;resultou de um sermão pregado por Edwards em uma formatura de Yale, em setembro de &lt;st1:metricconverter productid="1741. A" w:st="on"&gt;1741.  A&lt;/st1:metricconverter&gt; essência dos seus argumentos foi desenvolvida &lt;st1:personname productid="em Alguns Pensamentos Acerca" w:st="on"&gt;em &lt;i&gt;Alguns Pensamentos  Acerca&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; do Presente Reavivamento&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;16 Como na maioria dos casos, esse título é apenas uma abreviação do enorme título original: "Uma cuidadosa e estrita investigação das modernas noções predominantes acerca daquela liberdade da vontade que se supõe ser essencial para a agência moral, virtude e vício, recompensa e punição, aplauso e repreensão."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;17 Esse tratado foi escrito para contestar não somente o argumento arminiano acerca do livre arbítrio, mas também o determinismo anti-evangelístico do hiper-calvinismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;18 &lt;i&gt;O Fim para o Qual Deus Criou o Mundo &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;A Natureza da Verdadeira Virtude &lt;/i&gt;(escritos em 1753-54) não devem ser vistos como tratados separados, mas como obras complementares: o fim para o qual Deus criou o mundo deve ser o objetivo de uma vida verdadeiramente virtuosa e santa. Mattos, "Jonathan Edwards and the Criteria for Evaluating the Genuineness of the ‘Brazilian Revival’," 124.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;19 Uma das principais edições das obras de Jonathan Edwards é &lt;i&gt;The Works of Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, 2 vols. (Edinburgh: The Banner of Truth Trust, 1990 [1960]). A editora da Universidade de Yale também está publicando as obras completas de Edwards desde 1957. Os volumes lançados até agora são os seguintes: &lt;st1:metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;1. A&lt;/st1:metricconverter&gt; Liberdade da Vontade (1957); 2. As Afeições Religiosas (1959); 3. O Pecado Original (1970); 4. O Grande Despertamento (1972); 5. Escritos Apocalípticos (1977); 6. Escritos Científicos e Filosóficos (1980); &lt;st1:metricconverter productid="7. A" w:st="on"&gt;7. A&lt;/st1:metricconverter&gt; Vida de David Brainerd (1985); 8. Escritos Éticos (1989); 9. História da Obra da Redenção (1989); 10. Sermões: 1720-1723 (1992); 11. Escritos Tipológicos (1993); 12. Escritos Eclesiásticos (1993); 13. Miscelâneas (1994); 14. Sermões e Discursos: 1723-1727 (1996); 15. Escritos Bíblicos (1997); 16. Cartas e Escritos Pessoais (1997). Outra obra significativa é: Alexander B. Grosart, ed., &lt;i&gt;Selections from the Unpublished Writings of Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, reimpressão (Ligonier: Soli Deo Gloria Publications, 1992 [1865]).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;20 J. Stephen Land e Mark A. Noll, "Colonial New England: An Old Order, a New Awakening," &lt;i&gt;Church History&lt;/i&gt; 4:4, pág. 9.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;21 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;. Todavia, é importante ressaltar que os principais pregadores do Grande Despertamento, o inglês George Whitefield e o próprio Jonathan Edwards, eram calvinistas ortodoxos que davam às suas mensagens um teor intensamente bíblico, doutrinário e fervoroso, sem apelar ao emocionalismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;22 Essas acusações tornaram-se mais plausíveis quando, após a famosa campanha evangelística de Whitefield em 1739-40, surgiram imitadores extremados que utilizavam técnicas manipulativas com os seus auditórios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;23 Noll, "Edwards, Jonathan," 345.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;24 Dodds, "My Dear Companion," 17.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;25 &lt;i&gt;The Works of Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, Vol. 2: &lt;i&gt;Treatise Concerning Religious Affections&lt;/i&gt;, ed. J.E. Smith (New Haven: Yale University Press, 1959), 102. Minha tradução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;26 George M. Marsden, "Jonathan Edwards Speaks to our Technological Age," &lt;i&gt;Church History &lt;/i&gt;4:4, pág. 27.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;27 D.M. Lloyd-Jones, &lt;i&gt;Jonathan Edwards e a Crucial Importância de Avivamento &lt;/i&gt;(São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, s/d), 5. Em particular, ele opina que o elemento do Espírito Santo é mais proeminente em Edwards do que em qualquer outro puritano. &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 4.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;28 &lt;i&gt;The Works of Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, 2 vols. (Edimburgo: Banner of Truth, 1990), I:47.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;29 Lloyd-Jones, &lt;i&gt;Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, 14.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;30 Marsden, "Jonathan Edwards Speaks," 27.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;31 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 27-28&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;32 &lt;i&gt;Works of Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, II:14. Edwin S. Gaustad transcreve as principais partes desse sermão &lt;st1:personname productid="em A Documentary History" w:st="on"&gt;em &lt;i&gt;A Documentary History&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, 214-220 (o trecho acima está na p. 216).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;33 Marsden, "Jonathan Edwards Speaks," 28.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;34 John H. Leith, &lt;i&gt;An Introduction to the Reformed Tradition&lt;/i&gt;, ed. rev. (Atlanta: John Knox, 1981), 120. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;35 John T. McNeill, &lt;i&gt;The History and Character of Calvinism &lt;/i&gt;(Londres: Oxford University Press, 1954), 363.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;36 Noll, "Edwards, Jonathan," 344.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;37 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 345.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;38 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 346.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;39 Mattos, "Jonathan Edwards," 98. Minha tradução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;40 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 122. Minha tradução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;41 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 151. Minha tradução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;42 Warfield, "Edwards and the New England Theology."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;43 Lloyd-Jones, &lt;i&gt;Jonathan Edwards&lt;/i&gt;, 13.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt;"&gt;44 &lt;i&gt;Ibid&lt;/i&gt;., 20-21.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-4286282508810019549?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/4286282508810019549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/jonathan-edwards-teologo-do-coracao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/4286282508810019549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/4286282508810019549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/jonathan-edwards-teologo-do-coracao-e.html' title='Jonathan Edwards:  Teólogo do Coração e do Intelecto Alderi S. Matos'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-5640599100993588530</id><published>2011-12-23T07:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T07:22:20.368-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>A Hermenêutica de Westminster:</title><content type='html'>&lt;h1 align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O que a Confissão de Fé de Westminster diz sobre a interpretação das Escrituras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Augustus Nicodemus Lopes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O neoliberalismo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Muitos estudiosos e teólogos modernos concordam que o antigo liberalismo, como movimento histórico do século passado, está agonizando. Entretanto, muitos dos pressupostos do antigo liberalismo quanto à interpretação das Escrituras têm sobrevivido e encontrado expressão em várias correntes teológicas e hermenêuticas que historicamente pertencem ao período pós-moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O rótulo "neoliberalismo" tem sido aplicado a esse movimento teológico-hermenêutico que preserva alguns dos pressupostos racionalistas do antigo liberalismo e que se utiliza de conceitos da filosofia, hermenêutica, linguística e teologia pós-modernas. É particularmente o sistema de interpretação das Escrituras do neoliberalismo que se constitui um desafio urgente à doutrina reformada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A hermenêutica neoliberal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;De acordo com a hermenêutica neoliberal, é impossível alcançar-se o sentido original do texto bíblico. É possível explorar uma pretensa "reserva-de-sentidos" que há no texto da Bíblia, extraindo "sentidos" que dependerão das circunstâncias em que estivermos. Consequentemente, a hermenêutica neoliberal coloca a verdade apenas como um ideal a ser perseguido, ideal esse que jamais será alcançado com segurança aqui nessa vida. Como resultado, jamais poderemos ter certeza absoluta de que conhecemos a verdade. O máximo que poderemos fazer é afirmar com convicção um dos muitos sentidos que poderíamos encontrar no texto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Partindo de algumas teorias modernas de lingüística, essa hermenêutica sugere que os autores bíblicos poderiam ter escrito algo que não correspondia à sua intenção original. Exagera a distância entre o autor e o texto ao ponto de não podermos mais encontrar a intenção do autor nos textos. Ainda postulam que a Bíblia nada mais é que uma interpretação da vida e do mundo feita por seus autores, uma maneira de interpretar a realidade. O texto bíblico é reduzido ao resultado da busca feita pelos seus autores de sentido na realidade e na história. Esse ensino fere frontalmente o conceito reformado de que a Bíblia, mesmo tendo sido escrita por homens situados no tempo e no espaço, é a revelação autoritativa de Deus, e a transforma numa tentativa humana de compreender a realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Também afirma que é impossível termos conhecimento do sentido pleno e verdadeiro das Escrituras, já que o texto não tem um único sentido, pleno e verdadeiro, mas múltiplos sentidos. Seguindo o pluralismo religioso do pós-modernismo, rejeita o conceito de verdade proposicional (de que uma idéia possa ser verdadeira) e assim a possibilidade de alcançarmos a interpretação correta de uma passagem bíblica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desafios à teologia reformada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Essa abordagem interpretativa tem servido de ferramenta para o surgimento das teologias ideológicas, teologias feministas, de libertação e outras, já que transfere o sentido do autor e do texto para o leitor. Tradicionalmente, a hermenêutica reformada reconhece a necessidade de aplicarmos o texto bíblico às diversas situações em que nos encontramos, mas vê essas aplicações não como "sentidos" novos e múltiplos de um mesmo texto, mas como a &lt;i&gt;significação&lt;/i&gt; do sentido único de um texto para as diversas situações da vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As implicações da hermenêutica neoliberal acabam por tornar a mensagem das Escrituras inacessível à Igreja. De acordo com eles, acabamos sem Escritura, sem revelação, sem verdade e sem pregação, podendo no máximo pregar apenas uma interpretação nossa do texto mas jamais a verdade divina. Se não podemos alcançar o sentido das Escrituras não nos resta qualquer base para a doutrina e a prática da igreja, para decisões teológicas, para o ensino doutrinário, para a ordem eclesiástica. Instala-se o caos onde cada um pode interpretar como queira as Escrituras, as decisões da Igreja e seus símbolos de fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os princípios de interpretação de Westminster&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Lembremos o que os puritanos escreveram sobre esse assunto na Confissão de Fé de Westminster. O capítulo I da Confissão trata das Escrituras, e neles, os puritanos expressaram suas convicções quanto à correta interpretação das Escrituras. Em resumo, são estas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;1. Para evitar que Sua vontade e a verdade se perdessem pela corrupção dos homens e a malícia de Satanás, Deus fê-la escrever nas Escrituras Sagradas. A inspiração das Escrituras resulta no fato de que elas expressam fielmente a vontade de Deus, a verdade divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo" (CFW, I.1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Referências - Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;2. A possibilidade de conhecermos o sentido das Escrituras, sentido esse pretendido por Deus através do autor humano:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela" (CFW, I.6)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;3. O Espírito Santo garante a compreensão salvadora das coisas reveladas na palavra de Deus, as Escrituras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas" (CFW, I.6; ver Catecismo Maior pergunta 4)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ref. II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;4. O sentido das Escrituras é tão claramente exposto e explicado que a suficiente compreensão das mesmas pode ser alcançada através dos meios ordinários (pregação, leitura e oração)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas" (CFW, I.7)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ref. II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;5. Há somente um sentido verdadeiro e pleno em cada texto da Escritura e não múltiplos sentidos, e esse sentido pode ser alcançado e compreendido pela Igreja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente" (CFW, I.9)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Ref. At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;6. Exatamente porque as Escrituras não têm sentidos múltiplos é que as mesmas são o supremo tribunal em controvérsias religiosas, aos quais a Igreja sempre deve apelar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal" (CFW, I.8; cf. como exemplo XXIX.6).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Ref. Mat. 5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;7. A vontade de Deus está claramente expressa nas Escrituras e ao alcance da igreja, de forma que a mesma pode distinguir entre culto aceitável a Deus e os que não são.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras" (CFW, XXI,1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;8. Apesar dos eleitos serem humanos e pecadores, recebem de Deus o que é necessário para compreenderem as coisas de Deus para a salvação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, &lt;i&gt;iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação&lt;/i&gt;, tirando-lhes os seus corações de pedra e dando lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos pela sua graça" (CFW X,1; ver também o Catecismo Maior, pergunta 157).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Conclusão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esse pequeno resumo dos princípios de interpretação bíblica que se encontram na Confissão de Fé de Westminster serve para mostrar que os puritanos, seguindo a linha de interpretação dos reformadores, entenderam que a única maneira de interpretar as Escrituras sem violar a sua integridade, propósito e escopo, era procurar entender o sentido que os autores humanos haviam pretendido transmitir. Reconheciam que essa nem sempre era uma tarefa fácil, mas confiavam que, com a ajuda da ação iluminadora do Espírito, do conhecimento das línguas originais e do contexto histórico, poderiam alcançar esse sentido. A teologia que temos na Confissão de Fé de Westminster é o resultado do emprego sistemático dessa hermenêutica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2935895088949508280-5640599100993588530?l=maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/feeds/5640599100993588530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/hermeneutica-de-westminster.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/5640599100993588530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2935895088949508280/posts/default/5640599100993588530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maravilhosadoutrinadagraca.blogspot.com/2011/12/hermeneutica-de-westminster.html' title='A Hermenêutica de Westminster:'/><author><name>Rafael Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14328273512120633393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-Pr9WTmhB27s/TqsNXJeH4tI/AAAAAAAAAAU/Osm2Y6FnSB8/s220/SDC11761.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2935895088949508280.post-3868190587085607267</id><published>2011-12-22T09:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T09:42:27.372-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TEOLOGIA SISTEMATICA'/><title type='text'>Uma vez salvo, salvo  para sempre?</title><content type='html'>Será que é possível ao crente perder a salvação? Sem. Wendell responderá&lt;br /&gt;a esta pergunta analisando textos bíblicos que dão base à doutrina clássica&lt;br /&gt;da Perseverança dos Santos. Valendo-se do método histórico-gramatical de&lt;br /&gt;interpretação e apoiado por diversos teólogos reformados citados no artigo,&lt;br /&gt;o autor demonstra qual é nível de segurança que o cristão pode ter, em&lt;br /&gt;relação à sua salvação em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;Palavras-chave&lt;br /&gt;Soteriologia; Perseverança dos Santos; Segurança da Salvação. &lt;br /&gt;Abstract&lt;br /&gt;Será que é possível ao crente perder a salvação? Sem. Wendell responderá&lt;br /&gt;a esta pergunta analisando textos bíblicos que dão base à doutrina clássica&lt;br /&gt;da Perseverança dos Santos. Valendo-se do método histórico-gramatical de&lt;br /&gt;interpretação e apoiado por diversos teólogos reformados citados no artigo,&lt;br /&gt;o autor demonstra qual é nível de segurança que o cristão pode ter, em&lt;br /&gt;relação à sua salvação em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Keywords&lt;br /&gt;Soteriologia; Perseverança dos Santos; Segurança da Salvação. &lt;br /&gt;"Ora o sétimo dia não tem crepúsculo. Não&lt;br /&gt;possui ocaso, porque Vós o santificastes para&lt;br /&gt;permanecer eternamente. Aquele descanso com&lt;br /&gt;que repousastes no sétimo dia após tantas obras&lt;br /&gt;excelentes e sumamente boas – as quais&lt;br /&gt;realizastes sem fadiga – significa-nos, pela&lt;br /&gt;palavra de vossa Escritura, que também nós,&lt;br /&gt;depois dos nossos trabalhos, que são bons porque&lt;br /&gt;no-los concedestes, descansaremos em Vós, no&lt;br /&gt;sábado da Vida Eterna"&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Agostinho&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;O presente texto apareceu na revista &amp;nbsp;Teologia para Vida, volume I, nº 1, Janeiro-Junho 2005,&lt;br /&gt;publicado pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição, e está sendo&lt;br /&gt;postado no Monergismo mediante autorização do editor. &lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril, 1973, p. 315. 3&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;Houve um período na história da Igreja em que um grupo de pensadores não&lt;br /&gt;cria na perseverança dos santos. Eles eram seguidores do holandês Jakob Hermann&lt;br /&gt;(1560-1609) – melhor conhecido como Arminius, forma latinizada de seu nome.&lt;br /&gt;Estes ficaram conhecidos como arminianos. Um ano após a morte de Arminius, este&lt;br /&gt;grupo resolveu fazer um “Protesto” contra a fé reformada ao parlamento Holandês.&lt;br /&gt;Em 1618, reunido em Dort, o Sínodo&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;, em 154 sessões e mais de sete meses,&lt;br /&gt;considerou as doutrinas dos arminianos como heréticas e conseqüentemente&lt;br /&gt;contrárias às Escrituras.&lt;br /&gt;Estes pontos apologéticos elaborados pelos membros de Dort ficaram&lt;br /&gt;conhecidos em toda a história como os “Cinco Pontos do Calvinismo”&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;. Confira no&lt;br /&gt;quadro abaixo a relação entre os pontos dos arminianos e dos calvinistas:&lt;br /&gt;Os Cinco Pontos do Arminianismo Os Cinco Pontos do Calvinismo&lt;br /&gt;1. Livre Vontade &amp;nbsp;– O homem não perdeu a faculdade de&lt;br /&gt;escolha e autodeterminação. Ele pode, a qualquer tempo,&lt;br /&gt;dirigir-se até Deus e ser salvo. A queda é parcial. Ele é o&lt;br /&gt;autor da fé e da salvação.&lt;br /&gt;1. Depravação Total – o homem está completamente morto&lt;br /&gt;em seus delitos e pecados e não pode ir até Deus. O resultado&lt;br /&gt;da queda é total e o homem é totalmente incapaz de mover-se&lt;br /&gt;em direção a Deus (Rm 5.12; Jr 17.9; Rm 3.11, 12; Pv 20.9;&lt;br /&gt;Sl 58.3; Sl 51.5; Jo 3.3; Gn 8.21; Ef 5.8; 2Tm 2.25,26; Jo&lt;br /&gt;3.19; Ef 2.2,3; 1Co 2.14)&lt;br /&gt;2. Eleição Condicional &amp;nbsp;– Significa que Deus escolheu&lt;br /&gt;alguns homens pelo pré-conhecimento, ou seja, depois de ver&lt;br /&gt;o que alguns homens seriam aprovados e fariam boas obras,&lt;br /&gt;Deus os escolheu. As boas obras e a fé do homem precedem&lt;br /&gt;a regeneração por parte de Deus.&lt;br /&gt;2. Eleição Incondicional – Uma vez que o homem está&lt;br /&gt;morto e não pode dar um passo sequer em direção a Deus,&lt;br /&gt;somente uma escolha divina é que pode determinar alguns&lt;br /&gt;para a vida eterna. Deus escolhe alguns para usufruírem das&lt;br /&gt;bênçãos celestiais (Jo 15.16; At 13.48; Sl 65.4; Fp 2.13; Ef&lt;br /&gt;1.11; 2Tm 1.9; Rm 8.28; Jo 6.44; Mt 11.27; Hb 12.2; At&lt;br /&gt;16.14; Lc 17.5; Is 55.11)&lt;br /&gt;3. Expiação Universal &amp;nbsp;– Deus ama a todos os homens,&lt;br /&gt;indistintamente e, por isso, Cristo morreu por todos os&lt;br /&gt;homens. Toda a humanidade pode obter a salvação, basta&lt;br /&gt;oferecer-se a Deus, de livre vontade.&lt;br /&gt;3. Expiação Limitada – Após a escolha de Deus, ele manda&lt;br /&gt;seu único Filho, sem pecado algum, nascido de mulher,&lt;br /&gt;portanto Deus-Homem, para cumprir a sentença de morte e&lt;br /&gt;receber o castigo imputado a todos os homens, pois todos&lt;br /&gt;pecaram e qualquer sacrifício é inócuo, insuficiente para&lt;br /&gt;aplacar a ira divina. Cristo morreu pelos eleitos do Pai (Jo&lt;br /&gt;3.37; Jo 14.15; Rm 5.8; Gl 1.3,4; Rm 8.32; Ef 5.25; Jo 17.9;&lt;br /&gt;Mt 1.21; 2Pe 3.9; Cl 1.12-14; 2Ts 2.13; 1Ts 1.3,4; Cl 3.12)&lt;br /&gt;4. Graça resistível &amp;nbsp;– O homem pode resistir à vontade&lt;br /&gt;salvífica de Deus. Se o homem é livre e possui&lt;br /&gt;autodeterminação, ainda que o Evangelho ofereça o convite a&lt;br /&gt;todos os homens, ele pode obstruir esta chamada e negar o&lt;br /&gt;convite de Deus.&lt;br /&gt;4. Graça Irresistível ou Vocação Eficaz – O Espírito Santo&lt;br /&gt;aplica a verdade aos corações dos eleitos. Mostra-lhes o&lt;br /&gt;grande mistério da salvação. Revela-lhes a maravilhosa graça&lt;br /&gt;de Deus, pela qual os eleitos são vivificados em Cristo,&lt;br /&gt;recebendo nova vida e todas as bênçãos da filiação (Dn 4.33;&lt;br /&gt;Is 46.9-10; Is 55.11; Jo 6.37; Tg 1.18; Jo 1.13; Jo 5.21; Ef&lt;br /&gt;2.4,5; At 11.18; Tt 3.5; 2Co 3.18; At 9)&lt;br /&gt;5. Perda da salvação ou queda da graça – Se dependem do&lt;br /&gt;homem todas as outras ações, significa também que ele pode&lt;br /&gt;cair da graça ou perder a salvação. Se ele inicialmente&lt;br /&gt;aceitou a Cristo e depois resolveu voltar à prática das más&lt;br /&gt;obras e resolveu negar a fé, cairá da graça e perderá a&lt;br /&gt;salvação.&lt;br /&gt;5. Perseverança dos Santos – Se de Deus dependem todas&lt;br /&gt;as outras ações salvíficas, portanto, somente Deus pode&lt;br /&gt;manter o homem no caminho da vida eterna. Deus quis&lt;br /&gt;salvar por meio de Cristo e quer manter salvos os eleitos.&lt;br /&gt;Eles irão firmes até o fim, porque Deus os conduzirá à vitória&lt;br /&gt;(Jd 24; Ez 11.19,20; Ez 36.27; Dt 30.6; 1Pe 1.5; 2Tm 1.12;&lt;br /&gt;2Tm 2.18; Sl 37.28; 1Ts 5.14; Jo 6.39; Fp 1.6; Jo 10.27-29;&lt;br /&gt;Rm 8.37-39)&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;O Sínodo de Dort foi composto por 84 teólogos, 18 deputados seculares. Reuniu-se em 154 sessões,&lt;br /&gt;de 13 de novembro de 1618 até maio de 1619.&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;Uma curiosidade interessante é que o grande reformador João Calvino (1509-1564) já havia morrido&lt;br /&gt;nesta época. Seus ensinamentos eram a base da teologia Reformada na Holanda. 4&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;Neste estudo, trataremos do quinto ponto, a Perseverança dos Santos.&lt;br /&gt;Encontraremos nas Escrituras os argumentos que autenticam esta tese reformada de&lt;br /&gt;que “uma vez salvo, salvo para sempre”&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;. Você pode se perguntar agora: “será que&lt;br /&gt;sou salvo?”, “quais são as marcas do verdadeiro salvo?”, “posso ter a certeza plena&lt;br /&gt;de que se eu morrer agora estarei imediatamente no céu com o Senhor ou corro o&lt;br /&gt;risco de estar enganado a respeito de minha própria salvação?”. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;1. Considerações iniciais sobre a doutrina da Perseverança dos Santos&lt;br /&gt;1.1. Definição &lt;br /&gt;A palavra perseverança vem do latim perseverantia, do verbo persevero, que&lt;br /&gt;por sua vez vem de per + severus, e significa "constância", "persistir", "sustentar",&lt;br /&gt;"continuar", "prosseguir"&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;. No grego, é &amp;nbsp;diamevnw, que significa também&lt;br /&gt;"persistir", "continuar", "permanecer"&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;. Podemos vê-la no Novo Testamento&lt;br /&gt;traduzida como "permanecer", por exemplo, em Hebreus 1.11; Lucas 1.22 e 22.28; 2&lt;br /&gt;Pedro 3.4 e Gálatas 2.5. No português, a palavra toma um sentido de luta pessoal&lt;br /&gt;intensa contra alguma força externa. Perseverar significa resistir contra algum ataque&lt;br /&gt;e manter-se firme ao final; não variar de intento, manter-se inabalável, preservar a&lt;br /&gt;força&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;No sentido teológico, alguns estudiosos tomam caminhos distintos quanto ao&lt;br /&gt;emprego do termo perseverança dos santos. Packer, por exemplo, prefere o termo&lt;br /&gt;preservação, pois entende que o termo perseverança dos santos não representa bem o&lt;br /&gt;verdadeiro sentido bíblico da doutrina, uma vez que quem persevera não é o homem&lt;br /&gt;e sim Deus. Ele afirma:&lt;br /&gt;"Diga-se primeiramente que, afirmada a eterna segurança do&lt;br /&gt;povo de Deus, fica mais claro falar de sua preservação, como&lt;br /&gt;se faz comumente, do que de sua perseverança. Perseverança&lt;br /&gt;significa persistência sob desânimo ou pressão. A asserção&lt;br /&gt;de que os crentes perseveram na fé e obediência a despeito&lt;br /&gt;de todas as coisas é verdadeira, mas a razão disso é que&lt;br /&gt;Jesus Cristo, por meio do Espírito, persiste em preservá-&lt;br /&gt;los."&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Seguindo um outro paradigma, Hoekema, apoiando-se em John Murray,&lt;br /&gt;prefere o termo "perseverança dos verdadeiros crentes". Diferentemente da&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;Vale ressaltar que esta proposição não é aceita por alguns estudiosos. Segundo eles, a frase não é&lt;br /&gt;suficiente para descrever com clareza e totalidade a doutrina. Belcher, por exemplo, afirma: “O ensino&lt;br /&gt;dos batistas de “uma vez salvo, salvo para sempre” é apenas um dos lados da moeda e, sendo apenas&lt;br /&gt;um dos lados da moeda, tal doutrina pode ser perigosa. A doutrina da perseverança dos crentes, de&lt;br /&gt;conformidade com o calvinismo, tem dois lados – segurança e perseverança. Um não pode existir sem&lt;br /&gt;o outro. A doutrina batista da eterna segurança (uma vez salvo, salvo par sempre) despreza e&lt;br /&gt;negligencia a necessidade de perseverança como prova da verdadeira salvação.” (BELCHER, Richard&lt;br /&gt;P. Uma jornda na graça: &amp;nbsp;Uma novela teológica. São José dos Campos: Fiel, 2002, p. 204). &lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;LEVERETT, F.P. New and Copius Lexicon of the Latin Language. Boston: Bazin &amp;amp; Ellsworth,&lt;br /&gt;1850.&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;SCOTT. LIDDELL. Greek-English Lexicon. &amp;nbsp;Oxford: Clarendon, 1983.&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:&lt;br /&gt;Nova Fronteira, s.d.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;PACKER, James I. &amp;nbsp;Teologia Concisa. Campinas: LPC, 1999, p. 223. 5&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;preocupação de Packer, embora mantendo o mesmo sentido, ele afirma, citando&lt;br /&gt;Murray: &lt;br /&gt;"Murray coloca isso ainda mais forte: "Perseverança&lt;br /&gt;significa o empenho de nossa pessoa, na mais intensa e&lt;br /&gt;concentrada devoção, aos meios que Deus ordenou para a&lt;br /&gt;realização do seu propósito salvífico." Por essa razão, prefiro&lt;br /&gt;usar a expressão "perseverança do verdadeiro crente" para&lt;br /&gt;designar essa doutrina"&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;Não há nenhum problema sério quanto à terminologia em si mesma. O que&lt;br /&gt;basta entender é que, de fato, o crente persevera. Deus lhe dá capacidade, pelo&lt;br /&gt;Espírito Santo, de prosseguir até ao fim. Aqui entram a soberania dos propósitos de&lt;br /&gt;Deus nos seus decretos e a responsabilidade humana. O crente deve manter-se firme,&lt;br /&gt;embora Deus é quem lhe fornece poder para isso.&lt;br /&gt;Os Cânones de Dort, por exemplo, reconhecendo esta duplicidade de sentido,&lt;br /&gt;utiliza as duas expressões quando afirma: "Os crentes podem estar certos e estão&lt;br /&gt;certos dessa preservação dos eleitos para a salvação e da perseverança dos&lt;br /&gt;verdadeiros crentes na fé"&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;Palmer distingue bem quando afirma: “Enquanto o termo &amp;nbsp;perseverança dos&lt;br /&gt;santos enfatiza a atividade do cristão, &amp;nbsp;preservação dos santos enfatiza a ação de&lt;br /&gt;Deus”&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;. As duas ações devem acontecer juntas, pois Deus preserva o verdadeiro&lt;br /&gt;crente a fim de que ele persevere até o fim.&lt;br /&gt;1.2. A doutrina da Perseverança dos Santos nas Confissões de Fé e Catecismos&lt;br /&gt;Reformados&lt;br /&gt;A Confissão de Fé de Westminster diz:&lt;br /&gt;“Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, eficazmente&lt;br /&gt;chamados e santificados pelo seu Espírito, não podem cair&lt;br /&gt;do estado de graça, nem total nem finalmente; mas com toda&lt;br /&gt;a certeza hão de perseverar nesse estado até ao fim, e estarão&lt;br /&gt;eternamente salvos” (CFW, XVII, I).&lt;br /&gt;A pergunta número 1 do Catecismo de Heidelberg é:&lt;br /&gt;“Qual é o único conforto na vida e na morte?”. A resposta&lt;br /&gt;que se segue afirma que Cristo nos protege e “Ele nos&lt;br /&gt;protege tão bem que, contra a vontade de meu Pai do céu&lt;br /&gt;não perderei nem um fio de cabelo. Na verdade tudo coopera&lt;br /&gt;para o meu bem o seu propósito para a minha salvação.&lt;br /&gt;Portanto, pelo Espírito Santo ele também me garante a vida&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;HOEKEMA, Anthony. Salvos pela Graça: A doutrina bíblica da salvação. São Paulo: Cultura&lt;br /&gt;Cristã, 1997, p. 243.&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;Os Cânones de Dort. Os cinco artigos de fé sobre o arminianismo. São Paulo: Cultura Cristã, s.d.,&lt;br /&gt;art. 9, p. 47. Grifos meus.&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;PALMER, Edwin H. The Five Points of Calvinism. Michigan: Baker Book House, 1972, p. 69. 6&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;eterna e me torna disposto a viver para ele daqui em diante,&lt;br /&gt;de todo o coração.” (CH, Domingo 1, Pergunta 1). &lt;br /&gt;O Catecismo Maior de Westminster afirma na resposta à pergunta 79 o&lt;br /&gt;seguinte:&lt;br /&gt;“Não poderão os crentes verdadeiros cair do estado de graça,&lt;br /&gt;em razão das suas imperfeições e das muitas tentações e&lt;br /&gt;pecados que os surpreendem? Os crentes verdadeiros, em&lt;br /&gt;razão do amor imutável de Deus, e do decreto e pacto de&lt;br /&gt;lhes dar a perseverança, da união inseparável entre eles e&lt;br /&gt;Cristo, da contínua intercessão de Cristo por eles, e do&lt;br /&gt;Espírito e da semente de Deus permanecendo neles, nunca&lt;br /&gt;poderão total e finalmente, cair do estado de graça, mas são&lt;br /&gt;conservados pelo poder de Deus, mediante a fé para a&lt;br /&gt;salvação” (CMW, pergunta 79).&lt;br /&gt;A Confissão de Fé Batista de 1689 afirma:&lt;br /&gt;"Os que Deus aceitou no Amado, aqueles que foram&lt;br /&gt;chamados eficazmente e santificados por seu Espírito, e&lt;br /&gt;receberam a fé preciosa (que é dos eleitos), estes não podem&lt;br /&gt;cair totalmente nem definitivamente do estado de graça.&lt;br /&gt;Antes, hão de perseverar até o fim e ser eternamente salvos,&lt;br /&gt;tendo em vista que os dons e a vocação de Deus são&lt;br /&gt;irrevogáveis, e Ele continuamente gera e nutre neles a fé, o&lt;br /&gt;arrependimento, o amor, a alegria, a esperança e todas as&lt;br /&gt;graças que conduzem à imortalidade. Ainda que muitas&lt;br /&gt;tormentas e dilúvios se levantem e se dêem contra eles,&lt;br /&gt;jamais poderão desarraigá-los da pedra fundamental em que&lt;br /&gt;estão firmados pela fé." (CFB, 17, 1)&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;2. Alguns aspectos teológicos da doutrina da Perseverança dos Santos&lt;br /&gt;2.1. A perseverança não depende do homem; mas, de Deus.&lt;br /&gt;Na verdade, a perseverança não é uma atitude do homem primeiramente.&lt;br /&gt;Assim como a eleição, a morte de Cristo na cruz e a salvação não dependem do&lt;br /&gt;homem, a perseverança também é dom de Deus. O termo perseverança dá a idéia de&lt;br /&gt;que o homem luta ardentemente para manter-se firme e qualquer vacilo pode pôr a&lt;br /&gt;perder seu bem-estar eterno. Porém, o perseverar é de Deus, pois é Deus quem&lt;br /&gt;continua a obra que iniciou (Fp 1.6) quando escolheu, antes da fundação do mundo,&lt;br /&gt;aqueles que seriam salvos e prontamente enviou Cristo, seu único Filho, para pagar a&lt;br /&gt;dívida que nenhum homem era capaz de pagar. &lt;br /&gt;A perseverança é uma atitude de Deus primeiramente, pela qual ele capacita&lt;br /&gt;os eleitos, pelo poder do Espírito Santo, a se manterem firmes no caminho da vida&lt;br /&gt;eterna, seguindo a boa jornada até ao céu – Jd 24, 25; Ez 11.19-20; Ez 36.27; Dt&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;Apud ANGLADA, Paulo. As Antigas Doutrinas da Graça. &amp;nbsp;2 ed. São Paulo: Puritanos, 2000, p. 86. 7&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;30.6; 1Pe 1.5; 2Tm 1.12; 2Tm 4.18. Deus deseja que os seus eleitos sejam&lt;br /&gt;completamente guardados, preservados para sempre, a fim de que a obra de Cristo&lt;br /&gt;seja efetivamente percebida e que todo o joelho se dobre diante daquele que é o&lt;br /&gt;Salvador dos escolhidos (Sl 37.28; 1Ts 5.14; Jo 10.27-29).&lt;br /&gt;Spencer afirma:&lt;br /&gt;“Sim, os santos perseverarão porque o Salvador declara que quer&lt;br /&gt;perseverar em favor deles, e quer guardá-los! Se a perseverança&lt;br /&gt;depende do homem volúvel, com sua pecaminosa natureza&lt;br /&gt;decaída, então ele não tem esperança. A perseverança dos santos&lt;br /&gt;depende da graça irresistível que nos é assegurada porque Cristo&lt;br /&gt;morreu por nós, uma vez que a expiação que temos, por seu&lt;br /&gt;sangue, é limitada aos eleitos. Essa eleição, graças a Deus, não&lt;br /&gt;está baseada em qualquer condição de bem pré-conhecido em&lt;br /&gt;nós, pois “bom não há sequer um!” Pela graça de Deus, a eleição&lt;br /&gt;é incondicional e não se pode encontrar nenhuma condição por&lt;br /&gt;parte do homem, visto que ele é totalmente depravado, isto é,&lt;br /&gt;totalmente incapaz de exercer boa vontade para com Deus,&lt;br /&gt;totalmente impotente para, por isso mesmo, alcançar a vida ou,&lt;br /&gt;por sua livre vontade, totalmente incapaz de livrar-se do super&lt;br /&gt;poder do deus da morte!”&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;2.2. A perseverança depende também do homem.&lt;br /&gt;Não é contraditório afirmar que a perseverança depende também do homem&lt;br /&gt;depois que afirmamos que somente de Deus ela depende, pois quando Deus fornece&lt;br /&gt;poder ao homem, através do Espírito Santo, o verdadeiro crente agora tem o dever de&lt;br /&gt;manter-se fiel até à morte. &lt;br /&gt;Horton afirma que “Temos a responsabilidade de “deixarmo-nos levar para o&lt;br /&gt;que é perfeito” (Hb 6.1). Assim, somos responsáveis por perseverar, mas não pela&lt;br /&gt;nossa perseverança. Somos responsáveis por &amp;nbsp;sermos salvos, não pela nossa&lt;br /&gt;salvação”&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;. Há algumas razões para isso:&lt;br /&gt;A. Perseverar significa cumprir os decretos de Deus (Is 55.11; Sl 33.11; Ef&lt;br /&gt;1.11) - Todos os acontecimentos naturais e sobrenaturais estão previstos nos decretos&lt;br /&gt;de Deus. “Os decretos são o eterno propósito de Deus, segundo o conselho da sua&lt;br /&gt;vontade, pelo qual, para sua própria glória, ele preordenou tudo o que acontece.”&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;B. Perseverar significa obedecer a Deus (1Pe 1.2) - Uma vez que o homem&lt;br /&gt;foi alvo da transformação sobrenatural de Deus e nele não impera mais a condenação&lt;br /&gt;do pecado, não estando obrigado a pecar, Deus lhe capacita a negar o pecado e a&lt;br /&gt;viver uma vida de santidade e consagração.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;SPENCER, Duane Edward. Tulip – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras. 2 ed. São&lt;br /&gt;Paulo: Parakletos, 2000, p. 63. &lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;HORTON, Michael. As Doutrinas Maravilhosas da Graça. São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p.196.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;Pergunta número 7 do Breve Catecismo de Westminster. 8&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;2.3. A perseverança é fruto da eleição&lt;br /&gt;As Escrituras declaram que Deus “... nos escolheu antes da fundação do&lt;br /&gt;mundo para sermos santos e irrepreensíveis e em amor nos predestinou para ele, para&lt;br /&gt;adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”&lt;br /&gt;(Ef 1.3,4).&lt;br /&gt;Todas as ações salvadoras de Deus derivaram da eleição. Deus nos elegeu&lt;br /&gt;antes da fundação do mundo. Antes, portanto, que o homem caísse e que toda a raça&lt;br /&gt;humana morresse espiritualmente, Deus já havia escolhido o seu povo. Vemos em&lt;br /&gt;toda a Escritura a proteção de Deus para com o seu povo em decorrência de ter ele&lt;br /&gt;escolhido um povo exclusivamente seu, o qual ele ama com amor perfeito e que&lt;br /&gt;guardará eternamente (Tt 2.14).&lt;br /&gt;Por causa da munificência paternal de Deus através da eleição, ninguém pode&lt;br /&gt;nos acusar (Rm 8.33). Não há acusação contra os eleitos de Deus. Calvino expressa:&lt;br /&gt;“Daqui procede tanto a certeza da salvação quanto a tranqüila segurança da alma,&lt;br /&gt;pelas quais as adversidades são suavizadas, ou, pelo menos, a crueza da dor é&lt;br /&gt;mitigada”&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;2.4. A perseverança é fruto da justificação&lt;br /&gt;A justificação é o ato livre de Deus pelo qual ele nos torna justos diante dele,&lt;br /&gt;por causa do sacrifício de Cristo, que se apresentou sem pecado e cumpriu a sentença&lt;br /&gt;de Deus, tendo morrido em nosso lugar. &amp;nbsp;&lt;br /&gt;A Confissão Belga afirma:&lt;br /&gt;"A justiça imputada. Cristo tomou sobre si mesmo e&lt;br /&gt;carregou os pecados do mundo, e satisfez a justiça divina.&lt;br /&gt;Portanto, é só por causa dos sofrimentos e ressurreição de&lt;br /&gt;Cristo que Deus é propício para com nossos pecados e não&lt;br /&gt;no-los imputa, mas imputa-nos como nossa a justiça de&lt;br /&gt;Cristo (2Co 5.19 ss; Ro 4.25), de modo que agora não só&lt;br /&gt;estamos limpos e purificados de pecados ou somos santos,&lt;br /&gt;mas também, sendo-nos dada a justiça de Cristo, e sendo nós&lt;br /&gt;assim absolvidos do pecado, da morte ou da condenação,&lt;br /&gt;somos finalmente justos e herdeiros da vida eterna.&lt;br /&gt;Propriamente falando, portanto, só Deus justifica, e justifica&lt;br /&gt;somente por causa de Cristo, não nos imputando os pecados,&lt;br /&gt;mas a sua justiça." (Grifos meus).&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;Crer que Deus sustentará os crentes até o último dia, preservando-os de&lt;br /&gt;caírem em pecado de morte e livrando-os de serem condenados ao inferno depende&lt;br /&gt;da obtenção da fé verdadeira (Ap 14.12, 1Jo 5.13) e da justificação de Cristo (Rm&lt;br /&gt;5.1,2,5). Quando Cristo recebeu a justiça de Deus ele pagou a exigência da ira de&lt;br /&gt;Deus que pesava sobre os homens em decorrência da sentença de morte pronunciada&lt;br /&gt;em Gênesis 2.16,17.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;CALVINO, João. Romanos. 2 ed. São Paulo: Parakletos, 2001, p. 311.&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;BULLINGER, Heinrich. Segunda Confissão Belga. Disponível em&lt;br /&gt;&amp;lt;http://www.geocities.com/arpav/biblioteca/segundaconfissaohelvetica.html&amp;gt;. Acesso em: 21 maio&lt;br /&gt;2005. 9&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;2.5. A perseverança é fruto da adoção&lt;br /&gt;Pela adoção nos tornamos filhos de Deus e temos o direito a todos os&lt;br /&gt;privilégios. Um desses privilégios é a certeza da salvação, a convicção de que&lt;br /&gt;perseveraremos até o fim de nossas vidas, não por causa de nossa luta, mas&lt;br /&gt;confiantes na sustentação do próprio Deus que, em Cristo, prometeu conduzir-nos ao&lt;br /&gt;céu. &lt;br /&gt;Jesus disse aos discípulos: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus,&lt;br /&gt;crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora,&lt;br /&gt;eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar&lt;br /&gt;lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais&lt;br /&gt;vós também.” (Jo 14.1-3) (Grifos meus).&lt;br /&gt;Packer afirma que “a adoção é o mais alto privilégio que o evangelho oferece&lt;br /&gt;(...) porque a adoção dá a idéia de família, concebida em termos de amor e vendo a&lt;br /&gt;Deus como pai. Na adoção, Deus nos recebe em sua família e comunhão e nos&lt;br /&gt;estabelece como seus filhos e herdeiros”&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;e, em decorrência disso, continua&lt;br /&gt;afirmando que a adoção nos dá a segurança da vida eterna. Ele afirma: “A fonte de&lt;br /&gt;segurança, entretanto, não são as nossas deduções como tais, mas a obra do Espírito&lt;br /&gt;tanto à parte como através de nossas conclusões, convencendo-nos de que somos&lt;br /&gt;filhos de Deus e de que o amor salvador e as promessas de Deus se aplicam&lt;br /&gt;diretamente a nós”&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Estamos seguros da perseverança dos santos quando sabemos que fomos&lt;br /&gt;adotados por Deus em sua família, somos herdeiros da herança, co-herdeiros com&lt;br /&gt;Cristo. Spurgeon afirma com razão:&lt;br /&gt;“Deus é fiel em seus propósitos: não começa uma obra e a&lt;br /&gt;deixa inacabada. Ele é fiel em seus relacionamentos: como&lt;br /&gt;Pai, não abandonará seus filhos; como amigo, não negará&lt;br /&gt;seu povo; como Criador, não esquecerá a obra de suas&lt;br /&gt;mãos”&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;2.6. Perseverança e Santificação estão relacionadas&lt;br /&gt;As Escrituras afirmam que a santificação é o passo posterior à conversão. A&lt;br /&gt;vida cristã não termina na conversão. Ao contrário, a conversão é apenas o fato que&lt;br /&gt;determina o lavar regenerador do Espírito, por meio do qual ele purifica o homem de&lt;br /&gt;todo o pecado e manifesta o desígnio de Deus quanto à eleição daquela pessoa. &lt;br /&gt;A vida cristã tem o seu começo na conversão. Prossegue adiante através do&lt;br /&gt;que chamamos de santificação. “Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela&lt;br /&gt;qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a&lt;br /&gt;morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão” (2Ts 2.13; Ef 4.23,24;&lt;br /&gt;Rm 6.4,6,14; Rm 8.4).&lt;br /&gt;Quando usamos a conhecida expressão “uma vez salvo, salvo para sempre”&lt;br /&gt;não podemos nos esquecer de que a doutrina da perseverança não sugere que o&lt;br /&gt;indivíduo leve qualquer tipo de vida. A vida do eleito, justificado e perseverante é&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;PACKER, James I. O Conhecimento de Deus. 4 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1992, pp. 188, 190.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;Idem, p. 209.&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;SPURGEON, Charles H. Por que os crentes perseveram? In Fé para Hoje, São José dos Campos,&lt;br /&gt;São Paulo: Fiel, 2004, n. 23, p.18. 10&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;uma vida que luta contra o pecado e que renuncia a todos os prazeres que&lt;br /&gt;desobedecem a Deus.&lt;br /&gt;Michael Horton chama a nossa atenção de modo especial a fim de que não&lt;br /&gt;relaxemos na maneira de viver, tratando a graça da salvação e da conseqüente certeza&lt;br /&gt;da vida eterna com libertinagem, vivendo dissoluta e irresponsavelmente. Horton&lt;br /&gt;afirma:&lt;br /&gt;“Alguns que crêem que os cristãos estão eternamente&lt;br /&gt;seguros dão à sua doutrina o slogan “uma vez salvo, sempre&lt;br /&gt;salvo”, mas este slogan é muito ilusório. O slogan sugere&lt;br /&gt;que uma vez que as pessoas fazem uma decisão por Cristo,&lt;br /&gt;elas podem então sair e levar a vida do seu próprio jeito,&lt;br /&gt;totalmente confiantes de que não importa o que façam ou&lt;br /&gt;como vivam, estão “salvas e seguras de toda preocupação”.&lt;br /&gt;Isso simplesmente não é bíblico. (...) Assim, então, quando&lt;br /&gt;falamos de “uma vez salvo, sempre salvo”, não estamos&lt;br /&gt;levando em conta toda a extensão da salvação. Fomos salvos&lt;br /&gt;(justificados), estamos sendo salvos (santificação), e um dia&lt;br /&gt;seremos salvos (glorificados). Você não pode alegar ter sido&lt;br /&gt;“salvo” (justificado) a não ser que esteja sendo santificado.&lt;br /&gt;Jesus Cristo é Salvador e Senhor”&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;Portanto, não podemos ter certeza da salvação a menos que vivamos nesta&lt;br /&gt;vida presente obedecendo a Deus em tudo e tenhamos a imagem de Cristo sendo&lt;br /&gt;formada em nós. Somente aqueles que estão sendo “cristificados” é que podem&lt;br /&gt;alegar a certeza da vida eterna pela fé na Palavra e na promessa de Deus. Viver como&lt;br /&gt;Cristo é tomar a forma de Cristo. Como afirmou Bavinck, &lt;br /&gt;“Os crentes estão em Cristo da mesma forma que todas as&lt;br /&gt;coisas, em virtude da criação e da providência, estão em&lt;br /&gt;Deus. Eles vivem em Cristo como os peixes vivem na água,&lt;br /&gt;os pássaros vivem nos ares, o homem em sua vocação, o&lt;br /&gt;erudito em seu estudo. (...) Os crentes assumem a forma de&lt;br /&gt;Cristo e mostram em seu corpo tanto o sofrimento quanto a&lt;br /&gt;vida de Cristo e são aperfeiçoados (completados) nele. (...)&lt;br /&gt;Essa íntima relação entre Cristo e os crentes é compartilhada&lt;br /&gt;com os crentes através do Espírito”&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;Embora alguns julguem impossível a perfeição, e de fato nesta vida não a&lt;br /&gt;alcançaremos, Deus a requer de nós em sua Palavra. Portanto, devemos buscá-la em&lt;br /&gt;santificação. Deus mesmo nos fortalece e nos capacita para isso. De certa forma, a&lt;br /&gt;santificação é fruto da fidelidade de Deus de manter firmes os seus filhos. Spurgeon,&lt;br /&gt;acertadamente, assevera que&lt;br /&gt;“A fidelidade de Deus é o fundamento e a pedra angular de&lt;br /&gt;nossa esperança de perseverança até ao final. Os crentes hão&lt;br /&gt;de perseverar em santidade, porque Deus se mantém&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;HORTON, Michael. As Doutrinas Maravilhosas da Graça. São Paulo: Cultura Cristã, 2003,&lt;br /&gt;pp.192, 193.&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;BAVINCK, Hermann. Teologia Sistemática. Santa Bárbara do Oeste: Socep, 2001, p. 436 &amp;nbsp;11&lt;br /&gt;Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)&lt;br /&gt;www.monergismo.com&lt;br /&gt;perseverante em graça. Ele persevera em abençoar; por&lt;br /&gt;conseguinte, os crentes perseveram em serem abençoados.&lt;br /&gt;Deus continua guardando seu povo; conseqüentemente, os&lt;br /&gt;crentes continuam guardando os mandamentos dele. Este é o&lt;br /&gt;solo firme e excelente sobre o qual podemos descansar”&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;3. Evidências bíblicas da doutrina&lt;br /&gt;O uso do termo “vida eterna” que aparece várias vezes na Bíblia (Jo 3.16,36;&lt;br /&gt;5.2,13, por exemplo) já seria suficiente para provar esta doutrina. Entretanto, alguns&lt;br /&gt;não crêem na perseverança dos santos. Pensam que podemos perder a salvação e&lt;br /&gt;sermos novamente condenados ao inferno por toda a eternidade. &lt;br /&gt;Por isso, precisamos evidenciar os argumentos da Perseverança dos Santos&lt;br /&gt;que podem estar claros nas Escrituras ou delas podem ser depreendidos por&lt;br /&gt;inferência das demais doutrinas, como eleição, justificação, adoção e glorificação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;3.1. Fundamentada nas demais doutrinas da graça – Em Romanos 8.29-30&lt;br /&gt;é claro o ensino do apóstolo Paulo de que há uma cadeia de ações de Deus em&lt;br /&gt;relação ao homem. O texto nos diz: "Porquanto aos que de antemão conheceu,&lt;br /&gt;também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que&lt;br /&gt;ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também&lt;br /&gt;chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses&lt;br /&gt;também glorificou.” (Grifos meus).&lt;br /&gt;Muitos estudiosos chamam esse texto de cadeia da graça, em que Deus&lt;br /&gt;mostra o seu plano e o processo redentor do homem. A glorificar significa o ato de&lt;br /&gt;Deus.&lt;br /&gt;3.2. Fundamentada na fidelidade de Deus (1Co 1.9) – Deus é fiel ao seu&lt;br /&gt;próprio plano redentivo. Se ele prometeu que sustentaria os seus filhos, ele vai&lt;br /&gt;preservá-los até a eternidade. Como afirmou Spurgeon, &lt;br /&gt;“Se somos fiéis, isto acontece porque ele é fiel. Toda a nossa&lt;br /&gt;salvação descansa na fidelidade de nosso Deus da aliança.&lt;br /&gt;Nossa perseverança se fundamenta neste glorioso atributo de&lt;br /&gt;Deus. Somos instáveis como o vento, frágeis como a teia de&lt;br /&gt;aranha, volúveis como a água (...) Deus é fiel à sua aliança,&lt;br /&gt;que estabeleceu conosco em Cristo Jesus e ratificou com o&lt;br /&gt;sangue de seu sacrifício. Deus é fiel ao seu Filho e não&lt;br /&gt;permitirá que o sangue dele tenha sido derramado em vão.&lt;br /&gt;Deus é fiel ao seu povo, ao qual ele prometeu a vida eterna e&lt;br /&gt;do qual jamais se afastará ”&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;(p.18). &lt;br /&gt;3.3. Fundamentada no amor e na misericórdia de Deus &amp;nbsp;(Jo 3.16, Jd 21) –&lt;br /&gt;O amor de Deus pelos eleitos é o início de toda a jornada salvífica. Deus amou de tal&lt;br /&gt;maneira que ofereceu o seu próprio Filho para remir os pecados deles (Mt 1.21) e&lt;br /&gt;garantir-lhes a vida eterna. Aqueles a quem Deus amou não perecerão, porque Deus&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;SPURGEON, Charles H. Por que os crentes perseveram? In Fé para Hoje, São José dos Campos,&lt;br /&gt;São Paulo: Fiel, 2004, n. 2
